[Poema] Meu Destino - Cora Coralina

| 30 junho 2017 | 9 Comentários |
Nas palmas de tuas mãos
leio as linhas da minha vida.
Linhas cruzadas, sinuosas,
interferindo no teu destino.
Não te procurei, não me procurastes –
íamos sozinhos por estradas diferentes.
Indiferentes, cruzamos
Passavas com o fardo da vida…
Corri ao teu encontro.
Sorri. Falamos.
Esse dia foi marcado
com a pedra branca
da cabeça de um peixe.
E, desde então, caminhamos
juntos pela vida…

Amor, por Rubem Alves

| 26 junho 2017 | 7 Comentários |


"Uma carta de amor é um papel que liga duas solidões."

Rubem Alves é daqueles autores  que nos confortam com palavras quentinhas para dias chuvosos... Amor é uma publicação da Editora Papirus e nos traz pequenos trechos do trabalho do autor, a titulo de enternecer quem se aventura por suas palavras, funcionando bem como um livro de cabeceira... Recomendo inclusive a quem nunca teve o prazer de ler nada de Rubem... Impossível não se deleitar com sua poética... 

São inúmeras reflexões sobre o amor, mas que não soa como autoajuda, nem de longe. É um livro que pode ser lido e relido inúmeras vezes, sem ordem especifica, em pequenas doses, de uma vez... quem traz o ritmo é o leitor... Segundo Rubem, "Antes de ser feito com o corpo, o amor é feito com as palavras."

Amor é sobre desobrigações, sobre amores proibidos, efêmeros, eternos, à infância, a nostalgia, a si mesmo, amor ao amor... Um misto de suavidade e encanto, arte com palavras que o autor sabe bem como expressar...

"Cartas de amor são escritas não para dar notícias, não para contar nada, mas para que mãos separadas se toquem ao tocarem a mesma folha de papel."

Não há como estender muito sobre o conteúdo do livro pois se trata de uma obra com apenas 96 páginas, mas que promete calor, acolhimento e um sorriso saudoso no rosto de quem o lê, por resgatar memórias, dar esperança ou mesmo ter certeza do quanto se é amado[a] por alguém nesse vasto mundo... 


Playlist para enternecer durante a leitura...


É assim que te quero, amor - Pablo Neruda

| 23 junho 2017 | 9 Comentários |
"É assim que te quero, amor,
assim, amor, é que eu gosto de ti,
tal como te vestes
e como arranjas
os cabelos e como
a tua boca sorri,
ágil como a água
da fonte sobre as pedras puras,
é assim que te quero, amada,
Ao pão não peço que me ensine,
mas antes que não me falte
em cada dia que passa.
Da luz nada sei, nem donde
vem nem para onde vai,
apenas quero que a luz alumie,
e também não peço à noite explicações,
espero-a e envolve-me,
e assim tu pão e luz
e sombra és.
Chegastes à minha vida
com o que trazias,
feita
de luz e pão e sombra, eu te esperava,
e é assim que preciso de ti,
assim que te amo,
e os que amanhã quiserem ouvir
o que não lhes direi, que o leiam aqui
e retrocedam hoje porque é cedo
para tais argumentos.
Amanhã dar-lhes-emos apenas
uma folha da árvore do nosso amor, uma folha
que há-de cair sobre a terra
como se a tivessem produzido os nosso lábios,
como um beijo caído
das nossas alturas invencíveis
para mostrar o fogo e a ternura
de um amor verdadeiro."





Eu Simplesmente Amo-te [Pablo Neruda]

| 21 junho 2017 | 13 Comentários |
Eu Simplesmente Amo-te

"Eu amo-te sem saber como, ou quando, ou a partir de onde. Eu simplesmente amo-te, sem problemas ou orgulho: eu amo-te desta maneira porque não conheço qualquer outra forma de amar sem ser esta, onde não existe eu ou tu, tão intimamente que a tua mão sobre o meu peito é a minha mão, tão intimamente que quando adormeço os teus olhos fecham-se."

Pablo Neruda, in Cem Sonetos de Amor.


[Lançamento] Chame como quiser, de Anderson Henrique

| 18 junho 2017 | 6 Comentários |


A Editora Penalux está lançando mais uma obra incrível, um livro de contos intitulado Chame como Quiser, do autor parceiro aqui do blog, Anderson Henrique. São 13 contos recheados de niilismo e sarcasmo, explorando as vivências humanas...
Apesar de não se prender a um único estilo literário, os elementos do realismo mágico que tanto me agradam na escrita de Anderson se fazem presentes em vários dos contos que constituem a obra...

