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"Deixai toda esperança, ó vós que entrais!" Inferno. A divina Comédia [Dante Alighieri]

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12 Meses de Poe - Eleonora








Eleonora é mais um conto lido por mim por causa do Desafio 12 Meses de Poe. Já tinha lido uns anos atrás, mas é sempre bom revisitar tais histórias...

Publicada em 1842, conta a história de dois primos, seguindo a narrativa do personagem que - mais uma vez, a alcunha é desconhecida do leitor - em que ele descreve o local onde vive com a jovem e a mãe dela, sua tia. E passam-se 15 anos vivendo ali, até que a paixão aflora de ambos os lados...

Porém, o destino se revela cruel quando percebe-se que Eleonora está doente e seus dias de formosura na Terra estão prestes a ser encurtados... Ela não teme a hora final, e o rapaz faz uma jura de amor, prometendo jamais envolver-se com alguém enquanto vivo... 

Algum tempo depois, o narrador resolve ir embora do Vale onde passou a infância, e chega numa estranha cidade... Lá, conhece uma mulher chamada Ermengarda e a promessa que tinha feito a sua prima está prestes a ser quebrada...

Eleonora é um conto que pode ser considerado 'feliz' e tem um quê de autobiográfico... Muitos consideram que Eleonora do conto seria sua prima e esposa, Virgínia, que após cinco anos enferma acabou falecendo...Talvez nesse ínterim, Poe nutrisse algum sentimento por outra mulher...

É possível encontrar certa poética mesclada aos tons de morbidez ao longo da história. Lirismo e toques sobrenaturais dão mais suspense à narrativa... Eleonora é um conto que traduz bem as promessas feitas na adolescência... efêmeras como o vento, embora quando feitas possam se mostrar eternas... 





5 Comentários:

Priscila Soares

Olá! Nunca li nada do Poe, mas tenho visto tanta divulgação e elogios que, apesar de não fazer muito meu estilo de leitura, tenho curiosidade de ler alguma coisa dele. Esse conto em especial me chamou a atenção. Mesmo que pareça triste, já que o amor da adolescência do protagonista morre tão jovem, fiquei curiosa para saber o que acontece na história.
Beijos!

Gleyse Vieira

Oi Val, eu gosto muito desse conto, acho a história muito criativa e dramática, sei lá. Fazia tempo que havia lido, e foi bom recordar por aqui. Bjs

Faby Souza

Olá Val, tudo bem?
Eu amo o Poe e suas obras mesmo que as vezes elas me assustem um pouco. Li vários contos do Poe mas infelizmente esse não estava entre eles. Amei a sua resenha e por issi vou ler sim. Parabéns pelo projeto. É lindo

Lilian Farias

Eu acredito que nos contos de Poe, mesmo os felizes, haverá morbidez, serão sombrios, eu gosto desse conto, mas não sabia que era autobiográfico.

Carolinavga

Oi Val.
Ótima resenha.
A história do conto parece ser boa e esse ainda não tive oportunidade de conferir, mas fiquei curiosa e vou procurar encaixar a leitura dele na minha tbr.

Beijos
http://aventurandosenoslivros.blogspot.com.br

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De Bukowski a Dostoievski. Ana Cristina César a Lilian Farias. Deleite-se com a poesia de Florbela Espanca e o erotismo de Anaïs Nin...
Aforismos, devaneios, quotes dispersos e impressões literárias...um baú de antiguidades e pós-modernismo. O obscuro, complexo, distópico, inverso... O horror, o amor, a loucura e o veneno de uma alma em busca de liberdade...

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