Correios e Compras de Julho/2015

| 31 julho 2015 | 15 Comentários |
E venho outra vez mostrar para vocês a caixinha [recheada] de correio do mês [julho]. Praticamente não comprei livros porque a maioria é de parceria. Vamos conferir as novidades?

Em parceria com o autor Claudio Duffrayer recebi o livro Noturna e outros poemas. Ele é bem curto e só não já li e resenhei por causa das leituras da Maratona de inverno, mas assim que finalizar na segunda-feira, ele será o primeiro livro a ser lido... 



Lilian me enviou seis exemplares para serem resenhados no blog dela, Poesia na Alma, do qual sou resenhista. Depois de publicadas lá, elas irão aparecer por aqui... Foram dois títulos da Record, dois da Chiado Editora e dois da NC. São eles:

Ariana - Igor Gielow
Swing - Eu, tu... Eles - Maria Silvério [lendo]
A comédia mundana - Luiz Biajoni
Bom dia, Sr. Mandela - Zelda la Grange [já tem resenha programada]
Primeiro e Único - Emily Giffin




A Editora Novo Conceito me cedeu um exemplar de Prometo Falhar, do autor português Pedro Chagas Freitas, mesmo não sendo parceira da editora. Estes dias sai resenha dele por aqui... Quero agradecer à editora pela bela cortesia...


qualidade péssima da câmera do celular... TT_TT

Um amigo meu do Skoob me enviou uma HQ de Preacher Volume 5 e o Box de Dexter 1ª temporada. Não preciso dizer o quanto fiquei feliz com o presente, não é? Obrigada, Antônio. ^^

HQ e DVD...


Agora vamos às compras... Pela revista AVON, comprei os livros:



Chaves -  a história oficial ilustrada. [para os fãs é um livro maravilhoso]
O pântano das borboletas - Frederico Axat. [indicação de minha amiga Amanda]
O colecionador de ossos - Jeffery Deaver [sou apaixonada pelo filme, por isso quero ler o livro]
Seis anos depois - Harlan Coben [minha segunda trama do autor na estante]

Na banca de revistas o 'estrago' foi maior... Foram muitos quadrinhos e me rendi até a um livro para pintar...

Star Wars clássicos volumes 4 e 5. [tentarei colecionar ao menos o primeiro arco de histórias, pois o preço de dois volumes mensais é bem salgado...]



Livro para Colorir - Corujas [como artista sou uma ótima professora...] e Revista Rolling Stone Edição Especial 60 anos de rock [o título já explica o porquê da compra... não perderia essa edição por nada... hehe]



Yu Yu hakusho edição 9 [já estou na metade da coleção] e Hellsing edição 1 [sou apaixonada pelo anime e não hesitei em começar a coleção, que está saindo em bancas em formato tankohon]


Coleção Histórica Marvel edições 7 e 8 [completei mais um arco...]




Então foi isso, espero que tenham curtido... Não li a maioria do que chegou pois estou dando prioridade à #MLI2015, mas depois do dia 3 de agosto ponho em dia os livros de parceria e as HQ's..  As demais leituras irei fazendo aos poucos e trazendo algumas delas resenhadas para vocês...
Até a próxima Caixa de Correio... ^.~

As aventuras de Huckleberry Finn...

| 29 julho 2015 | 9 Comentários |
Em As aventuras de Huckleberry Finn, clássico da ficção americana escrito por Mark Twain e publicado pela L&PM Editores, acompanhamos a trajetória de um menino - Huck - que resolve fugir numa balsa pelo rio Mississippi para escapar do pai, bêbado e violento, que vivia lhe espancando e queria o dinheiro de sua herança. No caminho ele se depara com Jim, um escravo fugitivo e juntos vivem experiências intensas, narradas de forma quase ingênua pelo menino. 



Logo nos capítulos iniciais conhecemos uma cidade pequena, às margens do rio Mississippi, cheia de personagens típicos de um país escravocrata, com suas gírias e vocabulário ribeirinho. Huckleberry é amigo de Tom Sawyer, personagem do livro que antecede este, e suas brincadeiras repletas de imaginação consistem em planejar assaltos e mortes na estrada, fazendo reféns que devem ser mortos ou soltos depois de terem o resgate pago. 

A índole de Huck é questionada pelo próprio todo o tempo, em que ele se põe em dilema com suas decisões e na maioria das vezes, ele se considera mal por tomar algumas delas... Ele simula seu assassinato e precisa sobreviver às intempéries de sua época. Rio abaixo, ele e Jim se deparam com dois vigaristas e passam por poucas e boas para se safar de serem pegos e descobertos...

"de que adianta aprender a fazer a coisa certa, quando é complicado fazer a coisa certa e não custa nada fazer a coisa errada, e o resultado é o mesmo? Fiquei emperrado. Não consegui responder. Então pensei que não ia mais me incomodar com isso, mas daí por diante fazer sempre o que me parecia mais conveniente na hora."

A narrativa é de fácil compreensão, apesar de várias expressões 'caipiras' ditas pelos personagens. O autor ressalta bastante o lado 'ignorante' de Jim e o menino age com ele como qualquer pessoa que vivia no período pré-guerra civil americana estava habituado a tratar um escravo negro. Contrapondo-se a isso, ele tem um amigo na figura de Jim, que arrisca a própria liberdade em vários momentos para proteger o protagonista...



