As narrativas pessoais de Primo Levi na Segunda Guerra Mundial: Os afogados e os sobreviventes

| 05 julho 2016 | |
Delitos. Castigos. Penas. Impunidades. São termos que se encaixam nos horrores que ocorreram com os judeus, no período em que ficaram presos em vários campos de concentração nazistas durante a Segunda Guerra Mundial. E Primo Levi, sobrevivente de um desses lugares horríveis traz em seu livro Os afogados e os sobreviventes relatos sobre tudo o que ele vivenciou e que foram registrados por outros desde a época... 

Uma das propostas da obra é desmistificar a romantização pós-guerra relacionada aos judeus sobreviventes, provenientes da literatura e do cinema. Tenta mostrar de forma mais crua e realista o quão 'perdida' estava aquela geração que sobreviveu fisicamente mas tiveram seu psicológico destruído, sofrendo as conseqüências anos depois... As notícias que se espalhavam sobre o holocausto beiravam o absurdo, a ponto de se tornarem inacreditáveis. Em vários momentos o mundo duvidou de tais testemunhos, por soarem cruéis, bizarros e desprovidos demais de humanidade... Mas foram reais...

A própria população alemã sabia exatamente o que ocorria com os judeus que eram levados aos campos de concentração? No que consistia a 'Solução Final'? Fingir não saber ou desviar-se dos fatos era uma maneira de aliviar a culpa do Holocausto? As indústrias lucravam fornecendo fornos crematórios aos campos nazistas, ignoravam deliberadamente sua utilidade pois o lucro era mais valioso. 

Levi discorre sobre as memórias que se perdem com o tempo. Eis um dos trechos mais interessantes a esse respeito:

"A maior parte das testemunhas, de defesa e de acusação, já desapareceram, e aqueles que restam e ainda (superando seus remorsos ou então suas feridas) concordam em testemunhar dispõem de lembranças cada vez mais desfocadas e estilizadas; frequentemente, sem que o saibam, lembranças influenciadas por notícias divulgadas mais tarde, por leituras ou por narrações alheias. Em alguns casos, naturalmente, a desmemória é simulada, mas os muitos anos transcorridos lhe dão crédito, mesmo em juízo: os "não sei" ou os "não sabia", proferidos hoje por muitos alemães, não mais escandalizam, ao passo que escandalizavam, ou deviam escandalizar, quando os fatos eram recentes."

A história vergonhosa das guerras ainda se repete nos dias atuais. Muda o palco, o cenário e atores, mas o contexto é o mesmo: ideologias religiosas e políticas...

O livro divide-se em capítulos em que o autor apresenta perspectivas diferentes ao leitor. Num deles, ele fala sobre a memória humana e os traumas que os sobreviventes carregam. A negação de má-fé e a negação a fim de se livrar da culpa, coletiva ou não -  dos alemães. Em outro capítulo, Levi fala sobre a zona cinzenta, o próprio Lager [campo de concentração] e sua 'funcionalidade'. O ingresso ao campo, "os chutes e os murros desde logo, muitas vezes no rosto; a orgia de ordens gritadas com cólera autêntica ou simulada; o desnudamento total; a raspagem dos cabelos; a vestimenta de farrapos." 

Sobre a desumanização, é notório ao longo da obra trechos que falam acerca disso. Sobre delegar aos judeus que queimem os corpos dos 'seus'. A parte suja' dos atos cometidos contra a 'sub-raça', servia em parte para tirar dos ombros dos membros da SS a responsabilidade de tais perversidades. Quanto a criação de "Esquadrões", "através dessa instituição, tentava-se transferir para outrem, e precisamente para as vítimas, o peso do crime, de tal sorte que para o consolo delas não ficasse nem a consciência de ser inocente." 

Os nazistas tiravam a identidade dos prisioneiros, tornando-os meramente anônimos, estatísticas, registros num livro. O coletivo o diminui a condição de 'apenas mais um corpo'. Outro questionamento interessante que Primo Levi coloca em evidência: o contexto histórico da época pode ter tornado muitos homens assassinos. Se não fosse a guerra, a ideologia nazista, tantos soldados seriam lembrados [ou não] por quaisquer outros motivos, e não por serem membros da SS, torturadores de judeus. Há que se pensar...

