Sidarta, um espírito rebelde que buscou paz no mundo...

| 26 maio 2016 | |

Minhas primeira experiência com Herman Hesse se deu de maneira positiva... A leitura de apenas 121 páginas fluiu bem e me fez levantar alguns questionamentos sobre a vida, através da filosofia budista apresentada por Hesse ao longo da história... O budismo descrito no livro é o que busca a paz interna e exterior, o indiano. Difere do budismo japonês ou mesmo aquele em que os beats mergulhavam... 

Sidarta nasceu em meio ao luxo e em determinado momento da vida, passa a querer adquirir sabedoria, e para isso, resolve abandonar o lar paterno junto com um amigo a fim de descobrir como é a melhor maneira para se viver... Mas obviamente, o caminho se revela tortuoso e cheio de provações, que farão com que Sidarta descubra que não há fórmulas prontas para transcender...

Na companhia de seu amigo Govinda, Sidarta se juna a um grupo de ascetas errantes, chamados Samanas. Logo os destinos dos dois amigos se bifurcam e sozinho, ele parte numa jornada de novas experiências e aprendizados, tendo até as águas de um rio como mestre já na fase madura de sua vida, após alguns anos de sofrimento e meditação... 

"Ando sem rumo. Apenas vou caminhando. Sou um peregrino."

É com o passar dos anos que Sidarta encontra algumas respostas para as perguntas que o inquietaram durante a juventude. Ele aprende que não há como passar a seu descendente as experiências de sua própria vida, a fim de lhe poupar as quedas. Ele passa da soberba a humildade, da riqueza a pobreza, dos hábitos mundanos a sabedoria. Sua vida é uma verdadeira passagem, cheia de renovações e desenvolvimento... 

"O mundo, amigo Govinda, não é imperfeito e não se encaminha lentamente rumo à perfeição. Não! A cada instante é perfeito. Todo e qualquer pecado já ttraz em si a graça. Em todas as criancinhas já existe o ancião. Nos lactantes já se esconde a morte, como em todos os moribundos há vida eterna."

Segundo Hesse, morte e vida, pecado e santidade e sabedoria e loucura caminham lado a lado, numa interessante e intrincada dualidade, a quem qualquer indivíduo que busque pode discernir... Certamente, uma leitura grandiosa...

16 Comentários:

- fecprates Says:
26 maio, 2016

Oi Maria, eu não conhecia esse livro, mas imagino mesmo que deve ser uma leitura grandiosa mesmo, por mais que tenha poucas páginas. Obrigada pela indicação!
Beijos, Fer

Miriã Mikaely Says:
26 maio, 2016

O livro parece ser bastante interessante e te faz refletir, mas com certeza não entra na minha lista de livros para ler. Sei um pouco sobre o budismo, até frequento um templo aqui de vez em quando. A cultura e a história são bastante legais para quem gosta do tipo. Um abraço!

Miriã Mikaely Says:
26 maio, 2016

O livro parece ser bastante interessante e te faz refletir, mas com certeza não entra na minha lista de livros para ler. Sei um pouco sobre o budismo, até frequento um templo aqui de vez em quando. A cultura e a história são bastante legais para quem gosta do tipo. Um abraço!

Andrea Morais Says:
26 maio, 2016

Uau! Adorei essa resenha!! Até hoje não li nada de Herman Hesse, mas só leio e ouço elogios a respeito dele! Mais um livro que colocarei em minha lista e mais uma dica preciosa que você me dá! *___*
Bjss

Cristina Deutsch Says:
27 maio, 2016

Oi, como vai?
O livro me parece interessante, mas, estou com uma lista imensa de leitura, nem sei por onde começar. A premissa maravilhosa, bom livro para refletir, e por isso, entra para minha lista. Parabéns pela resenha!
http://www.cristinadeutsch.org/
Saudações literárias.
Beijos no ♥

carool santos. Says:
27 maio, 2016

Nossa, adorei a sua escrita para o livro, mas eu creio que ainda não sou madura suficiente pra ler certos livros e o descrito aqui acho que entra nessa questão. Sugestão aceita, mas deixo mais pra frente! <3

http://diariasleituras.blogspot.com.br/

Leticia Golz Says:
27 maio, 2016

Oi, Maria
Apesar dos grandes elogios feito a obra, e ela parecer ter sido escrito com maestria, acho que não leria, pois não sou muito ligada quando o assunto é budismo.
Mas não tenho dúvidas que é uma ótima dica para quem curte.

Morgana Brunner Says:
27 maio, 2016

Oii Maria, tudo bem?
Eu realmente tenho muito interesse neste livro, estou namorando ele já hauhauahaua sua resenha me deixou tão feliz e ansiosa para vê-lo na minha estante, com toda certeza irei comprar.
Beijinhos

Bruna Souza Says:
27 maio, 2016

oi, tudo bem?
não conhecia o livro, mas fiquei curiosa. Nunca li nada relacionado a budismo, e tenho muita curiosidade.
ótima dica
beijos
http://meumundinhoficticio.blogspot.com.br/

Sandra Mendes Says:
28 maio, 2016

Hey, Maria!
De Herman Hesse eu li "Augusto - o imperador Deus" e foi um livro esplendoroso pra mim!
Hesse tem o dom de nos envolver com suas palavras e arrastar pra dentro de sua narrativa. Um encanto!
Agora, vendo que ele escreveu sobre Sidarta, com certeza eu quero ler. Sua resenha me instigou bastante!
Já foi para os desejados.

Beijos!

Déborah Says:
28 maio, 2016

Valéria, nunca li nada do Hesse, mas gostei muito dessa dualidade que ele fala.
Nunca li nada sobre a filosofia budista.
Acho que seria bem interessante.

Lisossomos

Vivianne Sophie Says:
28 maio, 2016

Olá,

Não conhecia o livro mas a premissa também não me interessa muito, então acredito que não vou aderir essa leitura, no entanto, fico feliz que você tenha gostado e fico também satisfeita que você tenha encontrar um enriquecimento pessoal.

Abraços
http://colecoes-literarias.blogspot.com.br/

Rafaelle Vieira Says:
29 maio, 2016

Oi, Maria!
O livro não é bem meu estilo de leitura, nunca li nada sobre o tema, mas achei o tema interessante. Se tiver oportunidade um dia talvez eu dê oportunidade a leitura.

Beijos,

Rafa [ blog - Fascinada por Histórias]

Danielle Rodrigues Says:
30 maio, 2016

Olá Valéria tudo bem, quando li a resenha desse livro eu lembrei do filme O pequeno buda que conta a história do Sidarta, na época achei interessante, gosto da filosofia, fiquei curiosa para ler esse livro. Bjs

Gabrielly Marques Says:
30 maio, 2016

Oiee Val, tudo bem? Eu nunca tinha ouvido falar desse livro, mas já ouvi algumas coisas sobre o autor. Bem, Sidarta não parece muito meu tipo de livro, mas adorei tua resenha e acho que daria uma chance, sim.
Beijos !

comitê pelas vítimas do assédio moral e da difamação Says:
11 agosto, 2016

O mundo simplesmente é, uma roda a girar sem fim.
Morte e vida vida e morte
A essencia é o desapego e o aprendizado

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