Um dos pontos mais interessantes que achei na história foi de uma rixa de famílias, em que Huck presencia a morte de um menino de sua idade, simplesmente por causa de uma briga a qual os lados envolvidos nem lembravam mais do motivo e que se estendia por décadas. É nesse cenário de violência que Huck desenvolve sua perspicácia para se livrar de situações delicadas e arriscadas... É na vivência que ele adquire suas experiências para sobreviver num mundo incivilizado, mascarado de convenções e 'boas maneiras' da sociedade escravocrata sul-americana...

Mark Twain critica a hipocrisia da sociedade pelos olhos de um menino, que se transformou numa figura anti-heroica mítica da literatura do século XIX, que não está isenta de certa malícia, fugindo ao estereótipo de 'mocinho perfeito', mas que desdobra com honestidade e sutileza a crueldade e injustiça de seu tempo... O menino desajustado socialmente serve como chave para levantar questionamentos sobre a índole humana. 

As aventuras de Huckleberry Finn foi considerado por alguns como uma obra de cunho racista pelo termo nigger usado ao longo do livro. A editora New South quis publicar uma nova edição modificando o termo por 'slave'. Mas a meu ver, o livro trata - não de uma ode ou apologia ao racismo, e sim - de uma crítica social com relação a este. Modificar a escrita do autor em novas traduções seria destruir todo um contexto histórico de época e ambientação, em que não havia um significado pejorativo em utilizar o termo. 

"Bem, ele tinha razão, ele quase sempre tinha razão, tinha uma cabeça incomum, para um negro."
  
Esse livro foi uma das leituras escolhidas para a Maratona Literária de Inverno 2015, cumprindo o desafio de ler um livro com a capa azul... Trata-se também de minha estreia com a obra de Mark Twain. Já leram? Tem vontade? Já conhecem o autor? Me contem nos comentários...


[Resenha] - Mário Prata entrevista uns brasileiros

| 28 julho 2015 | 12 Comentários |

Numa obra irreverente e repleta de originalidade, Mário Prata consegue trazer ritmo e dar nova cor à personagens da história brasileira, desde os remotos anos do século XV até meados de 1900. Publicado pela Editora Record, Mário Prata entrevista uns Brasileiros traz nomes importantes de nossa nação, como Xica da silva, Tiradentes, Rui Barbosa, Pedro Álvares Cabral, entre outros, não exatamente nessa ordem. Na verdade, a cada entrevista, ele faz uma espécie de cronologia, onde o 'descobridor' [que não descobriu nada, na verdade] é o primeiro da roda de ilustres entrevistados, e fechando o ciclo temos Charles Miller...


O autor mistura fatos históricos com ficção numa linguagem divertida, informal, algumas vezes recorrendo a diálogos mais 'sujos', invadindo a intimidade dessas personalidades numa escrita deliciosa e de grande fluidez... São 248 páginas, mas o leitor se mantém preso a cada uma delas e quando percebe, o livro findou... Além disso, traz várias ilustrações a cada capítulo, da personalidade entrevistada...

Por vezes, os entrevistados se mostram injuriados com as perguntas meio que invasivas de Mário Prata. Várias dessas respostas arrancaram-me boas risadas... 

"- Dizem que dos treze navios que partiram do Tejo só cinco voltaram depois de passar pelo Brasil e pelas Índias. E que o senhor levou fortunas. Da Índia.
- Estou a falar com um jornalista ou com um fiscal do imposto de renda?"
Mário Prata entrevistando Pedro Álvares Cabral.

O livro é um belo compilado de etnias e variedades, temos o índio que se 'afrancesou', o bispo que foi comido por índios Caetés, o traidor Calabar, O Padre Anchieta [que virou nome de rodovia], o ex-escravo Chico-Rei, e cada um deles fala sobre aspectos de sua vida, se embaraçam pra responder algumas perguntas e tentam fugir do diálogo mas acabam voltando 'à pergunta que não quer calar'. 

"- Por falar em independência, o boato...
- Estás vendo, Chalaça, rodeia, rodeia, igual mosca de merda. queres saber das minhas defecações às margens plácidas. Queres saber? Obrei mesmo! E daí? Tu nunca obraste, por acaso?"
Prata entrevista D. Pedro I.

O que achei genial durante as entrevistas fictícias é que Prata não afirma com certeza a teoria A ou B sobre tal personagem histórico. Ele põe em pauta mais de uma perspectiva de acordo com as fontes e com o que alguns historiadores defendem, expondo, deixando 'em aberto' a possibilidade da história ter sido contada de tal forma e como ela pode ser contestada por outros que pesquisam o assunto. Como exemplo, ele questiona Tiradentes sobre ele ter deixado descendentes. Muitos livros de História afirmam que não, mas há historiadores que defendem uma linha de pesquisa em que existem pessoas que são provenientes da linhagem de Joaquim José da Silva Xavier. E vai explicando de que forma se chegou a tal tese. Quanto à resposta definitiva, se Tiradentes teve ou não descendentes, ele deixa em aberto. Ele abre/explora as possibilidades, mas não as fecha em conclusões.  

Ele traz algumas críticas sociais inseridas de maneira simbólica nas entrevistas. Uma das que achei mais claras, sem abuso de subjetividade foi o seguinte trecho, quando ele entrevista Chico-Rei:

"- Mas não precisamos falar em pelourinho, né?
- Não, todo mundo sabe o que é.
- Odeio ficar remoendo essas dores.
- Mesmo porque andam amarrando pessoas em postes novamente. Deu na Veja.
- Nem me fale."
Outra metáfora que achei mais sutil foi durante a conversa com a neta de Xica da Silva, que se faz passar pela avó, por esta sofrer de Alzheimer e elas precisarem dos cachês para se manter... 

