Almoço Nu, de William Burroughs

| 30 setembro 2015 | 14 Comentários |
"Todas as drogas alucinógenas são consideradas sagradas pelos que as usam - mas ninguém jamais sugeriu que o junk fosse sagrada. Não existe nenhum culto ao ópio."



Trago para vocês mais um clássico da literatura beat: Almoço Nu, escrito em 1959, de autoria de William Burroughs. Confesso que chega a ser um desafio colocar em palavras as sensações que essa leitura me trouxe... A linguagem não chega a ser difícil, mas seu entendimento, sim... Talvez ele nem seja para entender, mas para sentir... 

A obra é uma verdadeira viagem alucinógena pelo mundo dos viciados. Ler Almoço Nu é algo como estar num sanatório, rodeado de loucos conversando com você, e mesmo sem entender ou enxergar uma lógica nas palavras e diálogos, ao mesmo tempo o leitor não consegue abandonar a poltrona e quer ouvir aquele papo surreal sem pressa de findar... É quase uma viagem de ácido ou a alucinação que um pico pode causar [os viciados me perdoem a comparação, caso seja algo que passe longe...]...

Para aqueles que apreciam leituras limpas e românticas, aconselho passar longe desse livro. A narrativa confusa retrata um mundo junkie', repleto de situações que beiram o aterrador, situações que podem causar repugnância nas mentes mais sensíveis. Burroughs não poupa o leitor de trechos escatológicos e degradantes, escritos com uma maestria perturbadora e quase hipnótica...

A narrativa é feita pelo personagem William Lee, que percorre vários trechos entre Estados Unidos e México, contando suas experiências com vários tipos de drogas, encarnando personagens diversos. Há muito de autobiográfico no decorrer do livro. Considerada uma obra pós-moderna, Almoço Nu traz uma forte crítica ao espírito imperialista estadunidense, além de ser um depoimento de um ex-viciado em formato de delírio louco... Outra temática abordada ao longo do texto é a homossexualidade.

"O pau do garoto empina-se ao longo do estômago, pulsando livremente. Ali põe as mãos sobre a cabeça dele. Cospe no pau. O outro suspira profundamente enquanto Ali desliza para dentro dele. As bocas rangem, juntas, manchando-se de sangue. Cheiro forte e bolorento de reto penetrado. Nimum penetra como uma cunha, forçando o esperma a sair para fora do pau do outro em longos jorros quentes."

No apêndice do livro, Burroughs traz algumas notas explicativas sobre vários tipos de drogas, seus efeitos no organismo e as maneiras utilizadas para desintoxicar um viciado, baseado em relatos de pessoas que ele presenciou tais experiências e alguns sobre sua própria percepção como usuário...

A alegoria incompreensível de Burroughs faz parte do Movimento Beat, que surgiu em meados da década de 1950, tendo Jack Kerouac - o pai da bíblia beat On the Road - como condutor do 'carro-chefe'. Outro nome que fecha a tríade beat é o de Allen Ginsberg. Juntos, estes autores lutaram pela liberdade de expressão através da literatura, criticando ferrenhamente a moral do capitalismo consumista. A primeira obra de Burroughs, Junky, é um relato violento e poético de sua experiência tardia no mundo das drogas. 


A edição que possuo é uma publicação da Editora Brasiliense. Para saber mais sobre o autor e relacionados ao post, é só clicar nos links do blog que disponibilizo abaixo...

Até o próximo post... 

Soldier - leal até o fim, uma história emocionante de um valoroso cão nas trincheiras da Primeira Guerra...

| 29 setembro 2015 | 10 Comentários |
Quando vi o livro Soldier - leal até o fim entre os lançamentos recentes da Editora Novo Conceito não hesitei em pedir, principalmente depois de ler a sinopse. Como muitos sabem, sou apaixonada por histórias de guerra [mal de historiadora], mas a maioria que me chega em mãos é ambientada no período da Segunda Guerra, e Soldier se passa durante a Primeira Guerra Mundial.



Escrito por Sam Angus, trata-se da história de Stanley e os acontecimentos que mudaram sua vida naqueles meses terríveis em que finge ser mais velho para se alistar e tentar encontrar seu irmão Tom, que está lutando na França. Após uma briga com seu pai, pelo fato dele ter prometido afogar seu cãozinho de poucas semanas, filho de Rocket, uma cadela corredora que o pai treinou e que engravidou por descuido de Stanley, ele parte de casa, pois não aguenta mais a rudeza com que Da o trata, depois de ter perdido a mãe do pequeno rapaz...

Apesar de parecer novo [e realmente é] ele consegue se alistar e logo o colocam para adestrar cães, que serviriam como mensageiros quando as comunicações no front falhassem. Correndo quatros vezes mais que um soldado, os cães foram de suma importância, chegando a impedir que dezenas de vidas fossem poupadas, quando se viam enrascados e cercados pelos alemães. O livro tem inclusive certa base histórica e relatos reais sobre cães que serviram no front. Bones e Soldier foram inspirados no cachorro Airedale Jack, que foi enviado à França e levado a um posto avançado na frente de combate. Com as linhas cortadas, soldado nenhum poderia sobreviver à saraivada de tiros. Enviaram Airedale e usando de toda cobertura do terreno, conseguiu entregar a mensagem, depois de sofrer intenso bombardeio. Mesmo cambaleando, ele cumpriu sua função, mas veio a falecer. 

