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"Deixai toda esperança, ó vós que entrais!" Inferno. A divina Comédia [Dante Alighieri]

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Resenha: Primavera Eterna




Bem, mais uma vez venho escrever uma resenha de um livro que não curti muito, e não estou escrevendo apenas por obrigação de resenhar, porque ganhei a edição numa promoção do Facebook, mas gostaria de expor meu descontentamento com a obra apesar de ter me encantado com a premissa dele... Vamos lá...

Primavera Eterna, da autora Paula Abreu é sobre a história de Maia, uma mulher que leva uma vida normal [leia-se aguada], com um namorado normal, emprego estável e uma vidinha sem grandes emoções [na verdade nenhuma]. Maia pensa num futuro distante em que ela visualiza seus filhos loiros, mas seu namorado atual não é loiro, e então ela lembra de um antigo amor que teve durante a infância, amor platônico por um menino chamado Diogo, que teve que se mudar com a família para os Estados unidos. Mais de dez anos se passaram, e ela resolve tomar uma atitude: pedir férias do trabalho, e mentir para o namorado dizendo que vai viajar para Nova York a trabalho, numa tentativa de reencontrar Diogo e talvez, quem sabe, descobrir o amor que ela nunca revelou pessoalmente quando eram crianças...

Até aí eu simpatizei com Maia, mas a partir do momento que ela revolve o baú de suas memórias, e de quando enviava cartas para Diogo [cartas que nunca formam respondidas] passei a achar a personagem meio sem graça nas conjecturas em que ela se perdia. E quando ela finalmente vai pra Nova York, entra em contato com o cara e começa a fazer comparações de como sua vida é no Rio de Janeiro e sobre como ela deveria ser caso morasse nos Estados Unidos foi a gota d' água pra que eu desanimasse de vez com ela, e com qualquer possibilidade de identificação...

"Se eu tivesse vivido ali desde pequena, eu teria sido alguém completamente diferente. Uma menina cheia de confiança, vaidosa, daquelas que gastavam duas horas fazendo cachos nos cabelos pela manhã e usavam maquiagem para ir à escola. Uma líder de torcida cheia de amigos e disputada pelos meninos mais bonitos da escola."

Diogo é um cara que - pela descrição de Maia - eu gostava apenas quando menino. Se eu fosse a própria, ao reencontrá-lo anos depois, olharia e pensaria: 'como me apaixonei por um cara desses?'. Não vi química nenhuma entre os dois, e até o fato dele ter sido gentil com ela e feito um 'tour' pela cidade e afins, de cara se nota o desfecho da história, que me foi bem previsível e sem graça... 

'Mas Val, não há nada de positivo no livro?' Bem, seria injusta em apontar apenas defeitos. Além do trabalho de diagramação ser bem-feito [não notei erros ortográficos e as páginas são amareladas, folhas grossas e letras grandes, que facilitam a leitura], a capa tem uma proposta bacana, apesar de não ser do meu estilo preferidos em livros, e combina perfeitamente com o título em questão. A escrita da autora, apesar de ter sido uma história que não me envolveu, é bastante fluída e rapidamente dá pra se concluir a leitura, pois não cansa em momento algum... Os capítulos são curtos e se você não está procurando um grande e tórrido romance, ou quer intercalar algo entre leituras mais densas, eis uma opção...

Em suma, Primavera Eterna [que acabou não eternizando nada em mim] é um livro voltado para um público não tão exigente, ou para pessoas que gostem de romances simples 'água-com-açúcar' ou para curiosos mesmo, como eu... Mas se vão ter a mesma opinião que a minha ou vão curtir o livro... só lendo pra descobrir... Espero que, ao contrário de mim, a Primavera de Maia te encante... 


Primavera Eterna
Paula Abreu
Editora Arqueiro
124 páginas.

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Aforismos, devaneios, quotes dispersos e impressões literárias...um baú de antiguidades e pós-modernismo. O obscuro, complexo, distópico, inverso... O horror, o amor, a loucura e o veneno de uma alma em busca de liberdade...

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