"- E a gente precisa desse cachê, Mário. Entenda! O governo de Minas não dá nenhum tostão para nós. Nem mesmo o prefeito de Diamantina. Celebridade velha é uma merda!"

A meu ver, vi nas entrelinhas uma crítica à mídia, que detém os '15 minutos de fama' de muitos artistas, e aos que se prolongam bem mais que esse tempo, quando chegam em certo momento que não possuem mais atrativos para o público, são descartados por grandes emissoras, tendo o ostracismo como futuro certo, pois logo surgem os novos talentos, não dando espaço para esses artistas e celebridades que possuem anos de carreira uma chance de se reinventar...

Em suma, a leitura acaba sendo uma espécie de viagem ao tempo, onde o leitor pode conhecer outras facetas de grandes nomes que marcaram época e que nem sempre são bem representados nos livros didáticos. Como professora de História, achei uma proposta válida, inclusive - de utilizar em sala de aula, para instigar a curiosidade dos alunos em saber mais de História do Brasil... Não levando o livro ao pé da letra, claro, mas de maneira divertida, fazer com que busquem sempre outros ângulos de uma mesma história...





Pequenos Deuses, minha estreia com Terry Pratchett

| 25 julho 2015 | 12 Comentários |
 Recebi este livro como cortesia da Bertrand Brasil para resenhá-lo para o blog Leitor Cabuloso, do qual sou resenhista. Confesso que nunca tinha lido nada do autor, Terry Pratchett, e a leitura me pegou logo de cara... Pequenos Deuses é o 13º livro da série Discworld, é considerada um clássico de Fantasia e foi publicada em vários países e traduzida para mais de vinte idiomas. Discworld é o mundo fantástico onde as histórias ocorrem, servindo de referência por satirizar jogos de RPG e grandes autores do gênero... 



Somos apresentados a Brutha, ingênuo e de ótima memória, que vai se aventurar mundo afora junto com uma tartaruga que se apresenta como sendo o grande deus Om. A religião é algo fortemente discutida no reino, e os deuses precisam da crença das pessoas neles para adquirirem poder. Quanto mais seguidores, mais poder o deus terá. O problema é que a única pessoa que acredita realmente em Om é Brutha, e a tartaruga depende dele constantemente para não ser morta por engano... 

Apesar de ser o décimo terceiro volume da série, é possível ler e compreender a história sem a necessidade de ter lido previamente os volumes anteriores. Um dos aspectos mais encontrados ao longo do livro é a crítica à religiosidade. Em vários pontos, é possível detectar referências ao Cristianismo, às religiões pagãs, ao hinduísmo. A linguagem do livro é um pouco difícil, existem várias ironias contidas ao longo do texto, mas lendo atentamente é possível percebê-las ao longo da história... 

"Há bilhões de deuses no mundo. Formam um bando mais numeroso do que ovas de arenque. Muitos deles são pequenos demais para serem vistos e nunca são adorados, pelo menos não por algo maior do que bactérias, que nunca fazem suas orações e não são muito exigentes em termos de milagres. São os pequenos deuses - os espíritos dos lugares onde duas trilhas de formigas se cruzam, os deuses dos microclimas abaixo dos gramados. E a maioria deles continua assim."
Na cidade de Omnia, onde vive Brutha, há um Quisidor chamado Vorbis, que em sua ânsia de poder, decide tomar outras cidades alegando existir apenas um deus verdadeiro, Om, e que todo culto a outro deus deve ser destruído, e seus sacerdotes punidos. Om decide se manisfestar como um touro e acaba ressurgindo como uma tartaruga, e é nesse corpo que ele precisa convencer o bobinho Brutha, de que é o grande deus Om. Além do mais, ele está desmemoriado, porque viveu alguns anos no deserto, perdeu um olho e volta e meia precisa tomar cuidado com as águias que adoram tartaruga no almoço...



Existem hierarquias no templo da cidade onde Brutha vive. Seriam padres e coisas do tipo, com nomes específicos, como por exemplo, os Arcepadres, Sous menores e algumas centenas de bispos, diáconos e sacerdotes. Os noviços ocupam um lugar menor que esses indivíduos, e logo abaixo deles se encontram os artesãos, torturadores e virgens vestigiais. Caso alguém cometesse alguma heresia, seria julgado pelo tribunal da Quisição. Por medo de serem punidas, as pessoas se submetiam à todas as ordens da religião praticada no reino. Nota-se a referência clara à Inquisição católica e à forma como a fé é utilizada para manter certas pessoas no poder...

Filosofia, política e afins também são encontradas nas páginas de Pequenos Deuses. Os dogmas de várias religiões, bem como o misticismo e formas de governo são metaforicamente utilizados para compor a trama do livro. Há também a questão do mundo conhecido por eles ser considerado redondo e alguns contestam dizendo que ele é plano e fica acima do casco de uma tartaruga, que plana no vazio... 

Quanto à diagramação do livro, só ouso ressaltar que o livro não se divide em capítulos e em alguns momentos, a leitura se mostrou um pouco cansativa por conta disso... Mas é questão pessoal mesmo, por não gostar muito de livros sem divisão de capítulos... Afora isso, a edição está perfeita...  

Em suma, não é um livro para crianças, acredito eu, pois sua linguagem cheia de metáforas e simbolismos serão melhor compreendidos por um público adulto, já habituado ao gênero de Fantasia. Terry Pratchett faleceu em março deste ano, mas sua obra se eternizou em 39 livros que compõem a série Discworld e certamente, muitas gerações irão se deliciar ainda com seus personagens e aventuras... 