O livro trata de forma sensível a relação de Stanley com Bones, o cachorro que lhe designaram para treinar. Um oficial que temia pela vida da garoto sempre o colocava na retaguarda para evitar seu envio para a frente de batalha, mas enfim chegou o momento de usar as habilidades do adestrador e de Bones, que até o momento não havia carregado nenhuma mensagem...

Em vários trechos do livro eu chorei, pensando no sofrimento de Stanley por estar longe de casa, magoado com o pai que deu fim ao seu cachorro Soldier [assim batizado em homenagem a seu irmão Tom], preocupado com Bones, se ele vai conseguir sobreviver quando entrar em ação, pensando se Tom está vivo... Tudo isso para uma cabeça de 14 anos, temendo pela própria vida em plena batalha... 

O que surpreende na leitura é que num devido momento surge a chance de adestrar Pistol, um cão a princípio malcuidado, que ele descobre que sofreu maus-tratos, um mestiço que logo se afeiçoa por Stanley, seguindo o menino por toda a parte. Ele não quer cuidar de mais um cachorro, de enviá-lo para possivelmente morrer. Mas ele sabe que arriscando assim poderá salvar muitas vidas, quem sabe até a de seu irmão... 

Logo sua professora descobre seu paradeiro e escreve para o menino, avisando que seu pai está desaparecido. Posteriormente ele descobre que Da se alistou e está responsável pelos cavalos dos soldados e tentará ir ao seu encontro... E entre essas idas e vindas, encontros e desencontros, algo muito imprevisível acontece, e mais uma vez eu me borrei em lágrimas, e temi por Pistol, por Tom e Stanley...

Impossível os amantes de cães não se emocionarem ao ler Soldier, e se você procura uma leitura intensa, cheia de reviravoltas e que deixem seu coração batendo descompassado, esperando o capítulo seguinte com urgência desenfreada para descobrir o desfecho da história, esse livro é para você... 

O Álbum

| 25 setembro 2015 | 8 Comentários |
O Álbum foi escrito por Timothy Lewis e publicado recentemente pela Editora Novo Conceito. A primeira coisa que me chamou a atenção para a obra foi a capa, harmoniosa e com detalhes agradáveis aos meus olhos, e ao ler a sinopse, pensei se tratar de um romance envolvente, de características peculiares e uma bela viagem ao passado por meio de postais trocados entre um casal protagonista... 




O livro é dividido em três linhas de tempo, e possui escrita fluída, e foi minha sorte não ser diferente... Ao longo de suas 240 páginas me deparei com uma história morna, sem reviravoltas, com personagens que não me cativaram em momento algum e permeado de mensagens fazendo alusão à religiosidade, fé e esperança... E definitivamente, essas caraterísticas não me deleitam... Mas vamos ao enredo...

Adam é um negociante de objetos usados e encontra na casa que pertencera ao casal Alexander, um álbum antigo repleto de postais enviados ao longo de sessenta anos. Ele não resiste à curiosidade e acaba lendo o conteúdo, poemas apaixonados [eu achei bregas, perdão aos românticos de plantão], que Gabe Alexander enviava para sua amada, Huck, até a sua morte, anos atrás... Adam ainda não se conforma com o fim de seu próprio relacionamento e busca respostas que o façam entender como um amor poderia ser eterno e feliz. E é nos postais do casal Alexander que ele poderá encontrar algumas dessas respostas...

Logo ele consegue entrar em contato com uma quase parente do casal, que ao longo de uns poucos encontros, vai destrinchando para Adam o que os postais não contavam de todo... E ele vai ligando os pontos e se aprofundando cada vez mais no cotidiano apaixonado de Gabe e Huck, bem como nos fatos 'milagrosos' que ocorreram com eles, ao longo de seis décadas...

Em certo momento da trama, um ex de Huck ressurge e protagoniza uma situação que tenta soar tensa para talvez impulsionar a narrativa que já está ficando enfadonha, na tentativa de dar um 'up' na leitura... Comigo não funcionou... É como se o autor tentasse alavancar a história sem sucesso, para logo voltar à mesmice dos fatos... Em outra situação mais para o fim do livro, ocorre algo semelhante, mas a forma como o casal se livra de ambas as situações ruins acaba soando forçada, plástica...

Gabe é um homem perfeito. Do tipo que acorda antes da mulher para esquentar a água do café para ela, deixando-a dormir por alguns minutos a mais. Do tipo que se delicia em escolher um vestido para a amada, mais do que se estivesse comprando um 'carro' para ele mesmo... Gabe é apaixonado, gentil, amoroso, perdoa a mais grave falha de sua encantadora esposa como se fosse apenas por ela ter esquecido de fazer uns sanduíches para seu lanche da tarde e é corajoso, que enfrenta todos os males do mundo pela mulher, sem esquecer - claro - dos postais toda sexta-feira...

Em suma, Gabe não existe. Não é aceitável um personagem assim nem em contos de fadas. Ele é tão perfeito, o casamento e amor dos dois é tão imaculado que chega a irritar... Não tem sofrimento, não tem sabor, não possui ousadia... Insosso... Sinceramente? Eu não queria um amor desses, ainda mais por 60 anos... Morreria nos primeiros meses, de puro tédio... 

