As minas do Rei Salomão, de H.Rider Haggard

| 24 janeiro 2017 | |


Li As minas do Rei Salomão na Maratona literária de Natal que participei no final do ano passado. Foi uma escolha acertada ter colocado ele pra encerrar a TBR porque se tivesse colocado antes dos demais títulos, certamente teria flopado. Mas não falo isso pelo fato de ser uma leitura ruim, mas  sua narrativa é daquelas que não dá pra se digerir na pressa...Apesar de se tratar de uma aventura, possui algumas passagens mais densas...

Lançado pela primeira vez em 1885, a história narra as aventuras de Allan Quartermain rumo a uma cidade lendária, em busca de um grande tesouro. Na companhia de um escravo que se ofereceu para partir com sua expedição e um lorde inglês que vai em busca de seu irmão, que fez o mesmo percurso anos antes e ele sequer tem notícias se ele está vivo ou morto.

Atravessando vários perigos num território inóspito, o leitor acaba visualizando os cenários devido a rica descrição de H. Rider Haggard. Através da obra, é visível o conhecimento em cultura africana - em destaque a zulu - por parte do autor. Escrito num período imperialista, na Era Vitoriana, trata-se de um clássico romance de aventura que acaba por desvelar as ideologias e descobertas de sua época. No final do século XIX  havia um grande contingente de exploradores em busca de lugares desconhecidos, lendários e importantes para a História da Humanidade. Junto com Cinco  semanas em um balão, do  seu contemporâneo Julio Verne, As minas do rei Salomão foi o segundo livro com cenário africano a ser publicado em inglês. Logo, foi garantia de sucesso, bem aceito pelos leitores do período, vindo a tornar-se um bestseller. 

As minas do Rei Salomão fazem alusão ao Salomão descrito na Bíblia Cristã, conhecido por ser detentor de grande sabedoria e riquezas. O livro  deu origem ao gênero 'mundo perdido', romances de aventura que tem como premissa a busca por lugares perdidos, esquecidos no tempo e longe da 'civilização' [modelo eurocêntrico nesse conceito], que podem possuir tesouros ou habitantes desenvolvidos ou primitivos... Possui adaptações para o cinema, a mais conhecida delas traz Richard Chamberlain como  o carismático Allan Quartermain e Sharon Stone como Jesse Huston.



Ao longo da narrativa, é possível identificar vários  elementos sobre o Imperialismo e mentalidade do europeu com  relação aos povos africanos, divergências étnico-culturais entre brancos e negros, mesclada a lutas pelo poder de um trono, protagonizada por alguns personagens importantes da trama. Falar mais que isso seria spoiler e tirar de vocês o elemento surpresa da história...

Em suma, é uma aventura que merece ser lida, com calma e sem pressa. Certamente vai agradar aos fãs do gênero...





9 Comentários:

Carla A. Says:
26 janeiro, 2017

Oi, Maria!
Dá pra ver porque teria floppado se começasse a maratona por esse livro. Ele parece mesmo ser uma leitura densa, mais séria, e isso às vezes pode fazer a coisa emperrar, né?! Eu jaá tinha visto o título por aí, mas nunca tinha parado pra ler sobre o que realmente o livro falava... Achei interessante, não lembro de já ter lido algo que explore a cultura africana dessa forma. Não leria por agora, porque estou saindo de leituras pesadas e querendo algo mais leve, mas certamente vou querer conferir em algum momento.

Beijos, Entre Aspas

Beatriz Andrade Says:
27 janeiro, 2017

Eu não fazia ideia de que tinha um livro, eu passei a minha infância assistindo o filme com meus pais e até hoje eu gosto de ver quando passa nos canais de filmes antigos. Adorei conhecer o livro e fiquei muito tentada para comprar e ter na minha estante

Angélica Lima Says:
27 janeiro, 2017

Oi, tudo bem?
Acredita que eu não sabia que tinha o livro?
Achei bem interessante, mas essas passagens mais densas acho que me fariam demorar um ano pra ler.
Bjs

isa louca por livros Says:
28 janeiro, 2017

gostei bastante! parece que, além da história em si ser cativante, contém vários elementos importantes da história. como não amar um livro assim? é ótimo para dar um tempo na leitura dos romances.. já coloquei na minha meta desse ano. obrigada pela dica!!