No capítulo que compete à vergonha, a pauta maior é sobre a romantização do fim do conflito. O fim não é como o fim de uma fome de horas, que se mata quando o pedido é trazido pelo garçom. O fim da guerra trouxe o desalento de não saber por onde retomar a vida, pois esta - junto com seus parentes e casa e bens - foi tirada. Muitos se suicidavam depois de anos libertos. Não suportavam o 'depois' que sobreveio a tragédia. 

Ter uma colher ou saber alemão poderia ser uma vantagem para sobreviver um pouco mais nos campos, que se tornavam uma verdadeira Babel - com tanta confusão de línguas - de pessoas que compartilhavam a linhagem mas viviam em países de língua distinta. A dignidade dos judeus era roubada, eram reduzidos a animais. Muitos questionam o porquê deles não terem fugido e Levi dá várias razões para que isto não tenha sido empreendido com sucesso... 

Grifei vários trechos das 168 páginas que compõem Os afogados e os sobreviventes. Seria necessário um artigo acadêmico para passar aos leitores do blog todas as impressões que me marcaram na obra. E talvez ainda não fosse o suficiente. Mas me vejo no dever de recomendar o livro a todos que se interessam pela temática de guerra e Holocausto, a todos que se importam com o cenário atual do mundo, em que tantos conflitos ainda se fazem presentes. Numa linguagem que nos instiga a pensar, a leitura é essencial para o enriquecimento do saber. A nível de curiosos ou estudiosos do tema, é bom saber o quanto ódio e intolerância podem matar. A fim de se evitar isso...

36 Comentários:

- fecprates Says:
06 julho, 2016

Olá
Gostei bastante de seu post, especialmente porque eu estava mesmo curiosa para ler algum comentário sobre o livro. E um gênero que me interessa bastante e que em breve também pretendo ler. O trecho citado acima é realmente muito interessante.


beijos, Fer
http://www.segredosemlivros.com/

thaila oliveira Says:
06 julho, 2016

olá Maria, a trama parece ser be interessante, tratar da guerra é um tema que por si só ja me atrai, mas pelo seu lado histórico e real da situação é show
http://felicidadeemlivros.blogspot.com.br/

Morgana Brunner Says:
07 julho, 2016

Oii Maria, como vai?
Realmente adoraria ter a honra de ler essa obra, sai da História, fui para outro mundo vamos se dizer, mas a história me percebe <3 muito amor envolvido. Gostaria de ler esse livro em muitos momentos, calmamente para depois de cada capítulo refletir pois acredito que seja uma obra e tanto. Parabéns pelo texto, dica anotada.
Beijinhos

Ivi Campos Says:
07 julho, 2016

Eu gosto muito deste cenário de guerras e acho que este tema nunca se desgastará. Achei bem forte quando você mencionou na resenha que ter uma colher ou falar alemão, eram importantes dentro de um campo de concentração. É um livro que com certeza, quero ler!!!
MEU AMOR PELOS LIVROS
Beijos

Lullys Says:
07 julho, 2016

É uma obra e tanto!
Aprecio leituras que trazem a tona acontecimentos históricos, principalmente quando se trata da guerra. Coleciono obras sobre o tema e desta ainda não tinha conhecimento. Interessantíssimo!
Mais um para minha coleção!

Beijinhos...
http://estantedalullys.blogspot.com.br/

Rízia Castro Says:
07 julho, 2016

Oi
Que obra magnífica. Não conhecia, mas adorei o universo a a forma como foi abordado.
Realmente parece ser uma leitura e tanto e entendo quando você diz que seria necessário bem mais palavras para defini-la. Com certeza vale a pena add na lista.
Ótima dica.
Beijinhos
Rizia - Livroterapias

Diane Says:
07 julho, 2016

Oie...
Adorei ler sua resenha!
A Segunda Guerra sempre traz livros incríveis, não tinha conhecimento desse, mas, com certeza vou procurar adquirir meu exemplar, pois, a temática e premissa está muito boa.
Parabéns pela resenha.
Bjo

Déborah Says:
07 julho, 2016

Valéria, achei a história do livro bem interessante.
Porém, não o leria, pois não faz meu estilo.
Acredito que ele é mais para quem gosta de história mesmo.