Gostaria de ressaltar algo positivo na trama, mas me perdoem... A sinceridade não permite... E mentir não é de meu feitio... Com relação à diagramação, a editora fez um trabalho impecável, pois não encontrei erros na revisão, a capa está linda. Mas isso não foi o suficiente para me fazer gostar da leitura... 

Àqueles que amam romances 'água-com-açúcar' em que nada de ruim acontece, ou para aqueles que buscam uma leitura sem exigências, podem até curtir o livro. O álbum deve ser um livro para sonhadores, não sei... Mas não do tipo de sonhos que eu costumo ter...

Ah, não poderia deixar de mencionar algo digno de nota: o álbum é inspirado nos tios-avós dele, que por sessenta anos, trocaram postais com poemas apaixonados [que não foram utilizados na obra fictícia, em que o autor criou os próprios poemas para o livro]... 


Para O Álbum, uma estrela. Porque não posso dar meia... 

A festa de Delirium...

| 23 setembro 2015 | 12 Comentários |
E hoje trago para vocês, leitores do blog, a resenha de um livro super fofo [dependendo da sua perspectiva de fofura] contando a história dos Perpétuos, personagens do  aclamado Neil Gaiman, como se fossem crianças. Trata-se de a festa de Delirium.



Delirium faz parte d'Os Perpétuos, que seriam sete irmãos: Morte, Sandman [Sonho], Desespero, Delirium, Destino, Destruição e Desejo. Neil Gaiman é famoso no mundo dos quadrinhos e tem vários livros publicados aqui no Brasil, provavelmente você já ouviu falar de algum deles [ou você não é desse planeta *risos*]. Pois bem, voltando a história...



Sandman apresenta A festa de Delirium - Uma aventura dos pequenos Perpétuos é sobre uma festa que a pequena Delirium quer fazer e convida seus irmãos para participarem. Ela é uma linda princesa e vive acompanhada de seu cãozinho... Eles viviam no Reino Colorido. Delirium e Barnabás passam o tempo inteiro tornando o mundo das pessoas mais colorido e rodopiante. Ao fim do dia, ela sempre ligava para seus irmãos, entre eles, a serena Morte e o Desejo, que sempre cortava a ligação sem concluir a conversa... 

Quando ela terminava de falar com todos eles, ia dormir. Então, certa noite ela se recolhe à cama junto com Barnabás, e quando está quase pegando no sono, levanta-se, sobressaltada: sua irmã Desespero nunca sorri...  Ela põe seu chapéu pensante e pensa numa maneira de fazer sua irmã sorrir. Ela resolve dar uma Festa-surpresa para Desespero, e espera contar com a ajuda dos outros para seu plano dar certo... 

Coisas comuns como bolo, doces, música e decoração foram organizados, convites foram enviados e todo o Reino Colorido se encontrava em polvorosa. Quando os irmãos vão chegando, Delirium os esconde para que Desespero seja pega de surpresa. A reação de Desespero foi:

...

E não sorriu. 

Então, a pequena Delirium tenta de todas as formas fazer com que seu intento dê certo, e o leitor vai rir bastante da criatividade da menina... O livro é cheio de ilustrações maravilhosas e coloridas. Quem assina os desenhos é a ilustradora Jill Thompson, que já trabalhou com outras obras de Gaiman. Há também os trabalhos ilustrados e escritos por ela, como Morte: a Festa e Os pequenos Perpétuos, em parceria com Neil Gaiman. 

Seu traço é fantástico e cheio de efeitos enevoados, dando a impressão de que o leitor se encontra num sonho 'delirante' e mágico... A edição é uma publicação da Vertigo, lançada aqui no Brasil pela Panini Books. 

 A expressão nada feliz de Desespero... 

Para quem nunca leu nada sobre o universo de Sandman, A festa de Delirium é uma boa pedida. Trata-se de uma linda edição em capa-dura, que vai ficar uma maravilha em sua estante... É uma leitura leve e divertida, com elementos característicos do universo de Gaiman...

Bem, por hoje é só... Espero que tenham gostado da resenha... Até o próximo post... ^.~

Tag Princesas da Disney

| 21 setembro 2015 | 9 Comentários |
Fui indicada pelo Gustavo, do blog Um mundo chamado Livros para responder uma tag super bacana, intitulada Tag Princesas da Disney


A TAG consiste em compararmos 8 das princesas da Disney, com livros, de acordo com o que nos é proposto. Vamos conferir?



  • Branca de Neve: um livro com capa branca.
Tentei visualizar algum aqui da estante, mas veio em mente o livro Mulheres apaixonadas, de D. H. Lawrence. Ainda não li, apesar de ter sido presenteada com essa edição uns anos atrás... 

  • Bela: um livro que você já leu mais de uma vez.
O morro dos ventos uivantes - Emilie Brontë. É certamente um dos meus clássicos preferidos...

  • Aurora: um livro que você tentou ler várias vezes, mas que acabou "dormindo".
Os mortos, de James Joyce. Até conclui a leitura, mas demorou bastante... Achei a linguagem dele bem difícil... Mas ainda não desisti do autor... 

  • Jasmin: um livro com um bicho de estimação muito querido.
Marley e eu - John Grogan. Tenho nem dúvidas de responder isso... 

