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"Deixai toda esperança, ó vós que entrais!" Inferno. A divina Comédia [Dante Alighieri]

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Amor que serena termina...



Assim como Pedro Juan Gutierrez, concordo que a beleza do peso-leveza do amor se encontra na euforia de um peito arfando perante a pessoa amada. Na palpitação e estremecer que o contato com a pele de quem amamos nos proporciona... O amor não escolhe em que porta bate e por muitas vezes temos que aproveitar aquilo que nos pode ser oferecido...

Amores serenos e tranquilos findam. Os tempestuosos podem acabar fisicamente mas deixam marcas indeléveis. É na tragédia que mora a beleza, pois é a partir do risco do fim que acabamos valorizando mais cada minuto junto a pessoa amada...

Para mim, amores tranquilos não tem graça, não possuem o poder de arrepiar os ossos ante a presença de nossa metade-ímpar. Ímpar no sentido de avulsa, que pode se encaixar hoje e amanhã ir se encaixar em outras paragens... porque não pertencemos a ninguém além de nós mesmos...

Como Gutierrez, quem sabe é meu carma amar atormentadamente, com sofreguidão, na urgência de que o depois pode não chegar? Viver intensamente cada momento como sendo o último, valorizar o que nos é dado, eternizar o inevitável que é o efêmero da existência... 

Ainda não tenho 62 anos como meu querido escritor cubano tinha ao dar essa entrevista... Mas sigo caminhando, aos trancos e tropeços dos meus 31 amando apaixonadamente o amor, a vida... enquanto ela ainda me resta... num bolero contínuo...



2 Comentários:

Morgana Brunner

Ah que postagem maravilhoso Maria, realmente foi bastante envolvente e tocante para mim, entrevistado me deixou afoita querendo saber mais e mais sobre sua trajetória.
Beijinhos

Michele Lopez

Olá,
Gostei muito de saber um pouco mais sobre o autor e sua trajetória.
Texto cativante e agradável. Também não vejo graça em amores tranquilos, afinal não temos a emoção ou expectativa de um arrepiar de pele ou palpitar do coração.

LEITURA DESCONTROLADA

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De Bukowski a Dostoievski. Ana Cristina César a Lilian Farias. Deleite-se com a poesia de Florbela Espanca e o erotismo de Anaïs Nin...
Aforismos, devaneios, quotes dispersos e impressões literárias...um baú de antiguidades e pós-modernismo. O obscuro, complexo, distópico, inverso... O horror, o amor, a loucura e o veneno de uma alma em busca de liberdade...

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