"Deixai toda esperança, ó vós que entrais!" Inferno. A divina Comédia [Dante Alighieri]

Páginas

2

O livro de ouro do Recruta Zero Volume 2


Olá, queridos leitores. E o Recruta Zero volta mais uma vez ao blog, dessa vez pelo volume dois d'O livro de outro do Recruta Zero, do autor Mort Walker, publicado pela Ediouro Publicações. Para quem quiser conferir a resenha do primeiro volume, ao fim do post eu vou colocar o link. O que posso falar a respeito dessa segunda edição é que a compilação de tirinhas traz mais aventuras do próprio Zero, do Sargento Tainha, do cozinheiro Cuca e sua comida intragável, e dá vez a alguns personagens que não tiveram capítulos exclusivos na outra edição. 

Como alguns que se destacam nesse volume temos mais uma vez o bobo Dentinho, a Sargento Lorota e suas peripécias com o Sargento Tainha, bem como a relação de sua gata Bella com o cachorro Otto. O capelão dá o ar de sua graça soltando sermões [que ninguém quer ouvir] e apela de todas as formas possíveis para manter a igreja cheia aos domingos [inclusive convidando a senhorita Tetê para participar da reunião religiosa, a fim de que os soldados marquem presença...]



Diferente do volume anterior, onde os capítulos eram divididos exclusivamente por personagens, O livro de ouro dois faz uma divisão de capítulos [também] por situações rotineiras do quartel, como por exemplo, Sessão xingamento, sessão pancada e respeitando a hierarquia - frisando que em todas o Zero se ferra de alguma forma... *risos*...




O valor do quadrinho é de apenas $19.90 e digo, para os fãs das tirinhas de Walker, é imprescindível ter na coleção. São apenas dois volumes, então não tem desculpa de não poder se estender em coleções gigantes. Além do mais, ficam muito bonitas na estante. As ilustrações ao fim da HQ são interessantes, inclusive são leiloadas nos Estados Unidos, por se tratarem de esboços originais do autor. O livro de ouro do Recruta Zero é um presente para os mais nostálgicos que, assim como eu, vivenciaram a infância nos anos 80/90. O livro conta com 128 páginas recheadas de humor de primeira qualidade, bem no clima de quartel maluco. Quem gosta de humor simples e original, certamente vai apreciar as aventuras do Recruta Zero e seus amigos... 



A Ediouro planeja trazer outros personagens das décadas de ouro para a banca/livraria mais próxima de você. Eles não revelaram ainda quais os títulos, mas é certo vir coisa boa por aí... Fiquem de olho. E qualquer novidade, eu conto por aqui...
Espero que tenham curtido a resenha.
Beijos...



Post relacionado:
O livro de ouro do Recruta Zero Volume 1
5

A aposta em livros de colorir...

Ultimamente vem sendo lançados no mercado editorial brasileiro uma verdadeira enxurrada de livros para colorir, que servem como hobby, terapia e afins para um público amplo, de várias faixas etárias. Pensando no sucesso e no bom retorno que essas vendas estão tendo, é natural que várias editoras tentem fazer um diferencial para o público leitor [ou pintor]... Sendo assim, o Grupo Editorial Autêntica, através do selo Gutemberg, não ficou de fora desse boom e traz para seus leitores alguns lançamentos de livros para colorir... Conheçam alguns deles:







Como podem perceber, há para todos os gostos e estilos. Pessoalmente, ainda não tive contato com tais livros de colorir, mas me parecem interessantes. Quem sabe um dia eu me aventure nesse mundo de cores que o mercado editorial está trazendo para o Brasil... 

Até o próximo post...
3

Eventos Literários em Pernambuco

Pernambuco vem tendo um boom de eventos literários nos últimos meses e isso me deixa muito feliz. Mostra que em nosso estado temos leitores pra diversos gostos e algumas editoras já estão percebendo o potencial desses leitores. A editora Galera Record traz para Pernambuco o Mochilão da Record, no dia 30 de maio. Local? Shopping RioMar, dentro do teatro da Livraria Cultura. Haverá distribuição de senhas e pretendo chegar cedo pra garantir logo a minha. Então, fiquem ligados nas novidades que a editora vai trazer pra gente... Além de Recife, outras capitais vão sediar o mochilão, fiquem de olho nas redes sociais da editora para descobrir o calendário de seu estado.



No dia seguinte ao Mochilão da Record, haverá um evento de Romances de Época da Editora Arqueiro, será realizado na Livraria Leitura do Shopping Tacaruna. Penso em ir pra esse evento também, se não estiver muito cansada do dia anterior... O horário: 16 horas. Mais informações, visite a página do evento no Facebook.



E como eu havia falado anteriormente, eis a temática da Roda de Leitura de Junho, a ser realizada no dia 28: A saga Bruxos e Bruxas, de James Patterson. Para saber mais, acompanhe a FanPage da Roda e  evento do Facebook. 