Lançamentos [Julho] do Grupo Autêntica

| 22 julho 2015 | 6 Comentários |
Olá, queridos leitores. Venho trazer para vocês os lançamentos do Grupo Editorial Autêntica e seus selos correspondentes. Curiosos pra saber o que tem de novo pra vocês nas livrarias do país? Vamos lá...


  •  Editora Gutemberg:
Salve-me
Salve-meDe: Maya Banks
R$ 29,90
288 Páginas
Leia mais
Eu odeio te amar
Eu odeio te amarDe: Liliane Prata
R$ 34,90
240 Páginas
Leia mais
A Escola do Bem e do Mal 2 - Um mundo sem príncipes
A Escola do Bem e do Mal 2 - Um mundo sem príncipesDe: Soman Chainani
R$ 37,90
320 Páginas
Leia mais
A andarilha das sombras
A andarilha das sombrasDe: Ilkka AuerR$ 39,90 
352 Páginas
Leia mais
Os Youngs
Os YoungsDe: Jesse FinkR$ 49,90 
272 Páginas
Leia mais



Mensagens de Fé
Mensagens de FéDe: Mirella SpinelliR$ 29,90 
84 Páginas
Leia mais



  • Editora Nemo
Pílulas azuis
Pílulas azuisDe: Frederik PeetersR$ 39,90 
208 Páginas
Leia mais
O livro de completar
O livro de completarDe: Moose AllainR$ 34,90 
96 Páginas
Leia mais
  • Grupo Autêntica
Susan Sontag - Entrevista completa para a revista Rolling Stone
Susan Sontag - Entrevista completa para a revista Rolling StoneDe: Jonathan Cott, Susan Sontag
R$ 34,00
128 Páginas
Leia mais
Histórias da Aids
Histórias da AidsDe: Artur Timerman, Naiara Magalhães
R$ 34,00
152 Páginas 
Leia mais
Lugar de dúvidas
Lugar de dúvidasDe: Renán Silva
R$ 37,00
128 Páginas 
Leia mais
Por uma história-mundo
Por uma história-mundoDe: Patrick Boucheron, Nicolas DelalandeR$ 35,00 
80 Páginas 
Leia mais



Oliveira Vianna entre o espelho e a máscara
Oliveira Vianna entre o espelho e a máscaraDe: Giselle Martins Venancio
R$ 49,00
296 Páginas 
Leia mais
































Como viram, tem livros para colorir, de entrevista, romance, quadrinhos e muitos mais, para todos os gostos e estilos literários... Fiquei muito a fim de ler Histórias da AIDS, Os Young e Pílulas azuis. E vocês? Me contem nos comentários... Até a próxima... beijos...

Capas de A garota na teia de Aranha pelo mundo, 4º livro da série Millennium...

| 21 julho 2015 | 12 Comentários |
O novo livro da série Millennium será lançado em vários países. Confira abaixo algumas capas da edição A garota na Teia de Aranha. Ele já está em pré-venda aqui no Brasil nos seguintes links abaixo... O lançamento está previsto para o dia 27 de agosto...









Livros físicos




E-books















Sinopse: Lisbeth Salander e Mikael Blomkvist estão de volta na aguardada e eletrizante continuação da série Millennium. Neste thriller explosivo, a genial hacker Lisbeth Salander e o jornalista Mikael Blomkvist precisam juntar forças para enfrentar uma nova e terrível ameaça. É tarde da noite e Blomkvist recebe o telefonema de uma fonte confiável, dizendo que tem informações vitais aos Estados Unidos. A fonte está em contato com uma jovem e brilhante hacker - uma hacker parecida com alguém que Blomkvist conhece. As implicações são assombrosas. Blomkvist, que precisa desesperadamente de um furo para a revista Millennium, pede ajuda a Lisbeth. Ela, como sempre, tem objetivos próprios. Em A garota na teia de aranha, a dupla que já arrebatou mais de 80 milhões de leitores em Os homens que não amavam as mulheres, A menina que brincava com fogo e A rainha do castelo de ar se encontra de novo neste thriller extraordinário e imensamente atual.





A Garota na Teia de Aranha - Millennium vol. 4
David Lagercrantz

560 Páginas
Formato: 16.00 x 23.00 cm
Acabamento: Brochura
Lançamento: 27/08/2015
ISBN: 9788535926101
Selo: Companhia das Letras






O editor André Conti fala um pouco sobre o tão esperado 4º livro... Espero que gostem do vídeo...



E então, ansiosos para ler a continuação dessa história? Me contem nos comentários... ^.~

Minha 5ª Tattoo - Carpe Noctem

| 20 julho 2015 | 7 Comentários |
E cá estou com outro post sobre minhas tatuagens. Muita gente pergunta quantas tenho, o que significam, se pretendo fazer mais, entre outra infinidade de perguntas que não cabem a mim transcrever aqui... Mas, tirando as dúvidas de quem sempre pergunta o significado de uma ou outra, resolvi criar essa coluna que fala sobre cada um dos desenhos que tenho na pele...

Minha quinta tatuagem foi feita no mesmo dia em que fiz a egípcia no braço. Escolhi uma fonte simples, da qual não me recordo agora o nome/tipo e escrevi a frase Carpe Noctem, que significa Aproveite a noite, em latim. Muitas pessoas tatuam carpe diem e - além de achar clichê, o dia não tem muito significado ou importância para mim...