  • Ariel: um livro ou autor que você coleciona.

Jack Kerouac, Charles Bukowski, Machado de Assis, Agatha Christie, Stephen King, Neil Gaiman, Anais Nïn, Caio f. Abreu, Moacyr Scliar, Tolkien, Dalton Trevisan, Oscar Wilde, Voltaire, Nietzsche,  e mais alguns que tenho vários títulos na estante [e pretendo ter todos lançados por aqui de cada um deles hehehe]...

  • Elsa: um livro que se passa no inverno.
As crônicas de gelo e fogo [Game of Thrones] - George R. R. Martin. Ganhei o primeiro volume ano passado e ainda não tive chance de lê-lo... 

  • Rapunzel: um livro longo (com muitas páginas ou que a história é muita arrastada).

A salamandra - Morris West. Quase não concluo a leitura... 

  • Cinderela: um livro ou série que se perdeu no meio do caminho.

Bem, não lembro de uma série em específico que tenha se perdido. Estou concluindo algumas, outras que terminei não considerei ruins... vejamos... Ah, Bruxos e bruxas, de James Patterson... Teve um início promissor mas já no segundo livro percebi uma queda na qualidade da história... Espero que no volume três as coisas melhorem...


Então é isso... Espero que tenham curtido as respostas... Conhecem alguns títulos/autores de minha lista? Contem nos comentários ;)
Beijos ;*

Rodas de Leitura - Jane Austen e Harry Potter...

| 19 setembro 2015 | 7 Comentários |
Bem, estou aqui novamente para falar sobre as últimas rodas de leitura que ocorreram aqui na cidade... Em Julho tivemos a roda de férias, onde discutimos a obra de Jane Austen - Orgulho e Preconceito. 

Abordamos temáticas como a posição da mulher na época em que o livro foi escrito fazendo uma comparação com a mulher atual; o que melhorou e o que ainda continua da mesma forma, seja em questões trabalhistas, familiares e sociais. Foi uma roda super tranquila, que rendeu um bom debate com os pontos que levantamos...



Em agosto escolheram um título queridinho da maioria [não meu, deixo bem claro *risos*]: Harry Potter, o primeiro volume da série... A temática abordada foi sobre a inserção na leitura a partir da obra, já que para muitos, HP foi uma porta de entrada para o universo da literatura... Tivemos brincadeiras, micos, sorteios de livros e brindes, e rolou até uma rodada de 'cerveja amanteigada [sem álcool, pois temos muitos menores no grupo]...



Aproveito para convidar vocês a participarem da Roda de Leitura de Setembro, que será realizada amanhã, na escola Herculano Bandeira de Melo, na cidade de Paudalho - PE, às 14:30. O livro escolhido para o debate foi Romeu e Julieta. Então, se você mora aqui por perto, compareça. Será um prazer recebê-los...

Gostaria de agradecer mais uma vez às pessoas que sempre contribuem para que o evento aconteça, seja doando livros e brindes, o espaço da Escola para realizarmos a roda, aos que divulgam sempre nas Redes sociais... Em nome da organização, nosso muito obrigada... 

Até a próxima, pessoal... ^.~

Terroristas, espiões e Ariana...

| 17 setembro 2015 | 10 Comentários |
Ariana é um romance brasileiro, escrito por Igor Gielow e publicado pela Editora Record. Traz a perigosa trajetória de um jornalista brasileiro no Paquistão, que sofre um atentado com seu amigo fixer enquanto esperava uma pessoa num hotel em Islamabad, em 2007. Seu amigo não sobreviveu à explosão e suas últimas palavras são "Mark, você precisa encontrar Ariana." Ferido, Mark vê seu amigo dar o último suspiro em seus braços, sem poder fazer nada a respeito e logo depois acorda num hospital, com uma fratura na perna e várias queimaduras... Ele não sabe o que Waqal queria dizer com aquilo. Quem seria Ariana? Ou 'o que' seria Ariana? Sua cabeça estava cheia de perguntas e para respondê-las, ele teria que adentrar num universo cheio de espionagem, conspirações, lidar com gente perigosa e não poderia confiar em ninguém, agora que seu amigo - o único em quem confiava - está morto...



A narrativa é bem descritiva, e no início da leitura pensei estar andando em círculos, mas acredito que isso foi necessário para que o leitor saiba em que universo o personagem estava se inserindo... Achei que Ariana apareceria logo, mas o livro narra toda a trajetória de Mark - mesclada com seus problemas pessoais - sem que a tal apareça... Logo surge um diário, Mark se depara com o que seria provavelmente um furo de reportagem que pode trazer conseqüências graves para a política internacional, mas ele deve algo a seu amigo Waqal. Ele precisa descobrir o porquê de seu amigo ter falado aquilo antes de morrer...

Através da história, mergulhamos um pouco no cotidiano das mulheres afegãs, que vivem sob o regime do Talibã, conhecemos um pouco da cultura islâmica e como funcionam as investigações realizadas num país considerado um 'barril de pólvora'. Qualquer passo em falso pode resultar em seu pescoço sendo separado do corpo ou seu corpo voando em pedaços por causa de uma bomba. 

