Choque de Tropicalismo - Cinema e TV

| 06 dezembro 2015 | |
Choque de Tropicalismo - Cinema e TV, escrito por Newton Cannito e publicado pela Editora NVersos, trata-se de uma obra cheia de detalhes e informações importantes acerca do cinema brasileiro. O autor faz comparações entre o cinema internacional e o cinema nacional, criando parâmetros entre as obras consagradas do cinema 'tupiniquim'.

Ele afirma que o Tropicalismo sempre foi político, tanto na defesa da diversidade cultural quando na ocupação do mercado, e inserindo aí a intervenção estética das obras.

Segundo ele, fazer cinema no Brasil é burocrático, requer seriedade demasiada, devido às cobranças dos financiadores, deixando de lado o ludismo da criação, tornando a obra reta, desprovida de espontaneidade. Consequentemente, aumentando a distância da obra para o público.

O livro reúne uma série de artigos e reflexões compiladas em pouco mais de 200 páginas. Cannito visa provocar o debate com suas afirmações, despertando a formação de opiniões e incitando o pensamento crítico. 



Nomes importante do cinema brasileiro são citados, entre eles Glauber Rocha. Várias obras são analisadas, incluindo alguns roteiros produzidos pelo próprio Cannito. 

"O cinema brasileiro teve apenas o tropicalismo negro de Glauber em Terra em Transe (1967) e da terceira fase do Cinema Novo que, na música, encontraria equivalência na obra do grande Torquato. Mas não tivemos o tropicalismo lúdico que dialoga alegremente com as formas dominantes."

Na primeira parte de Choque de Tropicalismo, o autor aborda questões como a fantasia que anda em falta no cinema brasileiro, a questão de gênero que deveria ser mais atuante no cenário e o retorno da erotização nas telas brasileiras. Traz um capítulo falando sobre o sucesso de Tropa de Elite como sendo um filme político intelectualizado. 

"Tropa de Elite e Tropa de Elite 2 são filmes que fazem o meio de campo entre as duas gerações. São técnica e artisticamente impecáveis, mas mantêm as pretensões de explicar o país e o fazem sem medo de ser didáticos."

Na segunda parte do livro, a abordagem pende para a inovação audiovisual como paradigma para um novo modelo de desenvolvimento do cinema. Discorre sobre o cinema de egos, modelo de criação e como funciona o financiamento audiovisual. O terceiro capítulo é sobre a prática de se fazer cinema. Nessa parte final, algumas séries em que houve participação do autor são 'destrinchadas' e possuem spoilers, então recomendo ao leitor que - se tiver interesse em assistir 9mm ou Bróder, pulem esse trecho da obra... O mesmo para os que pretendem ver Quanto vale ou é por quilo?


Em minha opinião, nessa parte a leitura vai se tornando um pouco cansativa, talvez por não compreender bem os termos citados, mas para os não-leigos a linguagem é simplificada. Em todo o livro a linguagem é simples e sucinta, apenas no trecho final quando ele fala nessas produções do parágrafo anterior é que me senti 'perdida'. Ademais, o livro é uma leitura importante para quem deseja adentrar no mundo do cinema e tv, além dos estudiosos do campo... 

14 Comentários:

Luan Jonathan Says:
08 dezembro, 2015

Achei interessante a obra e concordo com a falta de espontaniedade dos filmes brasileiros, eu quase não assisto filmes nacionais, porque eles não tem magia e é tudo mais do mesmo, eles não se arriscam e pecam, por não pecar!

Abraços e até!!

lendoferozmente.blogspot.com.br

Helana Ohara Says:
09 dezembro, 2015

Já li uma resenha muito boa desse livro. E ler mais uma delas, me faz querer ler ainda mais, pelo que sinto ele parece ser um livro bem critico.
Espero não estar enganada.

Beijinhos, Helana ♥
In The Sky, Blog / Facebook In The Sky

Paac Rodrigues Says:
09 dezembro, 2015

Interessante a forma como ele vê o cinema brasileiro, ainda mais levando em conta que ele entende do que fala, mas não entendi esse ponto do filme Tropa de Elite sendo um filme político intelectualizado, intelectualizado em que sentido?

Mariana Oliveira Says:
09 dezembro, 2015

Eu estudei um pouco do cinema brasileiro, devo admitir que esqueci tudo. Não foi de meu interesse. Mas pra quem gosta, deve ser bem interessante. Ver outros pontos de vista :)

Aline Furtado Says:
10 dezembro, 2015

Olá!
Esse não é o tipo de livro que eu leria, mas achei alguns aspectos citados muito interessantes. Por exemplo, a falta de espontaneidade que cria o distanciamento do público. Não tenho nada contra pelo cinema nacional, pelo contrário, gosto bastante de assistir, mas realmente em alguns filmes essa falta de espontaneidade é evidente, o que deixa a história sempre muito mecânica, programada, não soa natural.
Para quem estuda na área deve ser um livro bastante interessante.
Beijos.

Li
Literalizando Sonhos

Maiara Vieira Says:
10 dezembro, 2015

Oi, tudo bem?
Amo cinema, mas confesso que não sou lá uma grande entusiasta do cinema nacional. Apesar de alguns filmes me chamarem atenção e de eu já ter gostado muito de alguns, alguns fatores presentes em várias produções nacionais me incomodam um pouco, por isso esse livro não me interessou muito.