Gostaria de pedir a blogueiros parceiros ou ex-parceiros da Editora Novo Conceito, que se tiverem algum brinde do kit do primeiro livro [vareta, bloquinho ou marcador] e queiram disponibilizar para que possamos sortear na Roda, eu agradeceria muito. Como é a Roda em comemoração a um ano, gostaria muito de poder montar um kit para sortear no dia. Já tenho um exemplar de O Dom como brinde e gostaria de montar um kit. Se puder me ajudar, me envie um e-mail psychokillerstrange@gmail.com e eu dou mais detalhes... 



0

Resenha: Primavera Eterna




Bem, mais uma vez venho escrever uma resenha de um livro que não curti muito, e não estou escrevendo apenas por obrigação de resenhar, porque ganhei a edição numa promoção do Facebook, mas gostaria de expor meu descontentamento com a obra apesar de ter me encantado com a premissa dele... Vamos lá...

Primavera Eterna, da autora Paula Abreu é sobre a história de Maia, uma mulher que leva uma vida normal [leia-se aguada], com um namorado normal, emprego estável e uma vidinha sem grandes emoções [na verdade nenhuma]. Maia pensa num futuro distante em que ela visualiza seus filhos loiros, mas seu namorado atual não é loiro, e então ela lembra de um antigo amor que teve durante a infância, amor platônico por um menino chamado Diogo, que teve que se mudar com a família para os Estados unidos. Mais de dez anos se passaram, e ela resolve tomar uma atitude: pedir férias do trabalho, e mentir para o namorado dizendo que vai viajar para Nova York a trabalho, numa tentativa de reencontrar Diogo e talvez, quem sabe, descobrir o amor que ela nunca revelou pessoalmente quando eram crianças...

Até aí eu simpatizei com Maia, mas a partir do momento que ela revolve o baú de suas memórias, e de quando enviava cartas para Diogo [cartas que nunca formam respondidas] passei a achar a personagem meio sem graça nas conjecturas em que ela se perdia. E quando ela finalmente vai pra Nova York, entra em contato com o cara e começa a fazer comparações de como sua vida é no Rio de Janeiro e sobre como ela deveria ser caso morasse nos Estados Unidos foi a gota d' água pra que eu desanimasse de vez com ela, e com qualquer possibilidade de identificação...

"Se eu tivesse vivido ali desde pequena, eu teria sido alguém completamente diferente. Uma menina cheia de confiança, vaidosa, daquelas que gastavam duas horas fazendo cachos nos cabelos pela manhã e usavam maquiagem para ir à escola. Uma líder de torcida cheia de amigos e disputada pelos meninos mais bonitos da escola."

Diogo é um cara que - pela descrição de Maia - eu gostava apenas quando menino. Se eu fosse a própria, ao reencontrá-lo anos depois, olharia e pensaria: 'como me apaixonei por um cara desses?'. Não vi química nenhuma entre os dois, e até o fato dele ter sido gentil com ela e feito um 'tour' pela cidade e afins, de cara se nota o desfecho da história, que me foi bem previsível e sem graça... 

'Mas Val, não há nada de positivo no livro?' Bem, seria injusta em apontar apenas defeitos. Além do trabalho de diagramação ser bem-feito [não notei erros ortográficos e as páginas são amareladas, folhas grossas e letras grandes, que facilitam a leitura], a capa tem uma proposta bacana, apesar de não ser do meu estilo preferidos em livros, e combina perfeitamente com o título em questão. A escrita da autora, apesar de ter sido uma história que não me envolveu, é bastante fluída e rapidamente dá pra se concluir a leitura, pois não cansa em momento algum... Os capítulos são curtos e se você não está procurando um grande e tórrido romance, ou quer intercalar algo entre leituras mais densas, eis uma opção...

Em suma, Primavera Eterna [que acabou não eternizando nada em mim] é um livro voltado para um público não tão exigente, ou para pessoas que gostem de romances simples 'água-com-açúcar' ou para curiosos mesmo, como eu... Mas se vão ter a mesma opinião que a minha ou vão curtir o livro... só lendo pra descobrir... Espero que, ao contrário de mim, a Primavera de Maia te encante... 


Primavera Eterna
Paula Abreu
Editora Arqueiro
124 páginas.
9

Parceria: Cláudio Duffrayer

Olá, pessoas. Venho anunciar através deste post a nova parceria que o blog conseguiu, com Cláudio Duffrayer, autor do livro Noturna e outros poemas. O livro foi publicado pela Editora Multifoco. Claudio Quiroz Duffrayer é carioca e estuda Letras na Universidade Federal do Rio de Janeiro [UFRJ]. Noturna e outros poemas é seu primeiro livro, mas ele tem ainda um ensaio publicado na revista Pequena Morte, chamado O mergulho no desconhecido. 