"O casal que ocupara uma década de energia de seu córtex, equivalente a segundos em nosso mundo de sentidos embotados, estava mais ao lado. A mesa que ocupavam se partiu, e o senhor empresário jazia com o rosto praticamente fundido ao piso do salão, com os restos das joias da venerável senhora sua esposa espalhados à sua volta. Ela em si era apenas um tronco sem cabeça sentado de forma bizarra ao lado do marido, pendendo à esquerda. Seja qual fosse a discussão que estavam tendo, teria de ficar para outra hora."

Alguns trechos do livro foram cruéis em destacar como é a realidade dos feridos nessa guerra que parece nunca ter fim, que mexe com interesses políticos, econômicos e diplomáticos de lugares como os Estados Unidos e Reino Unido,  e suas relações com países do Oriente... Confesso que senti os nervos à flor da pele a cada página lida, me coloquei no lugar do protagonista, viver sob o risco de ser morto, não falando bem a língua urdu, pachto ou qualquer outro dialeto que pudesse tirá-lo de uma enrascada, sem saber em quem confiar... Pessoas com quem entrava em contato pareciam ajudá-lo mas logo morriam ou o levavam para uma suposta armadilha. A sensação constante de estar sempre sendo vigiado... 

Em suma, Ariana é um livro para aqueles que sentem interesse pelo Oriente, à pessoas que gostam de tramas políticas e cheias de reviravoltas, pessoas que querem sentir tensão nos músculos do início ao fim de uma leitura... É uma ótima obra nacional, que merece ser lida... 




Alguns contos reunidos da Rainha do Crime...

| 13 setembro 2015 | 11 Comentários |
Sou uma admiradora encantada com a escrita da Rainha do Crime, Agatha Christie. E pasmem!  - nunca tinha escrito uma resenha dela aqui antes, embora tenha lido quase trinta de suas obras... A fim de reparar essa minha heresia resolvi - a partir de agora - resenhar toda obra dela que me caia às mãos e que eu tenha gostado da leitura. Resolvi reler alguns de meus preferidos apenas para trazer as impressões deles aqui para vocês, queridos leitores do blog... Sem mais enrolação, vamos lá...



Apresento a vocês a obra Um acidente e outras histórias, publicado pela Editora Nova Fronteira, uma antiga edição que encontrei recentemente em um sebo e que constitui o exemplar número 37 de meu Acervo Pessoal... Trata-se de uma seleção de contos, entre os quais O chalé de rouxinol, Um acidente [que dá nome ao livro], O mistério da regata e Os íris amarelos. 

No conto que nomeia a obra, um investigador conversa com outro sobre uma mulher a qual no passado havia sido absolvida por acusação de assassinato, e um dos investigadores resolve observar mais atentamente a mulher e percebe que o quadro se repete, e logo o marido atual dela pode estar correndo o risco de ser envenenado, como no caso em que ela foi à juri. Será que o investigador está certo em sua investigação e a provável assassina vai matar novamente? 

Outro conto interessante é O chalé do rouxinol, em que uma mulher desconfia que seu marido vai matá-la juntando alguns fatores para chegar a essa conclusão, à partir de um recorte de jornal antigo encontrado entre as coisas do marido, e que a levam a descobrir sua verdadeira identidade. E pede ajuda a um amigo para que não seja ela a próxima vítima do sr. Gerald Martín.

Temos o conto O mistério da regata, em que o personagem Sr. Parker Pyne desvenda o paradeiro de uma pedra valiosa que desaparece durante um jantar, e os convivas são suspeitos do roubo. Parker Pyne aparece em outros livros de Agatha, assim como Miss Marple e o famoso Hercule Poirot, que também dão o ar da graça nesse livro...

Poirot dá graça ao conto Os íris amarelos, após atender um telefonema misterioso, de uma mulher lhe pedindo ajuda e dando a localização de um possível crime. Ao chegar ao local, o detetive belga se encontra com um conhecido e a narrativa conduz a um assassinato durante um jantar em lugar público, no qual Hercule Poirot descobrirá quem cometeu tal crime...

Em Miss Marple conta uma história, a boa velhinha que adora uma investigação narra um caso ocorrido com ela há muitos anos. E, claro, ela realmente descobriu quem matou a senhora Rhodes, enquanto ela dormia, sem sequer ter visto os suspeitos antes de chegar à conclusão do crime, apenas por meio de relatos de pessoas envolvidas com o caso...

Eu diria que para quem nunca leu nada de Agatha Christie, o livro é uma boa opção para adentrar no universo de histórias criadas pela mente brilhante dessa autora, que instiga o leitor a cada obra que publicou. Agatha realmente se eternizou como a mais famosa autora de romances policiais, tendo mais de 80 livros escritos, sendo boa parte deles publicados aqui no Brasil e em todo o mundo... 

A você, leitor, só resta escolher um título, preparar um bom chá e sentar numa poltrona confortável, deleitando-se em páginas recheadas de morte, mistério, tramas intrincadas e desfechos surpreendentes... 



Não se lê anime, e sim, mangá.

| 11 setembro 2015 | 9 Comentários |
Bem, hoje eu trago um post sobre algo que gosto bastante, e que foi bem presente em minha infância e adolescência, se perpetuando até os dias atuais, embora hoje eu não tenha tanto pique ou tempo para maratonas de horas intermináveis assistindo episódios regados à pipoca, biscoito e sucos. Estou falando de ANIMES. Mas calma, além de animes, quero falar também em MANGÁS.