Beijos :*
http://www.livrosesonhos.com/

Jéssica Melo Says:
10 dezembro, 2015

Olá, o livro parece ser bem construído e interessante, mas não é o tipo de leitura que eu quero fazer por hora, então vou anotar a dica e quem sabe no futuro eu não fique mais curiosa para lê-lo.

http://meumundo-meuestilo.blogspot.com/

Angélica Lima Says:
11 dezembro, 2015

Oi, tudo?
Eu não leria, mas é muito interessante esse livro com informações sobre o cinema brasileiro!
Bjs

http://a-libri.blogspot.com.br/

Julia Martins Says:
11 dezembro, 2015

Olá!
Esse livro é tipo um documentário, né? Eu achei ele perdido num sebo e quase comprei, mas tive que desistir pra comprar outro rsrs

Beijos
http://www.breakingfree.blog.br/

Gabriel Ribeiro Says:
11 dezembro, 2015

Oee, tudo bem?
Esse não é o tipo de coisa que eu tenho muito interesse maaas, esse gritou pra mim "VOCÊ VAI ME LER, SE NÃO FOR HOJE SERA UM DIA" hahah. Gostei bastante do livro e da resenha.

Abraços!
http://lendocomobiel.blogspot.com.br/

Luciano Vellasco Says:
11 dezembro, 2015

Oie, tudo bem?
Adorei a foto que você tirou para ilustrar o livro *-*
Confesso que não é uma obra que eu leria. Adoro cinema, mas eu gosto de ver o produto final, por assim dizer rsrs
Bom que você curtiu a leitura.
Beijos
Academia Literária DF

Catharina M. Says:
12 dezembro, 2015

Olá
Bela resenha mas o livro não chamou a minha atenção por não ser o gênero que curto tanto, porém, vou indicar a alguns amigos

Beijos
http://realityofbooks.blogspot.com.br/

Jéssica Rodrigues Says:
13 dezembro, 2015

Oi, tudo bem?
Eu acho esse livro super importante, mas não leria. Porém para as pessoas que estudam cinema e que gostam do assunto é uma boa pedida.
Também acho que falta mais fantasia no cinema. Mas ultimamente até tenho vistos filmes nacionais ótimos. Adorei sua resenha.

Beijos
Leitora Sempre

Kétrin Galvagni Says:
15 dezembro, 2015

Olá, sabe que eu não conhecia esse livro ainda, mas infelizmente ele não chamou minha atenção, eu não leria ele no momento, mas quem sabe mais para frente posso dar uma chance!

Beijos

http://www.oteoremadaleitura.com/

Postar um comentário

De Bukowski a Dostoievski. Ana Cristina César a Lilian Farias. Deleite-se com a poesia de Florbela Espanca e o erotismo de Anaïs Nin...
Aforismos, devaneios, quotes dispersos e impressões literárias...um baú de antiguidades e pós-modernismo. O obscuro, complexo, distópico, inverso... O horror, o amor, a loucura e o veneno de uma alma em busca de liberdade...

Seja bem-indo-e-vindo[a]!

╬† Literatura no Mundo ╬†

╬† Autores ╬†

agatha christie Alan Dean Foster Alan Moore Álvares de Azevedo Ana Cristina César Anaïs Nin Anna Akhmatova Anne Rice Anne Sexton Antônio Xerxenesky Arthur Rimbaud Bob Dylan Bram Stoker Cacaso Caio f. Abreu Cecília Meireles Charles Baudelaire charles bukowski Charles Dickens chuck palahniuk Clarice Lispector clive barker Cruz e Sousa dalton trevisan David Seltzer Dik Browne Don Winslow edgar allan poe Eduardo Galeano Emily Brontë Ernest Hemingway Eurípedes F. Scott Fitzgerald Ferreira Gullar Florbela Espanca Franz Kafka Garth Ennis George R. R. Martin Gilberto Freyre Guido Crepax H. G. Wells H. P. Lovecraft Haruki Murakami Henry James Herman Hesse Herman Melville Hilda Hilst honoré de balzac Horacio Quiroga Hunter S. Thompson Ignácio de Loyola Brandão isaac asimov Ivan Turgueniev J. R. R. Tolkien Jack Kerouac Jack London Jay Anson João Ubaldo Ribeiro Joe Sacco Jon Krakauer Jorge Luis Borges José Mauro de Vasconcelos Julio Verne Konstantinos Kaváfis L. Frank Baum Laura Esquivel Leon Tolstói Lord Byron Luciana Hidalgo Luiz Ruffato Lygia Fagundes Telles manoel de barros Marcelo Rubens Paiva Mario Benedetti Mark Twain Marquês de Sade Martha Medeiros Mary Shelley Michel Laub Miguel de Cervantes Milo Manara Moacyr Scliar Neil Gaiman Nelson Rodrigues Nicolai Gógol Oscar Wilde Pablo Neruda Patti Smith Paulo Leminski Pedro Juán Gutierrez Rachel de Queiroz Rainer Maria Rilke Ray Bradbury Robert Bloch Robert Kirkman robert louis stevenson Roberto Beltrão Rubem Alves Sándor Márai Sófocles Stephen King Stieg Larsson Susan E. Hinton Sylvia Plath Torquato Neto Victor Hugo Virginia Woolf William S. Burroughs Ziraldo
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
Witches Hat
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...