Quem for do Rio de Janeiro ainda poderá ter a chance de comparecer ao lançamento do livro no endereço descrito na imagem abaixo... Certamente é um evento imperdível, então aproveitem a oportunidade para conhecer a escrita de Anderson Henrique adquirindo seu exemplar... Em breve trarei resenha dele aqui no blog, fiquem ligados nos posts...


Sobre o autor
Anderson Henrique nasceu no Rio de Janeiro e é formado em Letras. Possui textos publicados em coletâneas e premiados em concursos literários. Seu livro de estreia, Anelisa sangrava flores, foi publicado em 2014 pela editora Penalux.


Ficha técnica

Título: Chame como quiser
Autor: Anderson Henrique
Publicação: 2017
Tamanho: 14x21
Páginas: 144 p
Preço: R$ 37


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Traz teu amor para mim e outros contos...

| 15 junho 2017 | 15 Comentários |
Em Traz teu amor pra mim e outros contos, publicado pela Livros da Raposa Vermelha temos o prazer de ler três contos de Charles Bukowski, ilustrados pelo talentoso Robert Crumb. São 3 histórias que retratam o dia a dia de personagens fracassados, viciados em álcool, presos em empregos medíocres e relações fracassadas. 

Os contos são ambientados no período da Grande Depressão americana, quando a queda da bolsa de Nova York em 1929 levou à falência inúmeros empresários, causando a demissão em massa de milhares de empregados. Com as ruas tomadas de filas em busca de um prato de sopa com pão, os valores econômicos reduzidos a insignificância e pessoas anteriormente ricas se suicidando em meio à bancarrota, Bukowski nos apresenta personagens marginalizados, que já não possuíam boas expectativas antes, e com um cenário desolador desses, pouco se mexem para mudar suas vidas...

O primeiro conto é sobre um homem que vai visitar sua mulher numa clínica, provavelmente louca ou em tratamento psiquiátrico, paranoica por achar que o marido está comendo putas em algum lugar quando não a está visitando... Ela tem noção de que não vai melhorar, embora o médico afirme o contrário, e tenha dito que ela sairia dali logo... 

"- Alô?
Era Gloria.
- Você está comendo alguma puta?
- Gloria, eles deixam você ligar tão tarde assim? Não te dão um remédio pra dormir ou algo do gênero?
- Por  que você demorou tanto tempo pra atender o telefone?
- Você nunca dá um barro? Eu estava no meio da cagada, você me interrompeu bem no meio de uma campeã.
- Claro que interrompi... Vai terminar isso aí depois de me convencer e desligar o telefone?
- Gloria, foi essa sua maldita paranoia aguda que pôs você onde está.
- Cabeça de peixe, a minha paranoia sempre foi a anunciadora de uma verdade que se aproxima."
Em Não tem negócio conhecemos Manny Hyman, que há muito deixa a desejar no palco de um salão onde trabalha para entreter o público, já cansado das mesmas piadas sem graça... Seu empregador dá um ultimato: ou ele melhora o show ou será substituído por alguém mais novo. Me parece uma crítica do autor ao show business, em que novos rostos surgem tomando o lugar daqueles que acabam relegados a uma condição de ostracismo...

"As pessoas sabem que o mundo é uma merda! Elas querem esquecer isso."
Encerrando o curto livro nos deparamos com o conto Bop Bop contra aquela cortina. É sobre um grupo de amigos que visitam um clube de strip tease. São indivíduos que buscam simples diversão, da melhor maneira que podem, em virtude de suas condições marginalizadas em meio a pobreza...

As circunstâncias em que se encontram os personagens dos contos são de lástima e revelam o lado cruel da sociedade em mantê-los em tais condições degradantes... a sociedade do 'american way of life' que alçava às alturas os vencedores e execravam os que ficavam à margem, os outsiders sociais...

O traço característico das ilustrações de Robert Crumb forma uma combinação perfeita com a escrita suja de Bukowski, mesclando-se bem a selvageria de seus riscos com os diálogos bem construídos do escritor... Traz teu amor pra mim foi o resultado de uma bela e grotesca combinação estética entre conto e imagem...





Cantiga pra não morrer - Ferreira Gullar

| 13 junho 2017 | 7 Comentários |
"Quando você for se embora,
moça branca como a neve,
me leve.