Uma 'googlada' seria suficiente para saber o que são animes e mangás, e a diferença de um para o outro, e por ver na blogosfera algumas confusões sobre 'ler animes' ou 'ver mangás', achei pertinente fazer esta postagem, matando dois trolls com apenas uma bola de fogo [porque matar coelhos com cajadadas é cruel. Aliás, matar coelhos com qualquer coisa é cruel, melhor matar os trolls. Coelhos são fofos...]



Bem, voltando ao post e deixando as piadas infames de lado... Para quem não sabe, animes não se leem. Animes se assistem. Segundo a Wikipedia:

"Anime, animê ou animé [em japonês: アニメ], é qualquer animação produzida no Japão. A palavra é a pronúncia abreviada de "animação" em japonês, onde esse termo se refere a qualquer animação. Para os ocidentais a palavra se refere aos desenhos animados vindos do Japão. Ao contrário do que muitos pensam, o anime não é um gênero, mas um meio, e no Japão produzem-se filmes animados com conteúdos variados, dentro de todos os gêneros possíveis e imagináveis (comédia, terror, drama, ficção científica, etc.)."

Entenderam? É basicamente isso, desenhos animados produzidos no Japão. Agumas características nesse tipo de desenho animado são os olhos grandes e expressivos dos personagens, as roupas em sua maioria extravagantes, histórias pra lá de mirabolantes com personagens para todos os gostos. Tem vilão, mocinho, fofinhos, grotescos et all... Existem classificações como shoujo [para meninas] e shonen [para meninos], hentai [pornografia] etc... Mas aí é outra história e  assunto para outro post... 

Dragon Ball


É provável que você já tenha assistido animes sem nem saber que eram. Cavaleiros do Zodíaco, Super Campeões, Sailor Moon, Pokémon e Naruto são alguns exemplos. Alguns tem temporadas que passam anos sendo exibidas, outros tem poucos capítulos, e como na descrição da Wikipedia, tem dos mais variados estilos. E eu sendo menina, vejo shoujo E shonen. Essa regra não é obrigatória, serve apenas para fins de classificação...

Misato e Kaji, de Neon Genesis Evangelion


Bem, agora o que são mangás? Esses eu digo que você pode ler. Mangás são os quadrinhos japoneses, e diferem dos quadrinhos ocidentais por serem lidos de trás pra frente... Alguns dos mais famosos publicados no Brasil são One Piece, Dragon Ball, Chobits, Sakura Card Captors e Yu yu Hakusho... Assim como os animes, são bem populares aqui na nossa terrinha e apreciados por pessoas de várias faixas etárias. 

Nem todo anime tem sua versão em mangá, e a regra serve para o inverso também. Mas a maioria sempre acaba pulando de uma coisa pra outra, depende do sucesso frente ao público... 

alguns títulos de meu modesto acervo... 

Em suma, leiam mangás e assistam animes, ok? É bom, é divertido, tem alguns de temática mais séria para os que gostam de filosofar... Não é coisa [apenas] de criança e pela diversificação no mercado, e sua expansão no lado Ocidental, ninguém vai ser obrigado a ler/assistir em japonês. Tem legendas e traduções pra isso... A não ser que você saiba japonês... 

Espero que tenham curtido o post... Até a próxima, babys. 
Sayonara!!! 

Lançamentos do Grupo Editorial Autêntica [Setembro/2015]

| 10 setembro 2015 | 17 Comentários |

Gente, já viram as novidades do Grupo Editorial Autêntica para o mês de setembro? Confesso que estou pirando em alguns deles. E você, qual[is] quer levar para casa? Confere ai a lista. Para saber mais detalhes, é só clicar nos links que vão te direcionar direto para o site da Editora. 

Gutenberg
A retomada da União
A retomada da UniãoDe: Bárbara Morais
R$ 37,90
320 Páginas
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Partiu vida nova
Partiu vida novaDe: Leila Rego
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304 Páginas
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Tudo que se perde, tudo que se ganha
Tudo que se perde, tudo que se ganhaDe: Clarissa Corrêa
R$ 34,90
192 Páginas
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Ferro, à gua & Escuridão
Ferro, Água & EscuridãoDe: Felipe Castilho
R$ 39,90
288 Páginas
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Nemo
Quando tudo começou - Bruna Vieira em quadrinhos
Quando tudo começou - Bruna Vieira em quadrinhosDe: Bruna Vieira, Lu Cafaggi
R$ 34,90
80 Páginas
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Fazendo meu filme em quadrinhos - Volume 2
Fazendo meu filme em quadrinhos - Volume 2De: Paula Pimenta
R$ 29,90
88 Páginas
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Vírus Tropical
Vírus TropicalDe: Power Paola
Traduzido por: Marcela Vieira, Nicolás Llano Linares

R$ 39,90
160 Páginas
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Vestígio
Zulu
ZuluDe: Caryl Férey
Traduzido por: Fernando Scheibe

R$ 39,90
288 Páginas
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Autêntica
Orlando: Uma biografia
Orlando: Uma biografiaDe: Virginia Woolf
Traduzido por: Tomaz Tadeu

R$ 64,00
288 Páginas 
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Relatar a si mesmo
Relatar a si mesmoDe: Judith Butler
Traduzido por: Rogério Bettoni