Lisossomos

Leitora Compulsiva Says:
07 julho, 2016

Nossa! Já ouvi falarem muito a respeito desse autor, mas nunca lera nenhuma resenha das obras dele. Estou de queixo caído! oO
O Holocausto é um assunto que me interessa muito e não fazia a menor ideia de que este autor tinha obras com essa temática. Já vou anotar essa dica para lê-la o mais breve possível!
Bjss

Ana Paula Lima Miranda Says:
07 julho, 2016

Oiii!!

Gente, só isso de páginas?? E com tantas informações, que sensacional!
Eu não conhecia a obra e nem imaginava o conteúdo tão rico para aprender e compreender mais sobre a história mundial. Gostei!

Beijinhos

Carolina Ramires Says:
08 julho, 2016

Olá!
Nossa, amei sua resenha! Sempre senti muita curiosidade sobre o que realmente aconteceu aos judeus durante essa guerra e esse relato é simplesmente maravilhoso, de fazer chorar mesmo... acredito que este seja um ótimo material de estudo. Achei muito legal mesmo.
Beijos.
http://arsenaldeideiasblog.wordpress.com/

Gabriela Cerqueira Says:
08 julho, 2016

parabéns pela resenha maravilhosa, leio tudo que seja referente a Segunda Guerra, pois foi uma época que me interessa muito, sempre que vejo um livro sobre o holocausto eu corro para ler, são os meus tipos preferidos de não-ficção, e eles sempre falam sobre o que aconteceu nos campos de concentração, então um que conta o que se deu depois da libertação é algo que eu estou procurando a muito tempo, obrigada pela dica.
bjs

Jess Leite Says:
08 julho, 2016

Olá!
Eu, particularmente, não gosto muito de livros sobre guerras ou com ambientações nela, principalmente porque são temas pesados, leituras intensas e que me partem o coração.
Porém, eu fiquei interessada por esse livro. Acho importante ler o relato de um sobrevivente dessa época terrível.
E é bem isso que você falou mesmo, a mesma merda continua: muda o palco, o cenário e atores, mas ideologias religiosas e políticas causando guerras continuam aí ó...
Gostei da resenha e já anotei a dica.
Beijos!

Tamires Marins Says:
08 julho, 2016

Olá, Maria, tudo bem?

Eu não leio livros sobre as guerras, pra mim, já basta saber o que sei, aquilo que aprendi nos livros didáticos. Não é algo que eu goste de ler, sabe? É um período muito triste da história da humanidade.
E por eu namorar um alemão há quatro anos, posso afirmar para você que eles se envergonham, e muito, dessa época infeliz. Eles nunca deixarão de ser estigmatizados, perdi as contas de quantas vezes tive que repreender familiares e amigos depois deles fazerem piadinhas nazistas.
Acredito, sim, que é uma leitura enriquecedora, mas não é pra mim.
Ótima resenha.

Beijos

Sophia Merkauth Says:
08 julho, 2016

Olá!
Sua resenha ficou incrível e pude perceber que o livro é bem impactante. Gostei muito do tema, sou fã de História, mas não sei se vou ler esse livro. Esse ano já li dois romances que se ambientam durante as duas grandes Guerras e ambos os livros mostram uma visão realista demais para um romance. Me impressionaram muito pelas atrocidades contadas neles.
Mas está anotada a dica, quem sabe futuramente?
Bj

Raquel Cavasini Says:
08 julho, 2016

Olá, achei a obra incrível...mesmo não sendo muito adepta a leitura de livros com a temática de guerras, mas fiquei bastante curiosa depois da sua resenha.
Acho que uma das poucas coisas que li foi o diário de Anne Frank, também li alguns livros sobre o oriente médio, acho que não procuro mais sobre o assunto, pois fico bastante abalada com a leitura.

Abraços

Carla Says:
09 julho, 2016

Oie!
Mesmo achando essa obra incrível, não é um livro que vou ler. Confesso que é um periodo muito triste da história da humanidade, onde não sinto interesse em ficar sabendo de muitos detalhes por saber que vou sofrer muito.
Um livro para ler em outro momento.
Bjks!
Histórias sem Fim

Pamella Ferrarez Says:
09 julho, 2016

Olá!

Deve ser impressionante e assustador poder ler todos esses relatos. Gierras são sempre cruéis e todos sabemos o quanto a perseguição aos judeus foi cruel e desumano. Gosto muito de história e acho que esta seria uma boa leitura, apesar de achar que eu ficaria muito impressionada com tudo isso. Adorei toda a analise profunda que você fez sobre o livro e tema.