Se acaso você não possa
me carregar pela mão,
menina branca de neve,
me leve no coração. 

Se no coração não possa
por acaso me levar,
moça de sonho e de neve,
me leve no seu lembrar. 

E se aí também não possa
por tanta coisa que leve
já viva em seu pensamento,
menina branca de neve,
me leve no esquecimento.

Moça de sonho e de neve, 
me leve no esquecimento, 
me leve."



Do amor e outras tragédias...

| 12 junho 2017 | 22 Comentários |
Tomei a liberdade de parafrasear o título do post me inspirando em García Márquez... Hoje é o Dia dos Namorados e as pessoas buscam ler e ver filmes que tenham histórias de amor que, mesmo com uma carga gigantesca de drama - possam culminar em final feliz, no velho clichê 'e foram felizes para sempre.' Escrevo esse texto inclusive ao som de I will always love you, da Whitney Houston... Mas os amores que procuro nos livros que leio vão contra essa maré de 'mocinha que bota o bad boy nos trilhos depois que se descobre o amor'; os amores que leio nos livros e que me impactam profundamente são aqueles de fim trágico, os proibidos e efêmeros, os intensos e que não acontecem em cada esquina... protagonizados por personagens que sequer seriam considerados pares perfeitos. É dessa 'imperfeição' ou 'desvio de conduta' moralmente inaceitável que venho falar sobre hoje, enquanto ao fundo toca I wish it would rain down, de Phil Collins. [se você já viu a letra, nada mais apropriado...]...


Em Último tango em Paris dois desconhecidos que sequer sabem os nomes um do outro compartilham dentro de um apartamento de paredes mofadas cenas de sexo tórrido e diálogos escatológicos. Ela tem um noivo e está prestes a entrar num casamento insosso, ele perdeu a esposa recentemente para o suicídio, e acumula umas duas décadas de vida a mais que a impetuosa Jeanne... Com adaptação para o cinema, não ficou livre às críticas e censuras ferrenhas, bem como à polêmicas de cunho sexual... Mas com relação à obra escrita, é um dos romances mais 'impactantes' que já tive o prazer de [re]ler... e tem um lugar de destaque na estante, na vida e no coração... 


Perdas e Danos é sobre uma relação imoral perante o conservadorismo social. Uma nora e seu sogro, encontros furtivos e explosivos. Tragédias familiares, mortes, escândalos, ardor. Nada importa quando ambos se tocam. O desejo beira o doentio, e o destino dessa relação caminha a passos largos para o precipício... mas quão tentador é o que eles compartilham que vale a pena todo o sacrifício?


Em Nove e meia semanas de amor - história real, bom frisar - Elizabeth era uma mulher poderosa nos negócios, bem-sucedida, mas encontra na pele de um desconhecido um caminho de prazer que ela jamais havia sentido na vida... A condição de submissa a qual se entrega em busca de sensações inéditas e perigosas é o que move sua vida a partir do encontro com Ele [a quem ela nunca denomina no livro]... O final da história deixa um oco no peito e um choro contido na garganta... 


A insustentável leveza do ser é [também] sobre a leveza de ser quem você é e de não se entregar completamente a um único amor. Em meio ao contexto político da República Tcheca nos anos 1960, se desenvolve a trajetória de Tomas e Tereza e Sabina, e Franz. A existência perde seu peso. Características da personalidade de um mesclam-se a de outro, fraquezas do outro entremeiam-se em outro ainda... Através da escrita maravilhosa de Milan Kundera, acompanhamos os [des]amores dessas quatro almas, perdidas e inseridas num ambiente social opressivo e que encontram no sexo e no despudor um alívio para o peso de suas vidas...


O que me [co]move nos romances é o trágico, o que desde o início se fada ao fim. O efêmero que se eterniza. O que choca. Impacta. O bem escrito. O outsider literário que os românticos de plantão tendem a se escandalizar. As histórias que vão contra o insosso que é a vida - erroneamente idealizadas como perfeitas e desejadas na vida real. Prefiro os espinhos às flores. São neles que enxergo a [triste e poética] beleza das paixões humanas... 


Encerro o post ao som de Right Here Waiting, de Richard Marx... isso sim é puro clichê... desses não me abstenho... 