Livros da Beta Says:
28 janeiro, 2017

Sempre ouvi histórias e assisti aos filmes, mas nunca li o livro. Não sei chegaria ao final.

Bjs
www.livrosdabeta.blogspot.com.br

Amanda Mello Says:
29 janeiro, 2017

Eu não conhecia nem o filme, mas fiquei bastante curiosa, tendo a ter um pouquinho de dificuldade para me adaptar a escrita de livros mais antigos, mas tenho certeza que após algumas páginas eu começaria a ler a história com mais facilidade e provavelmente iria gostar! <3

Beijos e até logo! :*

carool santos. Says:
30 janeiro, 2017

Olá, tudo bem? Não conhecia a história, apesar de ter me remetido a biblía, porém fiquei bem interessada. Posso perceber que tem uma grande ambientação histórica o que o torna enriquecedor. Adorei e ótima resenha!
Beijos,
diariasleituras.blogspot.com

Mylena Oliveira Says:
31 janeiro, 2017

Ainda não conheço o livro. Mas fiquei interessada, só essas partes densas que me deixaram com o pé atrás.

Gabriela Cerqueira Says:
01 fevereiro, 2017

Confesso que o livro não faz meu tipo mas a carga historica dele me chamou bastante atenção, ainda mais por ser ambientado na áfrica, que é algo dificil de se ver

Postar um comentário

De Bukowski a Dostoievski. Ana Cristina César a Lilian Farias. Deleite-se com a poesia de Florbela Espanca e o erotismo de Anaïs Nin...
Aforismos, devaneios, quotes dispersos e impressões literárias...um baú de antiguidades e pós-modernismo. O obscuro, complexo, distópico, inverso... O horror, o amor, a loucura e o veneno de uma alma em busca de liberdade...

Seja bem-indo-e-vindo[a]!

╬† Literatura no Mundo ╬†

╬† Autores ╬†

agatha christie Alan Dean Foster Alan Moore Álvares de Azevedo Ana Cristina César Anaïs Nin Anna Akhmatova Anne Rice Anne Sexton Antônio Xerxenesky Arthur Rimbaud Bob Dylan Bram Stoker Cacaso Caio f. Abreu Cecília Meireles Charles Baudelaire charles bukowski Charles Dickens chuck palahniuk Clarice Lispector clive barker Cruz e Sousa dalton trevisan David Seltzer Dik Browne Don Winslow edgar allan poe Eduardo Galeano Emily Brontë Ernest Hemingway Eurípedes F. Scott Fitzgerald Ferreira Gullar Florbela Espanca Franz Kafka Garth Ennis George R. R. Martin Gilberto Freyre Guido Crepax H. G. Wells H. P. Lovecraft Haruki Murakami Henry James Herman Hesse Herman Melville Hilda Hilst honoré de balzac Horacio Quiroga Hunter S. Thompson Ignácio de Loyola Brandão isaac asimov Ivan Turgueniev J. R. R. Tolkien Jack Kerouac Jack London Jay Anson João Ubaldo Ribeiro Joe Sacco Jon Krakauer Jorge Luis Borges José Mauro de Vasconcelos Julio Verne Konstantinos Kaváfis L. Frank Baum Laura Esquivel Leon Tolstói Lord Byron Luciana Hidalgo Luiz Ruffato Lygia Fagundes Telles manoel de barros Marcelo Rubens Paiva Mario Benedetti Mark Twain Marquês de Sade Martha Medeiros Mary Shelley Michel Laub Miguel de Cervantes Milo Manara Moacyr Scliar Neil Gaiman Nelson Rodrigues Nicolai Gógol Oscar Wilde Pablo Neruda Patti Smith Paulo Leminski Pedro Juán Gutierrez Rachel de Queiroz Rainer Maria Rilke Ray Bradbury Robert Bloch Robert Kirkman robert louis stevenson Roberto Beltrão Rubem Alves Sándor Márai Sófocles Stephen King Stieg Larsson Susan E. Hinton Sylvia Plath Torquato Neto Victor Hugo Virginia Woolf William S. Burroughs Ziraldo
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
Witches Hat
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...