Noturna e outros poemas pode ser encontrado no Skoob. Clique aqui e o adicione à sua estante.
Sinopse [retirada do Skoob]:


Noturna e outros poemas - O livro de estreia de Cláudio Duffrayer, Noturna e outros poemas, com ilustrações de Thaís Melo é composto da mescla de poesia e prosa poética escapando das armadilhas de uma linguagem sintética e contida para se espraiar na escrita do detalhe, do ornamento, dos arabescos. Anjos, demônios, esfinges, esqueletos, criaturas espectrais testemunham, junto à fauna noturna de mariposas, serpentes e hienas, o interesse do poeta por um universo sobrenatural e fantasmagórico onde o gosto por uma beleza melancólica impregna a imaginação criadora. Não é à toa que referências a mestres da literatura fantástica e de mistério aparecem: H. P. Lovecraft, Edgar A. Poe, Göttfried Bürger ecoam como vozes da tradição encenada por Claudio Duffrayer neste livro publicado hoje, em pleno início do século XXI, pela Editora Multifoco.


Noturna e outros poemas
Cláudio Duffrayer
Editora Multifoco
58 páginas.

2

Lançamentos da Autêntica Parte III

Fechando o ciclo de lançamentos do Grupo Editorial Autêntica trago para vocês os últimos lançamentos do mês de Maio. Na linda de suspense, através do Selo Vestígio, a editora traz dois maravilhosos títulos. Além destes, temos também dois livros na linha infantil, para agradar aos filhos, alunos, sobrinhos...

vamos conhecer?

Jack, o Estripador em Nova York

Carver Young sonha ser um detetive, apesar de ter crescido num orfanato, tendo apenas romances policiais e a habilidade de abrir fechaduras para estimulá-lo. Entretanto, ao ser adotado pelo detetive Hawking, da mundialmente famosa Agência Pinkerton, Carver não só tem a chance de encontrar seu pai biológico como também se vê bem no meio de uma investigação de verdade, no encalço do cruel serial killer que está deixando Nova York em pânico total. Mas quando o caso começa a ser desvendado, a situação fica pior do que ele poderia imaginar, e sua relação com o senhor Hawking e com os detetives da Nova Pinkerton entra em risco. À medida que mais corpos aparecem e a investigação ganha contornos inquietantes, Carver precisa decidir: de que lado realmente está? Com diálogos brilhantes, engenhocas retrofuturistas e a participação de Teddy Roosevelt, comissário da polícia de Nova York que viria a ser presidente dos Estados Unidos, Jack, o Estripador em Nova York desafiará tudo o que você pensava saber sobre o assassino mais famoso do mundo. E o deixará sem fôlego!

Selo Vestígio
Edição 1
288 páginas.

Sherlock Holmes no Japão

Os jornais de 1893 trazem, entre outras, as seguintes manchetes: “Rei Kamehameha III, do Havaí, declara o Dia da Restauração da Soberania”, “Tensão entre China e Japão cresce por causa da Coreia”, “Sacerdote sênior do Templo Kinkaku-ji é encontrado morto em circunstâncias misteriosas”.
O Dr. John H. Watson recebe uma estranha carta de seu amigo, supostamente morto, e parte para Tóquio. No navio, seu calmo e distinto colega de cabine é assassinado a apenas uma porta de distância. Ao mesmo tempo, nas casas de ópio de Xangai e nos becos de Tóquio, homens sinistros fazem planos malignos. E o Professor Moriarty monitora o mundo por meio de suas redes criminosas, elaborando um mapa para a dominação mundial.

Selo Vestígio
Edição 1
224 páginas.


Céu de fundo do Mar e outras histórias

Não simplesmente por causa das laranjeiras enfileiradas dos dois lados da rua principal. 
Nem apenas pelo sempre perfume de laranja madura. Tampouco pelas fumaças, fugidas dos tachos, que se exibiam à frente dos turistas, puxando os olhares para as janelas com legendas: Doce de Laranja. Não era por nada disso, mas existia mesmo uma estranha e mágica névoa alaranjada naquele lugar.”
E foi dentro dessa névoa alaranjada que Carolina e seu irmão Zezin viveram os desacontecimentos dos dias, junto com o filhote de dragão que tinha espírito de formiga, enquanto o quintal poderia virar um mar cheio de peixes e os garotos da escola voavam por dentro das histórias, puxados pelo colega que não se chamava Albano, até um céu de fundo do mar.

Editora Autêntica
Edição 1
64 páginas

O sonho de Borum
A Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ) – seção brasileira do International Board on Books for Young People (IBBY), cuja missão é divulgar livros de qualidade para crianças e jovens –, reconhecendo o trabalho inédito da es- crita literária criada por indígenas para esse público, e como ação de fortalecimento da nova década dos povos indígenas (2005-2015), proclamada pela UNESCO, criou, em 2004, em parceria com o Instituto Indígena Brasileiro para Propriedade Intelectual (INBRAPI), por meio do Núcleo de Escritores e Artistas Indígenas (NEArIn), o Concurso Tamoios de Textos de Escritores Indígenas. A obra O sonho de Borum, de Edso Krenak, é a vencedora do 10o Concurso Tamoios de Textos de Escritores Indígenas. A Autêntica Editora, unindo-se a essa ação inovadora, publica o texto vencedor, possibilitando que este, transformado em livro, seja lido por mais pessoas.


Editora Autêntica
Edição 1
32 páginas.


