[Resenha] Primeiro e Único

| 18 novembro 2015 | |
Shea é uma mulher de 33 anos que vive numa cidade do Texas, é apaixonada por futebol americano e se encontra no velório da mãe de sua melhor amiga, Lucy. O viúvo é o treinador do time preferido de Shea e eles tem uma relação afetiva muito próxima, e procura dar apoio ao treinador nesse momento tão triste de sua vida, a perda da esposa para o câncer...



Shea namora um jogador que não tem muito a ver com ela, e não o ama. Tem um emprego bom, mas almeja algo que a faça sair da zona de conforto e mesmice em que se encontra, ela percebe que sua vida não tem emoção alguma, mas logo isso vai mudar... Apoiada pelo treinador Carr, ela logo consegue trabalho como jornalista esportiva num jornal famoso. Termina o namoro com Miller e logo se vê envolvida com o grande quarterback Ryan James, mas parece que o mar de rosas que esse relacionamento aparenta ser não é desprovido de alguns espinhos...

Ao longo da história, Shea vai conhecendo verdadeiramente as pessoas ao seu redor, e em determinado momento, ela precisa tomar certas atitudes que vão transformar a vida de muitas pessoas: a de sua família, amigos e principalmente a sua... 

Bem, Primeiro e único é de autoria de Emily Giffin, e publicado pela Editora Novo Conceito. Tentei me desvencilhar do 'pré-conceito com relação à capa do livro, que não me trouxe atrativo algum, pra me focar na história. Mas a leitura não me agradou de forma alguma... Repleto de referências ao futebol americano, me senti confusa em vários trechos, quando os personagens interagiam e discorriam sobre o assunto. O futebol americano está impregnado em todo o livro, ao longo de suas 448 páginas, e em momento algum me senti cativada por Shea, Lucy, o treinador Clive ou qualquer outro personagem...

Outro ponto bem desfavorável em minha leitura foi a construção de arquétipos de como uma mulher deveria agir, pois Shea não deveria bancar a 'periguete' no primeiro encontro com Ryan, dar uma de difícil e afins, sugerindo que a mulher deva adotar certa postura 'reservada' para ser considerada uma namorada ideal ou coisa do tipo... Outro fator que notei na escrita de Giffin é de mulheres submissas e extremamente devotadas a seus parceiros, e isso está visível ao longo da leitura...

Logo um relacionamento proibido acontece, abalando a convivência de Shea com os demais personagens. E assim, a história se direciona rumo ao óbvio, trazendo um final tão clichê que me deu náuseas. Acredito que a autora poderia ter trabalhado melhor a obra sem se alongar com tantas descrições desnecessárias e que só pessoas familiarizadas com esses termos saberia identificar...

Sinto que minha [curta] relação com a autora chegou ao fim, pois não me sinto animada a encarar outro volume seu, depois de duas frustrações seguidas... 

5 Comentários:

Danielle Souza Says:
18 novembro, 2015

Oi Maria Valéria,
Senti o mesmo que você ao ler. Foi uma decepção sem tamanho, arrastado, termos técnicos em excesso. O final que já está na cara ao longo da leitura, mas superou em ser mais novelesco do que imaginei.
Dispenso essa leitura com certeza. kkk Shea é sem sal, o romance proibido para mim nem soou tão complicado assim. Acho que gostei só um tiquinho do Ryan.

Milla Alkimim Says:
19 novembro, 2015

Olá Maria Valéria!
Ja tinha lido algumas resenhas à respeito do livro e acho que em 99% delas a opinião é a mesma que a sua, tanto a respeito da personagem e os pontos óbvios do livro quanto ao fato de conter muitos detalhes do futebol americano, um esporte não muito atrativo para a maior parte dos brasileiros.
Adorei sua resenha, parabéns!
Bjos

http://paraisodasideas.blogspot.com.br/

Cassia Caetano Says:
20 novembro, 2015

Aff é muito chato quando o autor acha que todo leitor vai entender termos técnicos de alguma coisa específica. Isso acontece em Charlotte town (acho que é esse o nome). A história se passa em Londres e o autor acha que todo leitor vai conhecer as ruas de lá e pontos específicos que não são tão conhecidos para quem nunca visitou a cidade.
A capa também é desanimadora. Não gosto de capas com gente.
Que pena que foi uma leitura desagradável :/
Beijos!
http://caindonacultura.com

Déborah Says:
21 novembro, 2015

Valéria, já li várias resenhas sobre esse livro e a maioria é como a sua.
Acho que não foi uma boa escolha de publicação aqui no Brasil. Não temos familiaridade com o futebol americano, logo fica difícil gostarmos.
Eu não me sinto com nenhuma vontade de ler.

Lisossomos

Lumartinho Says:
22 novembro, 2015

OIe!
Apesar da maioria das resenhas serem negativas como a sua, eu até que gostei do livro. Relevei bastante toda essa coisa do futebol que não me interessava e foquei mesmo na história. Agora, vai dizer que a gente não ouve isso todo dia? Essa coisa de não ser piriguete e atirada, todo dia algum familiar ou amiga diz isso pra gente, UO!! Mas, gostei bastante do final do livro... Até que não foi tão ruim assim!
beijos

LuMartinho | Face

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