Beijinhos!
Cantinho Cult

Dryh Meira Says:
09 julho, 2016

Oiee ^^
Eu adoro livros que retratam guerras, principalmente a Segunda Guerra Mundial, mas, como você mencionou lá em cima, a maioria das histórias são romantizadas. Eu ainda não sabia da existência deste livro, mas já fisgou minha atenção. Fiquei bastante curiosa para conhecer, apesar de não me sentir pronta para ler um livro tão triste e forte quando acabei de finalizar uma história chocante também. Dica anotada :)
MilkMilks ♥

Gabrielly Marques Says:
09 julho, 2016

Oiie Val, tudo bom? Sua resenha ficou ótima! Eu tenho interesse sim pela temática e esse livro me pareceu muito, muito bom. Eu com certeza darei uma chance a esse livro um dia. A dica já está anotada!
Beijão!

No Conforto dos Livros Says:
10 julho, 2016

Olá!! :)

nao conhecia o livro e quero ler em breve... :) A verdade e que nao conhecia a historia dele... Com efeito, vou ficar algo escandalizado ao saber de alguns pormenores, claro! :)

Bem, eu gosto de historia e especialmente de saber mais sobre esta Guerra e o Holocausto... Acho que vou ler sim! :)

Boas leituras!! ;)
no-conforto-dos-livros.webnode.com

Karen Valentino Blog Anne & Cia Says:
10 julho, 2016

Olá!
Não conhecia o livro e ele chama a minha atenção pelo tema, parece ser um livro muito interessante e recheado de informações, assim como sua resenha que está ótima. Mas creio que não seria uma leitura para mim no momento, até por não ter o costume de adquirir leituras desse gênero, apesar de achar atrativo. Beijos.

Fabrica dos Convites Says:
10 julho, 2016

Oi Maria, não conhecia o livro, mas acho que em termos de narração crua me lembrou do livro 12 Anos de Escravidão do Solomon Northup, onde lemos as coisas que ele passou sem qualquer tipo de romantismo. Sei que será uma leitura tensa, mas é uma leitura que gostaria de fazer.
Bjs!

Ana Lícia Says:
10 julho, 2016

Olá, tudo bem?

Muito interessante a premissa deste livro. Deve ser um soco no estomago, ver tanta atrocidade. E pensamos como o homem pode ser tão cruel e egoísta. Com certeza uma leitura que dá para aprender muito. Ótima dica e o post ficou muito bom, super objetivo.

beijos

Gabrielle Verni Says:
11 julho, 2016

Olá Maria,
Adoro essa temática e adoro ler sobre ela. Acho que é muito importante sabermos o que aconteceu na história para que ela não se repita. Desacredito da romantização que vejo de obras do tema, pois deve ter sido muito difícil para as pessoas que sobreviveram se acostumarem com a vida e encontrarem seu lugar.
Gostei muito de conhecer um pouco a composição desse livro e espero ter a oportunidade de ler a obra, pois sei que irá me fascinar e faltarão palavras para falar sobre ela, como faltou para você.
Beijos,
Um Oceano de Histórias

Maria Fernanda Pinheiro Says:
11 julho, 2016

Amo livros sobre a Segunda Guerra Mundial, muito interessante conhecer relatos dos sobreviventes do período, acho essencial que tudo seja mostrado de maneira bem realista, para que possamos entender que realmente foi um tempo difícil e que os sobreviventes sofreram, o pior é que aconteceram por motivos que hoje em dia são muito discutidos, como você falou da política e da religião, gosto de livros assim, pesados e ricos em conhecimento, amei a resenha e a indicação

Thalita Ariane Says:
11 julho, 2016

OLá Maria!
Eu já tinha ouvido falar a respeito desse livro, mas até então não tinha lido nada a respeito dele. Eu costumo ler livros que falam sobre a guerra, mas ultimamente tenho evitado esse tema por ser doloroso demais. Apesar desse livro ter um relato de um judeu sobrevivente e falar sobre a guerra de forma nua e crua, não me sinto preparada para lê-lo. Quem sabe em algum outro momento. Mesmo assim, para quem deseja conhecer a verdadeira história é uma dica excelente.
Beijos.