O que aguardam para o mês de Junho? Coisa boa vem vindo por aí... 

4

13ª Roda de Leitura em Paudalho - Auto da Compadecida, de Ariano suassuna

Olá, pessoas. Venho através deste post mostrar a vocês como foi realizada a nossa 13ª edição da Roda de Leitura aqui na cidade. Diferente das outras, essa roda deu muita gente. Nunca tínhamos um público tão grande antes. Provas de que o Projeto está melhorando a cada mês...


brindes do mês

A obra discutida foi O auto da compadecida, do grande Ariano Suassuna. Quem não teve tempo de ler a obra, certamente já tinha visto o filme, então o debate girou em torno de livro e filme... Falamos sobre conceitos de religião e a fé do homem nordestino, bem como das intempéries que o homem do sertão precisa enfrentar a cada dia, discutimos sobre a seca, a fome, a miséria que assola o povo do nordeste e de como - apesar de tantos problemas - ele nunca perde o humor e a generosidade. 


Selfie geral, com a maioria que estava lá...

Houveram comparações com outras obras publicadas sobre o povo nordestino, como Vidas Secas, de Graciliano Ramos e O quinze, de Rachel de Queiroz. Em um dado momento, Nathy fez uma alusão ao teatro de Gil Vicente e em como Ariano trouxe em suas obras essa herança da literatura portuguesa [os autos] para suas próprias histórias. 

Fizemos algumas brincadeiras entre os participantes, não houve Quiz dessa vez e voltamos com a encenação do teatro. Alguns tiveram que fazer uma prova declamando o trecho em que o personagem João Grilo invoca Nossa Senhora. Foi muito bacana a participação e integração de todos nessa roda.


Finalizado o teatro, e após a distribuição dos prêmios aos sorteados e os marcadores de 'consolação' pra quem não ganhou nada, encerramos a Roda de Leitura de Maio com a sensação de dever cumprido, de meta alcançada. A visibilidade que tivemos nesta última roda anda rendendo nas redes sociais... Espero que isso motive a outras pessoas em criarem projetos como esse, de incentivo à literatura ou a outro tipo de arte/cultura. E aguardem que logo venho falar da Roda de Leitura do mês de junho, que será uma confraternização de um ano do evento na cidade...

Gostaria de agradecer às pessoas que andam ajudando no Projeto, doando livros, marcadores, e afins, ou divulgando nas redes sociais. Um agradecimento em especial à minha professora Kalina, da Universidade de Pernambuco, a Glenda [que mesmo não sendo da organização] contribui confeccionando artesanato com temática de livros para sortearmos e à Dedê, dono do sebo que vez ou outra disponibiliza livros para serem sorteados. Em nome da organização, venho mostrar a gratidão para com a Roda de Leitura. Ah, sem esquecer o apoio dos membros do Dose Literária, que sempre estão divulgando e compartilhando as news da Roda pelo Facebook. 


Abaixo, quem me ajuda com o projeto: Nathalia, Carlinhos e Danilo.

organizadores


Espero que tenham curtido o post. Mês que vem trarei mais novidades sobre o evento...


2

Lançamentos de Maio Grupo Autêntica Parte II

Olá, pessoal. Trago para vocês mais alguns lançamentos de Maio que a Editora Autêntica nos trouxe... Espero que curtam a listinha...


Ensino [d]e História Indígena

Direcionado aos professores do ensino médio, Ensino (d)e História Indígena disponibiliza estudos ancorados no que há de melhor e mais atual no campo das pesquisas acadêmicas sobre a temática indígena. O livro é um aliado para a implementação da Lei 11.645/08, que torna obrigatório o ensino de história e cultura indígenas nas escolas brasileiras. Os casos apresentados funcionam como roteiros capazes de enriquecer o trabalho das salas de aula, seja ele destinado a ministrar aulas expositivas, a orientar pesquisas ou mesmo a exercitar a prática do debate bem orientado.

Editora Autêntica
Edição 1
208 páginas.






Construções da Felicidade

Como pensar as relações entre democracia, liberdade e felicidade? Por quais desvãos a busca pela felicidade pode desviar seu rumo e redundar em seu oposto, de tal maneira que indivíduos e sociedades se convertam, à sua revelia, em construtores de autoritarismo e de infelicidades? 
Essas e outras interrogações tão difíceis quanto vitais foram desenvolvidas em perspectivas diversas nos ensaios que compõem este livro. Com intervenções de destacados pensadores e militantes de oito países, os debates suscitados pelas questões levantadas puseram em interlocução diversos núcleos de invenções democráticas.

Editora Autêntica
Edição 1
392 páginas




Ensaios para uma história da arte de Minas Gerais no século XIX
O livro, ao tratar com maestria da história da arte, traz também contribuições a várias outras dimensões daqueles densos tempos de transição. Os textos, em seu conjunto, tratam fortemente das políticas e práticas de memória e de esquecimento; das ações de construção e de destruição de patrimônio e lugares de memória. Como não deixar de ver e sentir nos textos aqui reunidos os impactos sofridos pela cidade de Ouro Preto, sua população e seu patrimônio histórico e artístico, com a mudança da capital do estado para Belo Horizonte? Como não perceber, também, nas penas, nas telas, nos textos de alguns dos artistas aqui reunidos, as primeiras tentativas de denunciar e proteger o importante patrimônio artístico da antiga capital mineira?