R$ 39,90
200 Páginas 
Leia mais
O primado da percepção e suas consequências filosóficas
O primado da percepção e suas consequências filosóficasDe: Maurice Merleau-Ponty
Traduzido por: Thiago Martins, Sílvio Rosa Filho

R$ 34,00
80 Páginas 
Leia mais
A ideologia e a utopia
A ideologia e a utopiaDe: Paul Ricœur
Traduzido por: Thiago Martins, Sílvio Rosa Filho

R$ 57,00
368 Páginas 
Leia mais
Princípios da filosofia cartesiana e Pensamentos metafísicos
Princípios da filosofia cartesiana e Pensamentos metafísicosDe: Espinosa
Traduzido por: Homero Santiago, Luis César Guimarães Oliva

R$ 59,00
320 Páginas 
Leia mais
Alfabetismo e letramento no Brasil
Alfabetismo e letramento no BrasilOrganizado por: Vera Masagão Ribeiro, Ana Lúcia D'Império Lima, Antônio Augusto Gomes Batista
R$ 54,00
480 Páginas 
Leia mais


Orlando seria uma ótima pedida pra mim. Além dele, fiquei animada com Zulu, A ideologia e a utopia e O primado das percepções e suas conseqüências filosóficas. Me conta ai nos comentários o que mais te agradou entre esses lançamentos? 

Um best-seller dos anos 70: O espelho do diabo, de Jan Alexander.

| 09 setembro 2015 | 9 Comentários |
Bem, acabei flopando na Maratona dos Sem-Bienal e dos três títulos que escolhi, faltou concluir um deles. Mas o livro O espelho do diabo, de Jan Alexander, publicado nos anos 1970 pela Editora Monterrey se mostrou uma leitura instigante e agradável, que prendeu meu fôlego até o último momento... Posso afirmar que foi uma leitura prazerosa e fora do convencional do que as editoras lançam nos últimos tempos. Talvez a atmosfera mágica do período em que o livro foi lançado possa ter influenciado nessa questão...

Mas enfim, vamos às minhas impressões... Irene e Emily são irmãs e apesar de nunca ter deixado transparecer, Emily é apaixonada pelo seu cunhado, Eliot Lewis. Eliot é um homem casado com Irene, rica, mas seu orgulho o impede de usar o dinheiro da esposa para viver de maneira confortável, preferindo viver com seus recursos limitados em um apartamento pequeno, em Nova York. Mas um dia, a sorte do casal muda de forma espantosa, após ele receber um telegrama informando-o que ele é herdeiro de uma mansão no Sul da França, e que ela precisa de reparos, tendo sua tia deixado uma reserva de dinheiro para reformar toda a propriedade. O casal resolve se mudar, após a relutância de Irene, e começar uma nova vida no local.

Emily se sente feliz pela irmã e cunhado, mas com uma ponta de inveja por não poder ir junto, pois ela tenta anular a todo custo os sentimentos que nutre por Eliot. Ele é escritor e acha que o ar francês vai fazer com que sua inspiração produza seu livro. Irene é linda mas possui uma personalidade fútil, ao contrário de Emily, que seria a irmã inteligente mas não tão atraente quanto a irmã...

Enfim eles se mudam para a França e ao chegarem ao local, percebem um clima sinistro na mansão, que realmente está em pedaços. Surge uma figura misteriosa que deixa Irene assustada, mas seu marido não percebe nada de anormal. A mansão estava desabitada há quase meio século, e do nada surge um gato preto rondando no local. Após entrarem em contato com as pessoas do vilarejo, que parecem evitar o mansão, contratam um arquiteto para dar início à reforma... E é ai que os problemas começam a tomar forma... 

A reforma não anda, ocorre uma tragédia na vida do arquiteto e posteriormente ele não pode mais concluir a construção. Surge o misterioso Philipe Gastion, que se oferece para tomar conta da obra, bastante solícito, mas que traz em si uma aura enigmática e sombria que deixa Irene apavorada. Ela antipatiza de cara com aquele homem, e julga tê-lo visto antes, mas Eliot não dá bola aos seus devaneios... A entrada dessa figura em suas vidas vai modificar completamente suas personalidades e ações... Lembrando também que a figura do gato se faz presente em vários momentos do livro, aumentando a carga mística na história...

Emily precisa fazer alguma coisa para impedir que o Mal se aposse de sua irmã e cunhado, e com a ajuda de um vigário local, ela luta contra Gastion, que é a fonte desse mal. Ele seduz a sua irmã, manipula Eliot tornando-o praticamente um zumbi obsessivo pelo seu livro. Ele tem um controle total sobre o casal da mansão, e Emily é a única que pode impedi-lo de concluir seus cruéis desígnios. 

Acho importante frisar uma característica que me incomodou um pouco ao longo da leitura: o fato da personalidade de Irene, antes uma esposa 'recatada' - ter se tornado segundo o autor, uma mulher lasciva e 'messalina', que causa estranheza no marido, quando ela [ainda] o procura para o sexo. De forma gradual, Irene vai se entregando ao charme diabólico de Gastion e seu comportamento é mostrado como sendo negativo, pelo simples fato de ter sua sexualidade aflorada. Mas acredito que para o contexto do livro - uma trama em que forças diabólicas pretendem corromper a pureza humana e apenas com a fé o Mal pode ser impedido - o enredo cumpre muito bem o seu papel, sem se tornar demasiado religioso ou beirando a doutrinação cristã... 