Um Rascunho a Mais

Speak Cinema Says:
11 julho, 2016

Hi baby, tudo bem? adoro livros sobre Guerra, não conhecia esse mas achei interessante a proposta de mostrar um lado mais realístico da Guerra, pois como você mesma disse muitos livros e filmes tentam romantizar, eles amenizam os horrores da guerra com casais e outras coisas, quero muito ler esse justamente por fazer o contrario, sua resenha me deixou com muita vontade de ler ele, parabéns pela excelente escrita!

Lilian Valentim
http://speakcinema.blogspot.com.br/
beijinhos

Westfall Livros Says:
12 julho, 2016

Oii
Acho que tem que ter muita coragem e força de vontade para ler sobre um tema tão pesado, eu mesma não sou muito ligada a coisas tão realistas, gosto de fugir da realidade quando leio, gosto de estar longe da corrupção e da crueldade desse mundo, só de ler sua resenha, em algumas partes me deu extrema agonia, estudar sobre isso de um modo não pessoal até vai, mas ler de uma maneira mais pessoal, mais intrincada e mais detalhada me deixa desconfortável... mesmo assim e sempre bom saber sobre esses livro...
Beijocas...
https://westfalllivros.blogspot.com

Larissa - Srta. Bookaholic Says:
12 julho, 2016

Oi, tudo bem?
No momento estou lendo um livro sobre essa época e nele também é falado mais sobre a verdade nua e crua do período, mas não acredito que seja tanto quanto essa obra e como gosto do tema, eu fiquei bem animada com sua resenha. Imagino que deve ser uma leitura dolorida, porque não é fácil ler tanta crueldade, mas é bom ver que tem obras que mostram a realidade di que aconteceu mesmo, porque romantizam muito mesmo.

Beijos :*

Kétrin Galvagni Says:
13 julho, 2016

Oi Maria, tudo bem?
Sabe que eu sou super suspeita de falar, pois amo livros nazistas e esse trás uma proposta muito bacana. Fiquei muito feliz com a sua opinião e me cativei bastante, espero dar uma chance ao livro uma hora dessas para ver o que eu acho, apesar de eu ter a leve impressão de que irei gostar muito! Ótima resenha!

Beijos

http://www.oteoremadaleitura.com/

Carla Nunes Says:
14 julho, 2016

Oi, eu sempre me interessei muito por assuntos e livros relacionados á Segunda Guerra Mundial e ao Holocausto. Nunca tinha ouvido falar desse mas fiquei muito curiosa para saber mais sobre esse judeu e sua tragetória. O livro parece ter sido escrito de maneira bem crua e condizente.
Beijos!

Wellida Danielle Says:
15 julho, 2016

Olá, tudo bom?

Adoro livros que retratam as guerras e a Segunda Guerra Mundial é a minha preferida. Porém é como você disse, muitas vezes essas histórias são romantizadas. A realidade é assustadora, nojenta e cruel. Os judeus, principalmente, sofreram muito na Segunda Guerra Mundial e nunca li um livro que mostrava como foi realmente a vida deles (antes e depois). Acho que essa é uma leitura bem interessante e intensa!

Enfim, adorei sua resenha! Obrigada pela dica ;)

Beijos.

http://instantesmemoraveis.blogspot.com.br/

Livros Encantos Says:
18 julho, 2016

Ola lindona o tema abordado é polêmico e triste devido a situação dos Judeus, confesso que no momento estou evitando leituras com temas mais pesados e tristes, mas fico contente em saber da riqueza da obra em termos históricos. Dica anotada para ler em outro momento. beijos

Joyce
www.livrosencantos.com

Suelen Fernandes Says:
19 julho, 2016

Olá!
Esse livro aborda um dos tempos mais tristes da humanidade. Todos os relatos são inimagináveis sim, mas acredito que o ser humano possa ser ruim a esse ponto. O poder sobe a cabeça e quando isso acontece tudo que é posto no caminho tem que ser jogado fora. Esse livro tem que ser lido por tudo para que o mundo saiba como os Judeus sofreram e para que isso nunca mais volte a acontecer.
Amei a sua resenha.
Beijinhos!

Rayssa Sameque Says:
13 agosto, 2016

Oie!
Gosto bastante por esse tipo de livro que retrata guerras e tudo mais. É um pedacinho de conhecimento que podemos adquirir.
Infelizmente, muitos autores romantizam e isso nos impede de saber mais ainda sobre o que aconteceu nesse período triste.
Gostei bastante da proposta do livro e com certeza será uma leitura futura.

Beijinhos da Mady.

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