Editora Autêntica
Edição 1
215 páginas


História Oral na sala de aula

A história oral é uma prática fascinante que permite a apreensão do mundo a partir das lembranças dos indivíduos. Como método de pesquisa, ela conduz a um conhecimento inovador e sempre dinâmico, questionando a visão do saber (histórico ou não) como algo pronto. Como recurso pedagógico interdisciplinar, ela permite desenvolver nos estudantes novas habilidades de leitura e escrita; estimular seu trabalho criativo e conectá-los às suas comunidades.

Editora Autêntica
Edição 1
208 páginas








Bartleby, ou da contingência - seguido de Bartleby, o escrevente.

Publicado na Itália, dois anos antes do primeiro volume de Homo Sacer: o poder soberano e a vida nua (1995), este pequeno texto de Agamben poderia ter sido completamente ofuscado pela proximidade com o livro mais conhecido do filósofo italiano, não fosse Bartleby um dos personagens mais insistentes em sua obra e a categoria de potência, aqui longamente desenvolvida, a mais importante de todo o seu pensamento. Em Bartleby, ou da contingência, publicado na Itália em 1993, Agamben pretende que, mais do que uma zona de indiscernibilidade entre o sim e o não, o preferível e o não preferido, a figura de Bartleby e a sua fórmula desconcertante abrem, sobretudo, uma zona de indiscernibilidade entre a potência de ser (ou de fazer) e a potência de não ser (ou de não fazer).

Editora Autêntica
Edição 1
112 páginas.



Confesso que leria todos dessa lista. Principalmente para a área de educação, são ótimos títulos que podem ser utilizados em sala de aula... Espero que gostem dos lançamentos. Qual[is] desse[s] vocês leria[m]? Até a próxima e boa quinta-feira a todos...
12

Borges e a História da Eternidade

Meu primeiro contato com Jorge Luis Borges se deu na faculdade em meu segundo período, em 2009, quando pagava uma cadeira de Análise do Discurso, onde tínhamos que ler algumas obras literárias clássicas estipuladas no início do semestre pela professora e resenhá-las, uma por semana... Entre os autores da lista, pude conhecer alguns autores fantásticos pelos quais me apaixonei, outros nem tanto e Borges era o último da lista... Então, tive que ler a obra Ficções em pdf porque não tinha o livro físico, às pressas pois já estava no final do período, e fiz uma resenha um tanto medíocre, [Como um amigo meu diria, 'feita nas coxas']

Não preciso dizer que o contato foi desastroso, e apesar de ser um livro curto, não me senti apegada a escrita de Borges, mas não quis desistir dele, e uns anos depois compro uma edição de Ficções a fim de dar uma segunda chance. Mas recentemente ganhei o livro História da eternidade, que é na verdade uma espécie de ensaio crítico sobre a eternidade, dividida em alguns capítulos e por se tratar de um livro curtinho, resolvi ler. Adianto que a leitura de Jorge Luis Borges é complexa, difícil, cheia de termos metafísicos e afins, então li calmamente, sorvendo a leitura em pequenos goles...



O livro inicia com uma introdução sobre a obra de Borges, e de um prólogo, já dando ao leitor um aperitivo do que estaria por vir. Inicialmente, ele aborda a História da eternidade, dando ênfase às suas opiniões, embasadas em escritos de filósofos da Antiguidade, como Platão e Plotino, sobre o Tempo, elemento sempre presente na Humanidade. Discute sobre a Santíssima Trindade do Cristianismo e cita Agostinho em seus escritos.

A seguir, ele traz um capítulo falando sobre as Kenningar da poesia islandesa e outro falando sobre a metáfora, ainda abordando a obra literária da Islândia. Logo após, ele faz uma crítica a teoria do Eterno Retorno que Nietzsche defendia, segundo alguns acreditam. Confesso que nessa parte do livro me senti perdida conjecturando sobre isso, pois tinha com essa Lei do Eterno Retorno boa parte de minha filosofia pessoal. Não me senti agredida pela opinião de Borges, e sim como se ele estivesse quebrado vários dos meus dogmas, me deixando aturdida, como se tivesse perdido a conexão com 'algo' que não sei explicar... 

"O número de todos os átomos que compõem o mundo é, embora descomunal, finito, e só capaz, como tal, de um numeroso finito (embora também descomunal) de permutações. Num tempo infinito, o número das permutações possíveis deve ser alcançado, e o universo tem de se repetir. Novamente nascerás de um ventre, novamente crescerá teu esqueleto, novamente chegará esta mesma página às tuas mãos iguais, novamente percorrerás todas as horas até a de tua morte incrível." 

Diz ele que essa assertiva é a ordem 'habitual desse argumento, do prelúdio insípido ao enorme desenlace ameaçador' atribuído no caso, a Nietzsche. 