Em suma, O espelho do diabo é uma leitura para aqueles que gostam de um bom suspense mesclado com aspectos sobrenaturais, que envolvam o oculto, sexo, pactos com entidades diabólicas e coisas do tipo. O que certamente me agradou na obra foi a maneira detalhista de como esses fatores ocorreram. Faço ainda uma ressalva quanto ao final: um pouco apressado, apesar de satisfatório. O autor poderia ter deixado o elemento clichê que compõe o 'gran finale' longe da obra, mas ainda assim, vale a pena ser lido. 

Correios e Compras de Agosto/2015

| 07 setembro 2015 | 11 Comentários |
Gente querida que sempre visita o blog, como vocês estão? Trago para vocês o post da Caixa de Correio de Agosto. Reparem como fui feliz em receber a visita do carteiro...Vamos conferir a lista?

Recebi do autor parceiro Leonardo Nóbrega o seu livro Crimes do Tarô, que veio com vários marcadores autografados. em breve farei a leitura e trago a resenha para o blog...


Ganhei na escola um gibi Disney Big. O diretor volta e meia distribui para os alunos e acabei ganhando um exemplar pra mim...

Como resenhista do blog Poesia na Alma, recebi de Lilian alguns livros da Editora Novo Conceito e da Editora Rocco. Alguns já foram lidos e resenhados, os demais ainda estão nas leituras de setembro...


O álbum -  Timothy Lewis [1 estrela]
Fragmentados - Neal Shusterman 
Soldier - Leal até o fim - Sam Angus [lendo]
As mil mortes de César - Max Mallmann
O centésimo em Roma - Max Mallmann

Além deles, ela me enviou alguns exemplares de seu livro Mulheres que não sabem chorar pra que eu sorteasse na Roda de Leitura que organizo mensalmente com alguns amigos...

Recebi de cortesia da Ed. José Olympio Editora, o livro Teus pés toco na sombra e outros poemas, de Pablo Neruda, pois sou resenhista do blog Leitor Cabuloso e logo tem resenha dele por lá... Mas ela já saiu aqui e vocês podem clicar no link pra conferirem...



A autora Amanda Ághata Costa me enviou marcadores autografados do seu livro A escolhida, e logo vou sortear por aqui também alguns deles. Boa parte foi distribuída na Roda de Leitura de Agosto...


Mais uma vez Kalina me presenteou com umas lindas edições de quadrinhos clássicos e alguns livros para sorteio na Roda. Os quadrinhos clássicos foram todos lidos e dos livros, fiquei com dois pra mim e sorteei dois no evento...



A lista:

Cinco semanas em um balão - Julio Verne
O livro dos seres imaginários - Jorge Luis Borges
Eragon [sorteado na Roda]
Clube dos suicidas - Robert Louis Stevenson [sorteado na roda]
Uns braços - Machado de Assis [adaptação em quadrinhos]
O homem que sabia javanês - Lima Barreto [adaptação em quadrinhos]



Com relação às compras, a lista de livros foi breve, mas a de quadrinhos... Apesar de serem apenas cinco livros, foi uma das compras mais deliciosas que fiz na vida... Consegui comprar por quarenta e cinco reais a trilogia de O senhor dos Anéis, praticamente nova, com um carinha de Recife, depois de negociar com ele num grupo de vendas de Pernambuco... De quebra, encontrei uma edição de Amoço Nu, do meu querido Will Burroughs, e logo terá resenha dele por aqui, pois já estou me deleitando com a leitura... No mesmo dia, teve um evento da Editora Aleph, e eu comprei da minha amiga Tailany [pois encontrei com ela no evento] o exemplar O diário de Helga. Apesar de querer esse livro há um bom tempo, não tenho previsão de quando vou ler... 

O diário de Helga
Trilogia O senhor dos Anéis
Almoço Nu - William Burroughs [lendo]


 Os quadrinhos comprados foram:

Yu yu Hakusho #10 [lido]
Kill la Kill #1 e #2 [lidos]
Codename Sailor V #1 [lido]
Comics Star Wars #6 e #7




Estão chegando na banca de revistas da minha cidade a coleção de clássicos da literatura em quadrinhos, formato capa dura, num total de 26 edições... Não sei se vou conseguir comprar todos, mas até agora, adquiri os três primeiros volumes... 

Grandes Clássicos da Literatura em quadrinhos - A ilha do tesouro [Volume 1]
Grandes Clássicos da Literatura em quadrinhos - A volta ao mundo em 80 dia [Volume 2]
Grandes Clássicos da Literatura em quadrinhos - Robinson Crusoé [volume 3]


Não resisti e comprei mais um livro para colorir. Dessa vez foi um de Super-heróis... Comecei a pintar recentemente alguns dos desenhos...

Livro de colorir para adultos - O incrível livro de Super-Heróis para colorir.


E fechando o mês, comprei uma revista [guia] com alguns filmes sobre guerra. Vai me servir de referência para exibir alguns deles em sala de aula... 


Já ia esquecendo, mas no evento da Editora Aleph ganhei uma linda ecobag com livretos e marcadores... 


Como podem ver, minha caixinha foi sortida, né?
O que acharam dela?
Beijos... ^.~
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