Bartleby, o escrivão - Herman Melville

| 07 junho 2017 | 6 Comentários |
Escrito originalmente em 1853, Bartleby, o escrivão é um conto que nos mostra a história de uma figura misteriosa pelo ponto de vista do narrador, seu empregador num escritório de advocacia. Segundo sua concepção, Bartleby foi uma das pessoas mais curiosas e intrigantes que já conheceu. Ele o contrata a fim de ajudar no escritório conferindo cópias de documentos. Possui outros assistentes de personalidades peculiares mas nenhum deles se equipara ao jovem rapaz, que com o passar dos dias revela-se como um 'peso' que 'prefere não fazer' o que lhe foi solicitado...

Ignorando o passado do estranho rapaz, o narrador fica cada vez mais irritado pela recusa de Bartleby em realizar mesmo pequenas ações no escritório. Ele esperava que sua calma aparente servisse como exemplo para Nippers e Turkey, mas percebe que além de não obter sucesso na investida, acabou adotando um problema ainda maior para si e seu ambiente de trabalho...





De maneira gradual, a presença do escrivão no escritório se revela incômoda e suas negativas em desempenhar seu trabalho se mostram cada vez mais incisivas. levando o narrador a um estado de estupor e desespero... Enfim, ele resolve demitir o rapaz, apesar de sentir pena dele, pois provavelmente Bartleby não tem amigos, nem família por perto... A curta história desvela para um desfecho absurdo, deixando o leitor em estado de entorpecimento, em suspenso...

A obra é considerada - assim como O processo e O artista da fome [ambos de Franz Kafka] como literatura absurdista, uma filosofia ligada ao existencialismo e ao niilismo. As ocupações burocráticas de seu emprego fazem com que ele passe a rejeitar a mesmice de seu cotidiano, de maneira que o leva a um destino trágico... O absurdismo trata-se de buscar uma explicação sobre a vida e não ter habilidade para encontrar as respostas, culminando num beco sem saída no campo da existência... 

Partindo para o campo político, Bartleby, o escrivão seria uma crítica voltada ao Imperialismo e ao capitalismo, que exploram a  mão-de-obra tornando-a robotizada, e quando o personagem se recusa a obedecer o patrão, é como se ele estivesse negando sua condição de máquina, inconscientemente se revelando humano. É perceptível a crítica de Herman Melville ao conceito de Fordismo, sistema de produção em massa aplicado nas indústrias a fim de se produzir em grande quantidade e aumentar o consumo. 

Em suma, Bartleby, o escrivão tem uma linguagem ágil e alucinante. Levanta reflexões importantes no campo político e filosófico de maneira que o leitor compreenda e absorva a ideia sem o uso de termos científicos complicados, de maneira até inconsciente, uma absorção simbolizada pela figura de Bartleby inerte no escritório...


Faça boa arte, por Neil Gaiman

| 06 junho 2017 | 9 Comentários |
Em maio de 2012 Neil Gaiman fez um discurso numa celebração de formatura da University of the Arts na Filadelfia. Foram quase vinte minutos encorajando os jovens que ali estavam presentes com suas ideias de dedicação, força e como usar o tempo para adquirir sabedoria... De maneira inusitada, ele falou em quebrar regras, em não pensar muito, em se desgastar menos... Os futuros pintores, escritores e músicos que saíram dali aquele dia certamente levaram a lição de Gaiman para o futuro restante de suas vidas repletas de sonhos na bagagem...


Gaiman relatou como se deu o início de sua carreira, dos contratempos que surgiram e que de alguma forma, acabaram sendo tão importantes quanto o sucesso que obteve nas primeiras investidas artísticas. O segredo era não se cobrar em demasiado, embora a situação pedisse por isso na maioria das vezes. 

Ele não discursou a fim de que tais ouvintes fizessem de suas palavras um manual de instruções a ser literalmente seguido. Mas pediu que fizessem boa arte ao sair dali. Arte dos acertos e também aquela que nasceria dos erros...
"Às vezes o caminho para fazer o que você quer vai ser simples e direto, e às vezes será quase impossível decidir se você está fazendo ou não a coisa certa, porque vai precisar equilibrar suas metas e sonhos com comprar comida, pagar as contas e arranjar trabalho, aceitando o que conseguir."
Ele também falou sobre o fracasso que em alguns momentos vai bater a nossa porta, que o dinheiro não é o principal objetivo na vida, que muitos se sentiam frustrados por serem escravos  dos benefícios que o dinheiro lhes trazia, fazendo com que não fizessem outra coisa na vida além de juntar dinheiro, pondo os sonhos em segundo plano. Que por mais que possamos nos espelhar e se inspirar em outros artistas, nós temos nossa própria arte, que por vezes o que menos esperamos é o que mais dá certo. 