Não me considero uma estudiosa profunda do Eterno Retorno nem conhecedora da obra de Nietzsche, tampouco da extensa obra Borgiana, mas pelo pouco que entendi desse assunto relevante a mim, consultando umas opiniões alheias e baseadas até em Teosofia, não concordei com a forma simplória como Borges nomeou a lei do Cíclico. Mas admirei como ele elucidou argumentos que me deixaram num estado de reflexão acerca do tema, e me mostrou que preciso me aprofundar mais em estudos que tratem da temática, seja os que defendem a teoria, como aqueles que a criticam negando sua existência...

Ao longo do Ensaio o autor argumenta usando Cícero, Tácito e Schopenhauer. Encerrando o livro, ele fala sobre os tradutores do clássico As mil e uma noites, e como essas histórias chegaram até nós, aqui no Ocidente. Interessante salientar que ao fim dos capítulos, ele sempre expõe as obras lidas e pesquisadas a fim de emitir sua opinião sobre tais assuntos. 

História da Eternidade é uma publicação da Editora Globo. Espero que tenham gostado e/ou entendido algo do post, e se ficaram confusos com relação a algo que eu citei, me falem nos comentários... Vezemquando é bom flertar com algo mais complexo e metafísico, obras assim 'fazem pensar', e ao menos pra mim, é uma ótima forma de sair da 'zona de conforto'...

"Imortal o instante. [...] Por esse instante eu suporto o Regresso."



1

Pelas Mulheres Indígenas

Vi uma resenha no blog da querida Lilian de um livro chamado Pelas mulheres indígenas e achei de cara, uma ótima temática a ser abordada num livrinho de apenas 62 páginas, mas que traz em seu interior histórias que renderiam uma enciclopédia infinda. Histórias de mulheres guerreiras, indígenas, que passaram [e passam] maus bocados na vida mas não desistem de sobreviver num mundo tão hostil e preconceituoso. 



O melhor de tudo é que Lilian postou o link para ler online o livro, e lógico que não perdi tempo e na primeira brecha da minha semana atribulada, dediquei uns bons minutos reflexivos para essa leitura... Não me arrependi, e me senti surpresa, dolorida, compadecida da vida dessas mulheres, me colocando inclusive no lugar de algumas. Creio que não teria força suficiente para passar de cabeça erguida por muito do que elas vivenciaram...


Pelas Mulheres indígenas funciona ainda como uma cartilha para ajudar mulheres que são vítimas da violência de seus maridos e familiares, e mostra também o que fazer e qual órgão procurar a fim de pedir ajuda. Não é vergonha nenhuma garantir que seus direitos sejam assegurados e os culpados por tais violências, punidos. O problema é que muitas mulheres tem medo, por elas mesmas e por suas famílias, que podem sofrer represálias por parte dos atacantes. Mas deixá-los impunes não é a melhor saída...

Ruim mesmo é quando as próprias autoridades responsáveis pela segurança dos cidadãos debocham ou fazem ar de pouco caso quando algum indígena ou mestiço precisa de apoio e segurança. Para isso, existem órgãos que devem ser acionados a fim de fazer valer seus direitos...

Alguns depoimentos do livro/cartilha me chocaram. Abusos, sejam eles físicos ou psicológicos, ameaças de morte, atentados e destruição de vilas inteiras, crianças, idosas e mulheres que tiveram filhos há pouco tempo sendo estupradas, massacradas, exterminadas. Uma crueldade sem limites. Culturas destruídas, falta de alimentos, doenças entre vários outros fatores ruins que marcaram a vida dessas mulheres, desse povo que tanto contribuiu para a cultura do nosso país. Muitos esquecem que antes dos brancos chegarem aqui, a terra já era deles...

O livro foi produzido pela própria comunidade indígena, sem ajuda de grandes editoras ou coisa do tipo. É um conjunto de relatos sem sensacionalismo, é puramente o que se viveu escrito ali, sem apelo emocional barato... Vale muito a pena conferir esse trabalho incrível e chocante. Deixo aqui para vocês o link para quem quiser ler a obra na íntegra. E para quem quiser saber mais acerca do projeto, é só visitar o site aqui.


6

12ª roda de Leitura - Literatura de Segunda Guerra + próxima Roda [em maio]



Hello, people. Trago para vocês o que andou rolando na última Roda de Leitura realizada aqui em Pernambuco. A temática do mês de Abril foi Literatura de Segunda Guerra, onde discutimos 5 obras: O menino do pijama listrado, O diário de Anne Frank, A HQ Maus, A menina que roubava livros e O pianista. Apesar de alguns contratempos [sempre tem], a roda foi maravilhosa. 

Prêmios


Além dos sorteios de brindes e Quiz, tivemos uma discussão sobre ser uma minoria prestes a ser exterminada, e qual o sentido de se fortalecer preconceitos por causa da etnia das pessoas... Sentimentos de nacionalismo, religião e afins também entraram no debate. Como eu disse, foi bem proveitoso e deixou os participantes bem reflexivos...