Como alguns sabem, não gosto de tatuar desenhos ou frases que não tenham algo a ver comigo, precisa rolar certa identificação ou coisa do tipo... Essa tattoo foi feita em setembro de 2010. Digamos que sou uma pessoa que produz melhor à noite, seja em pensamentos, preparando aulas, trabalhando em algo diferente, lavando roupa, enfim... A noite é um mistério para mim, gosto de criaturas noturnas e toda sorte de coisas que envolvem a noite... e ando aproveitando bem as minhas...

Em suma, não tenho muito mais a falar sobre meu 'Carpe Noctem'. Logo mais volto aqui pra falar de outras tattoos... Até o próximo post...



The Walking Dead - A queda do Governador Parte 2

| 18 julho 2015 | 9 Comentários |
Olá, pessoas queridas. Volto com mais uma resenha de livro que está na lista da Maratona Literária de Inverno 2015. The Walking Dead - A queda do Governador Parte 2, de Robert Kirkman e Jay Bonansinga, publicado pela Editora Record, não faz parte dos desafios da #MLI2015 mas está inserido dentro da temática da Primeira semana, e foi uma boa leitura feita em apenas 2 dias... Aviso que se você não leu os livros anteriores, vai encontrar alguns spoilers na resenha, pois tentei e não consegui ficar sem abordar nada do enredo até então... Aconselho a pular ou escolher outro post do blog para ler...




Dando continuidade aos acontecimentos ocorridos no livro anterior, o Governador se vê a beira da morte, e só não se ferra por causa de Bob, que - mesmo relutante por seu vício em bebida, não se acovarda e passa a cuidar de sua recuperação, que se dá quase por um milagre, tal o estado em que Michonne o deixou... Em paralelo, Lilly e Austin estão cada vez mais inseguros quanto ao futuro incerto deles e do bebê que Lilly carrega no ventre. A cada dia, ela se convence que o grupo de Rick é responsável por todo o caos que se instaurou em Woodbury e fica cada vez mais leal ao Governador, embora uns meses antes tenha organizado um motim contra ele...

"Ele vê todo o sangue escorrendo pelo tronco despido, formando manchas grudentas, no formato de mapas, que já começavam a secar e escureciam à luz fraca da sala. ele olha para o cotoco chamuscado do braço direito, etão avalia a cavidade ocular exposta e ensopada de sangue; a órbita ocular, brilhante e gelatinosa como um ovo cozido mole, pendia da lateral do rosto do homem por gavinhas de tecido. Ele reparar no pântano de sangue arterial formando uma poça ao redor das partes íntimas do homem." 

Quando O Governador consegue se pôr de pé, resolve atacar a prisão, mas pra isso ele envia alguns homens para descobrir a localização do esconderijo de Rick, além de irem encontrar Martinez, que até o momento não voltou... O grupo parte, juntamente com Lilly e Austin, e no caminho, se deparam com uma horda de mordedores e algumas descobertas nada agradáveis. Ao relatarem tudo a Philip, este aproveita parar usar de artifícios que fazem com que a população de Woodbury se volte contra o grupo da Prisão, e acabam promovendo uma caçada ao local a fim de matarem todos os sobreviventes que encontrarem na prisão, sem chance de redenção. Cegos de fúria, vinte e três membros da cidade partem, carregados de munição e armamento pesado... Pelo jeito a carnificina será grande... Muitas baixas ocorrem, principalmente no grupo do Governador. Mas uma morte [três, na verdade] no grupo de Rick tem efeitos bem impactantes e causam uma reviravolta na trama... 

Mais uma vez, o enfoque principal dos livros está na figura de Philip Blake, o Governador. Diferente da série, nos livros conhecemos mais o lado dos moradores de Woodbury, e os personagens centrais da série ficam em segundo plano, embora tenham papel importante na história. Pelos livros, é possível conhecer mais o 'lado inimigo', que na verdade é composto apenas de mais vítimas do ardor doentio de Philip... Lilly [que no livro anterior me deu muita raiva], me deixou um pouco penalizada com ela neste volume da série, e passa a enxergar as coisas por outra perspectiva, embora de forma ainda muito remota... 

O livro deixa um final satisfatório, de uma calma e felicidade tensas, como se a qualquer momento, tudo o que eles reuniram após os eventos tempestuosos pudesse ruir, como num castelo de cartas... E acredito que o livro cinco terá um enfoque maior no grupo de Rick. Vamos aguardar pra ver...



Tag - Inverno Literário

| 16 julho 2015 | 14 Comentários |
Os lindos do Incriativos me indicaram numa TAG super bacana, chama-se a Tag Inverno Literário. Lógico que eu aceitei responder e postar aqui para vocês...



São apenas 8 perguntas. Só basta respondê-las, e se quiser, pode ilustrar a Tag com imagens dos livros. 


1- Inverno - Livro que te lembre o Inverno

Perdida na Neve, de Holly Webb.

2- Abaixo de zero - Um livro que se passe no inverno.

Jardim de inverno, de Kristin Hannah.

3- Céu-azul - um livro com a capa azul.

A guerra dos tronos - George R. R. Martin.

4- Abraços Quentinhos: Um livro com a capa branca ou cinza.

Cem sonetos de amor, de Pablo Neruda.

5 -  Chocolate Quente: Um livro que te conforta e você nunca cansa dele.

O pequeno Príncipe, de Antoine de Saint-Exúpery.

6 -  Filmes e Pipoca com as(os) Amigas(os): Um livro que você queria muito que virasse filme.

Olho de gato, de Margareth Atwood.

7 -  Brigadeiro de Colher: Um livro muito doce que você ama.

