Pelas Mulheres Indígenas

| 16 maio 2015 | |
Vi uma resenha no blog da querida Lilian de um livro chamado Pelas mulheres indígenas e achei de cara, uma ótima temática a ser abordada num livrinho de apenas 62 páginas, mas que traz em seu interior histórias que renderiam uma enciclopédia infinda. Histórias de mulheres guerreiras, indígenas, que passaram [e passam] maus bocados na vida mas não desistem de sobreviver num mundo tão hostil e preconceituoso. 



O melhor de tudo é que Lilian postou o link para ler online o livro, e lógico que não perdi tempo e na primeira brecha da minha semana atribulada, dediquei uns bons minutos reflexivos para essa leitura... Não me arrependi, e me senti surpresa, dolorida, compadecida da vida dessas mulheres, me colocando inclusive no lugar de algumas. Creio que não teria força suficiente para passar de cabeça erguida por muito do que elas vivenciaram...


Pelas Mulheres indígenas funciona ainda como uma cartilha para ajudar mulheres que são vítimas da violência de seus maridos e familiares, e mostra também o que fazer e qual órgão procurar a fim de pedir ajuda. Não é vergonha nenhuma garantir que seus direitos sejam assegurados e os culpados por tais violências, punidos. O problema é que muitas mulheres tem medo, por elas mesmas e por suas famílias, que podem sofrer represálias por parte dos atacantes. Mas deixá-los impunes não é a melhor saída...

Ruim mesmo é quando as próprias autoridades responsáveis pela segurança dos cidadãos debocham ou fazem ar de pouco caso quando algum indígena ou mestiço precisa de apoio e segurança. Para isso, existem órgãos que devem ser acionados a fim de fazer valer seus direitos...

Alguns depoimentos do livro/cartilha me chocaram. Abusos, sejam eles físicos ou psicológicos, ameaças de morte, atentados e destruição de vilas inteiras, crianças, idosas e mulheres que tiveram filhos há pouco tempo sendo estupradas, massacradas, exterminadas. Uma crueldade sem limites. Culturas destruídas, falta de alimentos, doenças entre vários outros fatores ruins que marcaram a vida dessas mulheres, desse povo que tanto contribuiu para a cultura do nosso país. Muitos esquecem que antes dos brancos chegarem aqui, a terra já era deles...

O livro foi produzido pela própria comunidade indígena, sem ajuda de grandes editoras ou coisa do tipo. É um conjunto de relatos sem sensacionalismo, é puramente o que se viveu escrito ali, sem apelo emocional barato... Vale muito a pena conferir esse trabalho incrível e chocante. Deixo aqui para vocês o link para quem quiser ler a obra na íntegra. E para quem quiser saber mais acerca do projeto, é só visitar o site aqui.


1 Comentários:

Mariana Oliveira Says:
18 maio, 2015

Ah! Eu também vi lá no blog da Lilian, mas não o li. Já comentei lá que acho a ideia bem legal! E que deveria ser repassada, que bom que o fez :3

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De Bukowski a Dostoievski. Ana Cristina César a Lilian Farias. Deleite-se com a poesia de Florbela Espanca e o erotismo de Anaïs Nin...
Aforismos, devaneios, quotes dispersos e impressões literárias...um baú de antiguidades e pós-modernismo. O obscuro, complexo, distópico, inverso... O horror, o amor, a loucura e o veneno de uma alma em busca de liberdade...

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