Selfie geral


Mais uma vez contei com a presença de alguns dos meus alunos e de vários amigos que sempre marcam presença nas Rodas. Agradeço a Deus pelo projeto estar dando certo, e gostaria de agradecer também às pessoas que apoiam a Roda de alguma maneira, e ajudam compartilhando, divulgando ou mesmo doando material para ser sorteado nos eventos... 

Eu e os 'premiados' dessa edição...


Para finalizar, quero deixar registrado que a próxima Roda de Leitura será realizada agora, no dia 17 de maio de 2015, com a temática de Movimento Armorial e o Auto da Compadecida, de Ariano Suassuna. Mais informações neste link, e se puderem, curtam a FanPage da Roda no Facebook. Quem for de Paudalho e redondezas, compareça. Será muito bem-vindo[a]!


Até a próxima, pessoal... Beijos ^.~


4

Lançamentos de Maio do Grupo Autêntica Parte I

Ola, leitores queridos. Trago para vocês alguns lançamentos do Grupo Editorial Autêntica do mês de maio. Já adianto que tem muito título bacana, do HQ a livros de colorir. Aos educadores/professores tem alguns títulos que podem ser usados em sala e/ou trabalhos... Vamos lá?


Pela Gutemberg temos três obras:


O Livro do Amor

Tem gente que faz nosso coração bater mais forte. Que coloca um sorriso em nosso rosto. Que faz a gente acreditar no amor. É gente que combina com a gente em tudo, que torna nossos sonhos reais, que nos dá força e coragem pra viver a vida. Para esse tipo de gente, há um jeito todo especial de dizer eu te amo: este livro cheio de mensagens de amor, feito com muito carinho, que você merece muito receber.

Editora Gutenberg  
Edição: 1
95 páginas.




Um Jardim de Cores

Inspire-se na beleza e na vitalidade da Mãe Natureza com este lindo livro ilustrado. Deixe o seu lado criativo vaguear livremente enquanto você celebra as maravilhas do nosso ambiente natural.

Você vai relaxar enquanto desfruta este livro, repleto de ilustrações impressionantes, cheias de flores, jardins e muito mais.

Editora Gutemberg
Edição: 1
96 páginas.

Clica aqui



Grandes Mistérios da História

Existem acontecimentos históricos que são nebulosos, misteriosos. O caminho da humanidade é repleto de lacunas, que por vezes acabam sendo preenchidas com as mais incríveis hipóteses, muitas delas chamadas de “teorias da conspiração”, ou seja, resultantes de interesses de determinados grupos, sem deixar que as pessoas saibam da verdade. Fica uma interrogação no ar: o que teria de fato ocorrido?
Neste livro, segredos, profecias, mistérios, crimes sem solução e fatos sem explicação são colocados sob os holofotes e discutidos à luz de evidências e contraprovas, para que o leitor tire suas conclusões sobre o que é fato, elucubração, verdade ou conspiração.

Editora Gutemberg
Edição: 1
176 páginas.





A Editora Nemo também traz novidades...


Como eu realmente... Volume 2

O lado meio esquisito da nossa imaginação é mais profundo do que esperávamos. Neste volume, acompanhamos a Niazinha enquanto ela enfrenta suas fraquezas pessoais, lida com uma mãe particularmente paranoica, reflete sobre alguns dos grandes problemas do mundo e viaja para além da nossa dimensão.

Será que ela chegará a tempo de impedir o que a Srta. Garrinhas talvez esteja tramando?

Editora Nemo
Edição: 1
80 páginas.




Primeiras Vezes
No universo imaginado por Sibylline, os protagonistas são sempre mulheres. Mesmo a passiva e futurista “boneca inflável” posta em cena por Rica é dotada de pensamento e zomba do homem que acredita dominá-la. Mas se as dez histórias de Primeiras vezes saíram da imaginação de uma única roteirista, as imagens que as sublimam emanam tanto de rapazes quanto de garotas. Que só podem, no entanto, exprimir sua liberdade estilística e seu talento dentro do quadro imposto pela Dominatrix Sibylline! A imposição se revela diabolicamente excitante: cada uma de nossas heroínas descobre – pela primeira vez, pois – um novo “rosto”, inesperado ou havia muito desejado, de sua libido.

Editora Nemo
Edição: 1
112 páginas

Estes dias posto mais alguns lançamentos. Aguardem... 
Algum desses te atraiu? Qual[is] você leria? Me conte nos comentários... ^.~
8

TAG - Confissões de um Bibliófilo

Fui indicada pelo querido Airechu, do blog MultiversoX a responder essa TAG bacana. Ela é muito simples, só basta responder algumas perguntas sobre nossos hábitos de leitura... Eis as perguntas...




1 - Qual é o gênero de literatura que você se mantém longe? 


autoajuda, religiosos e estilo 50 tons de ser... 



2 - Qual é o livro que você tem na estante e tem vergonha de não ter lido? 

Tenho Lolita, mas ainda não me atrevi a pegar da estante... mas desse ano não passa [espero] *risos*



3 - Qual é o seu pior hábito enquanto leitor(a)? 