E.T., de William Kotzwinkle.

8 -  Debaixo das cobertas: Um livro calmo.

Noite em claro, de Martha Medeiros.



Vou indicar Mandy, do Conversas de Alcova e Pathy, do dose Literária, para responderem também.

E então, o que acharam das minhas respostas?

Desafio proposto, desafio aceito - Playlist da Vergonha

| 15 julho 2015 | 17 Comentários |
Bem, Kris, do blog Conversas de Alcova, não teve o que fazer [risos] e me indicou pra responder um desafio sobre músicas que eu gosto, mas tenho vergonha de admitir, uma espécie de Playlist da Vergonha. Bem, como não sou de 'arregar', resolvi colocar algumas das músicas que - confesso - não boto no Play, mas quando ouço tocar em algum lugar fico cantando na mente [risos incontroláveis]...




Eis a lista, vocês vão rir, me julgar, zoar, mas não ligo...


Miley Cyrus - Wrecking Ball. 

Não é novidade que não curto essa guria desde a época de Hannah Montana [sério, aquilo é um horror]. E depois que ela se 'libertou' e 'enlouqueceu' haha também não vi muito avanço nas músicas dela. Não estou criticando o fato dela viver com a língua [e outras coisas] de fora, mas é que realmente não tenho vibe pra ouvir nada dela, exceto... essa música... 



Calma que a coisa não parou por aí... ainda tem mais absurdos nessa lista... Na fase 'adolescência tardia' [depois dos 17 *risos*], eu ouvia muito essa música, mas nunca gostei da banda, por achá-la emo. E eu detesto essa coisa de emo, na boa... Maas, NX Zero está aqui, batendo com força na minha cara, me chamando de 'emo enrustida'. Não sou, sou gótica [mais uma série de risos incontroláveis]. O clipe é muito tosco mas a música até que é 'escutável'...

NX Zero - Razões e Emoções


Se você se chocou até aqui com o post, sugiro que pare. Deixei o pior reservado pro final... 

"Sem motivo vou vivendo por aí... por viver..."

Então... essa música, Vivendo por viver, é de Roberto Carlos, e apesar de escutar algumas canções dele mais antigas, eu prefiro essa música na versão de... 


Isso mesmo que vocês estão vendo: Zezé de Camargo e Luciano. [culpa do meu pai que gosta de sertanejo]... Acredito que perdi alguns fãs depois dessa... [rindo muito ainda]... Independente do estilo ser sertanejo ou não, o que me prende nessa música é a letra, mas gosto dela na voz dos dois irmãos... Então, foda-se quem me achar 'menos roqueira dark' por isso...

Eu falei que a coisa iria piorar, né? Imaginem que existe uma música de Só pra Contrariar em minha Playlist... "Tô fazendo amor com outra pessoa". Por motivos de 'acho a melodia e letra bonitas... 


Com direito a faixa-bônus, porque queria fechar o post com 5 faixas [vergonha da minha vida], resolvi encaixar mais duas canções sertanejas... Não, em outra vida não fui cowgirl, ok? 

Bruno e Marrone - Um bom perdedor. 

Essa música está aqui porque ela me faz lembrar tio Renato, que gostava muito e tinha um DVD ao vivo que vivia escutando o dia inteiro, até quem não curtia sabia as letras decoradas, parecia um disco arranhado num looping eterno... Por lembrar dele, que foi o melhor tio do mundo, fica essa lembrança aqui registrada...


Antes da última sertaneja, outra música que me lembra tio Renato...

Araketu - Sempre Será 

Como disse, meu tio amava esse 'negão', como ele dizia, e também ouvia o DVD num looping eterno... De tanto ouvir, quando ouço a música lembro dele... e pra ser sincera, a música é bonita... 



Encerrando esse ciclo da vergonha, deixei a queridinha do meu namorido por último... sim, ele gosta muito, já foi pra show e tudo e fica me irritando com ela, por isso a raivinha da cantora...

Paula Fernandes - Meu eu em você.

Confesso que essa porra é bonita e canta bem, mas me recuso a virar fã. hunf u.u Essa música é linda, e quando os vizinhos botam pra tocar, eu fico cantando aqui do quarto. Pronto, falei... E acreditem, pior que a zoação da blogosfera, foi meu namorido zoando da escolha do repertório enquanto preparava o post. MAS PELO MENOS NÃO CURTO ROUGE E BRO'Z, AMOR. Bgs. 




Quanto à Kris, a vingança virá a galope. Me aguarde.
 Amanda, do CdA já respondeu o desafio dela e Lilian, do Poesia na Alma vai postar esses dias. Confesso estar curiosa com a vergonha musical dela... ♥

O que tenho a falar sobre isso é que as músicas de antigamente, mesmo os gêneros que não ouço, como pagode, sertanejo e afins, tinham letras bonitas, que falavam de amor e tudo o mais, mesmo que sejam bregas, você sentia nos artistas um feeling sincero do que eles estavam cantando. De uns tempos pra cá, o que vemos de bandas [principalmente de axé e sertanejas] proliferando com letras sem sentido, estilo bará bará, eu quero tchu tchá, muriçoca soca e 'gustavo lima e você' não tá no 'gibi', como Mainha diz... E isso cansa os ouvidos de qualquer pessoa que tenha um pingo de sensibilidade musical que seja. Desculpa dizer, mas vocês tem péssimo gosto se passam o dia todo ouvindo esse tipo de coisa sem ir buscar nas raízes do gênero musical o que realmente valeria a pena escutar... certas músicas que ouço por aí, me dão dor de cabeça, me irritam, com o extremo mau-gosto de letras e melodias, em vozes desafinadas, mais do mesmo [como as cantoras funk que cantam com a mesma voz, e cada uma tem um nome artístico diferente, mas pareço estar ouvindo a mesma criatura esganiçar...]. 