É preciso relaxar e aproveitar a viagem louca que é a vida, com seus altos e baixos, suas surpresas agradáveis, e outras nem tanto assim... Temos que viver e criar no 'entre' que existe no meio do nascer e morrer...

O discurso "Faça boa Arte" é uma leitura agradável, rápida e que nos deixa conjecturando sobre a arte, a vida, o futuro... 
"Deixem o mundo mais interessante por estarem nele."

Caixa de Correio Maio/2017

| 05 junho 2017 | 14 Comentários |
Olá, meus caros leitores e visitantes. Venho mostrar o que andei recebendo ao longo do mês de maio e posso afirmar que abasteci meu acervo com obras maravilhosas... ;)

Às compras.

De um amigo, comprei O nome da Rosa [Umberto Eco], Os sertões [Euclides da Cunha], As duas vidas de Aldrey Rose [Frank Fellita], Os meninos da rua Paulo [Ferenc Mólnar] e Vidas de mulheres célebres [Henry Thomas]... Durante as visitas ao sebo, resolvi trazer o livro Pernambuco no tempo do cangaço. Na banca de revistas comprei dois cd's de música, e ainda veio uma revista de brinde e um livro com algumas figuras importantes do cenário Rock N' Roll...


Fiz uma compra na Amazon, pois não resisti aos preços dessas belezinhas abaixo... Nessa caixa só deu Neil Gaiman e Beats... Já fiz resenha dos três livros abaixo e logo farei dos outros titulos comprados... Tem um título de Hunter S. Thompson também...




Ganhei de um amigo três livros e recebi pelos correios, de outro amigo, edições da Dragão Brasil além de cards de Magic: The Gathering. A nostalgia bateu ao ponto de eu desejar jogar novamente... o que me falta é tempo, jogadores e mais cartas pra isso...

Ganhei uma promoção no Facebook e no final do mês recebi o prêmio: 5 títulos de Charles Bukowski. Alegria total dessa que vos escreve, e logo haverá resenha desses livros por aqui... Buk é puro


De cortesia recebi Bartleby, o escriturário [Herman Melville], Rio-Paris-Rio [Luciana Hidalgo], Entrevista com o vampiro -  história de Claudia [Ashley Marie Witter] - já lidos e com resenhas programadas. Primeiramente publicadas no blog Poesia na Alma, e logo sairão por aqui. E Pornô, sequência de Trainspotting, de Irvine Welsh, que logo será lido e resenhado... 



Fechando esse mês abençoado pelo Cosmos a Leya me enviou Born to Run, autobiografia do incrível Bruce Springsteen. O livro foi uma cortesia para resenhar no blog Poesia na Alma e logo em seguida por aqui... 






E aí, curtiram a caixinha? Tem muita coisa interessante e aos poucos vou postando minhas impressões por aqui... Obrigada pela visita, até a próxima... ;*

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Minha 8ª Tattoo - Símbolo do Curso de História

| 03 junho 2017 | 17 Comentários |

Olá, pessoas queridas. Mais um tempo se passou e eu não voltei com os posts falando sobre uma de minhas paixões: tatuar o corpo

Essa Ampulheta com um caduceu foi feita em 22 de fevereiro de 2011, e está localizada na minha panturrilha direita, na parte externa da perna... 

O caduceu é um símbolo bastante comum nos cursos de Ciências Contábeis e Pedagogia. Mas aliado ao desenho da ampulheta, representa a História... meu curso de graduação é Licenciatura em História, pela Universidade de Pernambuco - UPE... 


O caduceu tem origem na Grécia Antiga, sendo marca do deus Hermes, o mensageiro dos deuses. São duas serpentes entrelaçadas adornadas com asas na parte superior. No esoterismo, remete ao equilíbrio moral e ao caminho de iniciação. Verticalmente simboliza  a eternidade, o infinito, o eterno cósmico. A ampulheta é símbolo do Tempo, representando sua passagem e o quão a vida é efêmera... A ampulheta marca a transitoriedade da vida. O caduceu a infinitude do cosmos... Um paradoxo, um equilíbrio de forças antagônicas...

Espero que tenham curtido a postagem, e logo eu trago mais alguns registros que possuo na pele...
Beijos...


╬† Literatura no Mundo ╬†

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