Com relação à música, sou extremamente chata e intolerante. Quando não gosto, sou do tipo que sai do recinto porque não sou obrigada a ouvir...

Então, é isso... acredito eu que vocês também tem aquelas músicas que dão vergonha de assumir que gostam, me contem aí. Quero rir um pouquinho com [e de] vocês... hehe... Até o próximo post... ^,~


O belo no Grotesco – Os “monstros” da vida real, do cinema e da literatura.

| 13 julho 2015 | 14 Comentários |
Em meu oitavo período de estudos na faculdade, durante minha graduação do curso de História, em 2012, apresentei um trabalho falando sobre personagens de bom caráter que possuem aparência grotesca/monstruosa, do cinema e de obras literárias, fazendo um comparativo com exemplos reais. Procurei alguns personagens que admiro, numa espécie de compilado e resolvi mostrar esse trabalho a vocês, pois acredito que a temática que ele aborda cabe aqui - com termos mais sucintos do que os utilizados no artigo acadêmico... 

a Criatura


O personagem abordado na obra Frankenstein, de Mary Shelley, a Criatura feita por Victor Frankenstein, foi um dos objetos de análise deste trabalho, por seu aspecto grotesco e índole inicialmente bondosa, embora com o decorrer da história tenha sido corrompida por ter sido rejeitado, abandonado e deixado para morrer pelo seu criador. A Criatura pode ser considerada um símbolo dos excluídos, uma espécie de crítica da autora para com a sociedade de sua época. 

Quasímodo...


Outros personagens de livros que merecem destaque se encontram em duas obras de Victor HugoQuasímodo, da obra O corcunda de Notre Dame e Gwynplaine, de seu livro O homem que ri. Escrito em 1831, a história do Corcunda fala sobre uma criança rejeitada por sua deformidade, mas que cresce com o coração bondoso, a ponto de se apaixonar por uma bela moça, Esmeralda, uma cigana de grande beleza. Dá-se o contraste do belo com o grotesco na relação afetuosa que Quasímodo nutre pela cigana, embora esta não enxergue a beleza interior de seu salvador apaixonado, por medo de sua aparência assustadora. 

Gwynplaine, o homem que ri...

De forma parecida, seu personagem Gwynplaine, que na infância foi deformado por pessoas ambiciosas que almejavam sua riqueza. Cresceu como aberração de circo e assim como Quasímodo, nutria paixão por uma bela jovem de nome Dea, esta, cega de nascença. Mais uma vez, o contraste belo/grotesco se faz presente na obra de Victor Hugo. 

O homem-elefante


Dentre os personagens reais retratados no cinema que sofreram preconceito da sociedade em que viveram por suas deformidades destacam-se Joseph Merrick, O homem-elefante, e os personagens circenses do filme Monstros, de 1932. Joseph Merrick possuía uma doença rara que deformava praticamente todo seu corpo, homem de bom caráter que aos cuidados de um médico que o recolheu do circo onde era atração bizarra, pôde viver com dignidade e frequentou os círculos sociais do período Vitoriano, sendo inclusive, convidado a várias celebrações pela própria rainha Vitória. 

cartaz do filme Freaks [1932]


No caso dos personagens circenses de Monstros, estes eram objeto de curiosidade e repugnância pelos frequentadores dos circos que possuíam atrações bizarras, shows de horrores muito comuns no início do século XX. Por suas variadas deformidades físicas, eram considerados aberrações, que viviam à margem da sociedade. No filme, o diretor Tod Browning faz uma crítica de imagens utilizando-se de ícones de beleza de sua época, que possuíam mau-caráter, contrastando com as “aberrações” que tinham um bom coração, uma espécie de “Perfeição” suja e o Grotesco limpo. Os belos do filme eram ruins, e os deformados eram boas pessoas. 

Edward Scissorhands


Como bônus, pois não estava inserido em meu artigo, acrescento o personagem Edward Mãos-De-Tesoura, que tomou forma no ator Johnny Depp, imortalizado no filme homônimo de Tim Burton. Não poderia deixar um dos personagens do cinema que mais admiro e me identifico, fora dessa postagem...  Edward é um rapaz criado em laboratório, mas antes que seu criador concluísse o trabalho, acabou falecendo, deixando no lugar onde deveriam ter mãos... tesouras... Edward vive isolado em seu castelo, num terreno afastado da pequena cidade onde se passa a história. Até que um dia, uma senhora aparece em sua porta, e vendo seu estado de solidão [e após o susto inicial], resolve levá-lo para sua própria casa e mostrá-lo à civilização, que enxerga com surpresa aquele indivíduo tão estranho e descolado, mas que apesar da aparência,  possui um caráter gentil... 

Todos estes personagens tem um fator em comum: alguma característica física que os torna amedrontadores para a humanidade, e por esse motivo são estigmatizados, excluídos, postos à margem do convívio social. Por vezes, a índole bondosa que eles possuíam acabava se perdendo diante de tantas rejeições e preconceito por parte das 'pessoas de bem'. É fato que a estranheza causa desconforto, qualquer coisa que se sobressaia do padrão acaba por ser visto com desconfiança. Não é preciso ter mãos de tesoura, corcunda ou um sorriso que nunca se desfaz para ser marginalizado. Por nossa cor, condição social, religião, orientação sexual ou gosto musical/literário já temos fatores suficientes para muitos nos tratarmos como inferiores. Bem, fica aqui a reflexão... Por vezes, aquilo que se mostra belo e perfeito traz em seu interior uma mácula odiosa, seja ela em falta de caráter ou intolerância com as diferenças... E sim, eu prefiro os 'monstros'. Sempre me juntarei à eles, nas bordas do que chamam de 'mundo'... 


"We accept you, one of us! Gooble Gobble!"

Resenha dupla - a saga do Monstro do Pântano [2 volumes]

| 11 julho 2015 | 13 Comentários |

Cumprindo a terceira meta da Maratona Literária de Inverno 2015, li A saga do Monstro do Pântano Livro 02, produzido por Alan Moore, Stephen Bissette e John Totleben, publicado pela Panini Comics, como cumprimento do Desafio de ler uma obra com imagens ou ilustrações. Já havia lido o primeiro volume uns meses atrás e resolvi ler a segunda parte antes de correr atrás dos livros 03 e 04 e não ficar encalhando HQ na estante sem ler... Sábia escolha minha...

Ainda estou me perguntando porque diabos não tinha lido o volume dois ainda, pois a história é maravilhosa, além de possuir um traço maravilhoso. Então resolvi dar uma relida na outra edição e trazer uma resenha dupla para vocês... 

O primeiro volume reúne as edições 20 a 27 da Saga do Monstro do Pântano, contando algumas histórias de Alec Holland, mas não do início, como pensei que fosse, embora tenha - ao longo da leitura - me familiarizado com a origem de sua existência, desde o acidente em seus laboratório até seu ressurgimento como uma criatura feita de plantas e raízes, que habita um pântano perigoso... A HQ aborda também seu relacionamento com Abby Cable, a bela garota de cabelos brancos, que tem um marido em coma e, se aproximando cada vez mais da criatura, acaba por se apaixonar por ele.


Abby e Alec


Alan Moore é o roteirista da obra e junto com os outros dois, que assinam a arte da revista, assumiram um arco incompleto da história dando uma nova forma aos personagens. Pontas Soltas está inserida nesse encadernado justamente para fechar um 'ciclo' e dar continuidade à obra... Em seguida temos A Lição de Anatomia,  onde o protagonista sofre uma autópsia, mostrando o surgimento de um antigo vilão da DC. e nessa autópsia é revelado que a criatura não é alguém que morreu e sofreu uma transformação e sim, trata-se de uma planta que adquiriu consciência e memória de um morto, se tornando um ser Elemental. 

Apesar de ser considerada uma obra de Terror, o Monstro não assusta ou causa repulsa - ao contrário - ele nos cativa - por sua humanidade perdida/escondida num corpo de monstro. Moore conseguiu salvar a revista dando início a um arco de histórias muito bem construído e que alavancou a venda nos Estados Unidos, criando uma nova linha de histórias em quadrinhos para o público adulto, que viria a se tornar o Selo Vertigo. Com relação à arte, o traço de Bissette é impressionante, dando um ar de rusticidade e dramatização à história, trazendo profundidade aos personagens... 

Para mais detalhes da obra, visite o site da Panini.



No segundo volume da série, que reúne as edições 28 a 34 da Saga, nos deparamos com o monstro enterrando a memória de Alec Holland, numa espécie de despedida às histórias criadas originalmente por Len wein e Bernie Wrightson. 

Na sequência, Amor e Morte nos brinda sendo o primeiro episódio da trilogia Arcane. Abigail Cable é o tema central da história, onde o cheiro dos seus pesadelos impregna sua pele e ela não consegue se desvencilhar dele. Nesse momento da HQ percebemos o porquê dela ser considerada um quadrinho de Horror/Terror. Abby é conduzida à níveis extremos de loucura e sofrimento, e cabe à Alec resgatá-la desse mundo tenebroso de sonhos... Dando continuidade temos os episódios Auréola de Moscas e Balé de enxofre, encerrando essa trilogia.  

Descida entre os mortos é uma descida ao inferno de Dante, descrito em A divina Comédia. Moore caracteriza o inferno como um local de tédio e dor. O Monstro do Pântano é conduzido por esses caminhos tortuosos pro quatro espíritos deslocados: o Desafiador, o Vingador Fantasma, o Espectro e Etrigan, o demônio. 

A parte final do segundo volume dá um enfoque maior à relação de Abby com Alec,inclusive uma cena fantástica de comunhão entre os dois, beirando o transcendental, com um traço incrível aos nossos olhos dando vida ao roteiro de Moore. Seria a consumação do amor entre a garota de cabelos brancos e uma criatura feita de mato, medindo mais de dois metros de altura. E, acreditem, o desabrochar do romance passa longe do mau-gosto, soando até poético... 




Em suma, a Saga do Monstro do Pântano é leitura obrigatória para aqueles que apreciam o trabalho de Alan Moore, bem como os admiradores da DC Comics e Selo Vertigo. Aos que não são familiarizados com esse tipo de história, é uma ótima sugestão para conhecer o vasto mundo de quadrinhos adultos, com pitadas de terror gótico com ambientação nos anos 80. Um deleite aos fãs de quadrinhos... 


Para acompanhar as resenhas da Maratona Literária de Inverno 2015:


Próximo livro da #MLI2015 a ser lido e resenhado, adiantando a segunda semana temática da maratona, será The Walking Dead - A queda do Governador Parte 2. aguardem que haverá resenha... Até mais... 

╬† Literatura no Mundo ╬†

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