Simplesmente desleixo do serviço doméstico, a bagunça vai acumulando quando pego uma leitura bem eletrizante, que não me deixa fazer outra coisa além de lê-lo... 



4 - Você costuma ler a sinopse antes de ler o livro? Lê todos os livros para resenha que são enviados pelos parceiros? 

Leio quase sempre. E também as orelhas, epígrafes... *risos*. Leio todos os que me enviam para parceria. A meu tempo, claro, porque não suporto prazos estipulados. Ler sob pressão faz com que a leitura não seja prazerosa, e o intuito de ler é justamente ter prazer e me deliciar com o livro. Mas claro que não vou demorar anos pra ler um livro de parceria, mas costumo deixar claro para os parceiros que posso demorar uns meses... mas sempre leio, sempre resenho...


5 - Qual é o livro mais caro da sua estante? 

Uma Graphic novel de Catel e Bocquet, Kiki de Montparnasse. Me custou 32.00 reais na Bienal de 2011. O preço original dele é é média 80.00 reais... 



6 - Você compra livros usados/em sebo?


Sempre. Na cidade vizinha tem um, então quase todo mês tô lá 'batendo o ponto'. Digamos que 65% de minha estante é composta de livros usados. 



7 - Qual é a sua livraria (física) preferida?

Gosto bastante da Livraria Cultura e da Saraiva. Quando vou à capital [Recife] sempre dou um jeito de passar em uma delas...



8 - Qual é a sua livraria online preferida? 

Estante Virtual e Submarino.



9 - Você tem um orçamento (mensal) para comprar livros? 

Na verdade não, mas gasto boa parte do meu dinheiro em livros, hábito que estou tentando evitar de uns tempos pra cá, por falta de espaço na estante e porque preciso sair, ver amigos, comprar outras coisas, enfim... 



10 - Quem você “tagueia”?

Amanda do Conversas de Alcova, Lilian do Poesia na Alma e Alice, do Seguindo o Coelho Branco...


4

Minha estreia com Jô Soares: As esganadas

Não falo apenas de livros que me encantaram aqui no blog. Volta e meia me deparo com alguma leitura que, embora famosa ou bem-quista pelo mundo literário, não me empolgou como eu esperava... Expectativa demais em cima do autor/história? Momento não-propício para tal leitura? Não sei responder... mas é verdade que [quase] nunca pego um livro para ler sem vontade, sem que o mesmo me chame da prateleira... enfim...




Há um bom tempo gostaria de conhecer o trabalho literário de Jô Soares, e o título O xangô de Baker Street já havia me fisgado. Quem me conhece sabe que gosto de títulos/capas peculiares, e que por muitas vezes são esses os motivos pra que eu leve uma obra 'desconhecida' para casa, mas como o título de Jô que chegou primeiro às minhas mão foi As esganadas, achei conveniente a curiosidade de ler sem pressa pelo fato de ter o livro em mãos... Pois bem...

O começo do livro me foi fluido, não senti dificuldade na escrita nem em me habituar à história, que trata de um assassino psicopata que mata apenas mulheres gordas, utilizando-se de alguns subterfúgios [bem clichês, eu diria] para 'fisgar' suas vítimas... A identidade do assassino se faz evidente nas primeiras páginas, a narrativa faz com que o leitor acompanhe a maneira como os detetives irão agarrá-lo. 

É nessa parte que a coisa toda descamba para certo mal-gosto. O típico investigador de polícia com jeito de 'já deveria estar aposentado' Calixto, o delegado de polícia Mello Noronha, o detetive  português Tobias Esteves, e além deles uma jornalista de renome, que para fugir da influência de sua família, não assume o sobrenome famoso. O assassino? Um agente de casa funerária, que enterra boa parte de suas vítimas através dos serviços de sua funerária sem que ninguém conheça seu segredo, de aparência sinistra e com uma doença genética que faz com que tenha seus cabelos e unhas enfraquecidos e não possua impressões digitais, dificultando o trabalho da polícia durante a investigação. Até seu nome soa funesto: Caronte - numa alusão ao barqueiro do rio Estige, que tem a tarefa de transportar os mortos para o inferno, na mitologia grega... 



No decorrer da narrativa, me deparo com frases 'de efeito', um humor meio que inadequado para a trama, que - na tentativa de ser engraçada - torna-se forçada demais... O desfecho me surpreendeu um pouco, pois não esperava que o assassino fosse cometer tal 'coisa' [não vou dar spoiler]. Mas posso afirmar que o que me fez continuar a leitura foi tal personagem, o assassino. E apesar de tudo, a escrita não se mostrou enfadonha. Outro fator que poderia considerar inusitado na leitura são as 'vinhetas' de comerciais no meio das notícias trágicas de assassinato, não sabendo explicar bem o porquê, mas nada me soou tão distante da mídia atual, que intercala o trágico ao 'consumo'.

"PRG - 3, Tupi do Rio. - Anúncio fúnebre. deu-se, ontem, no cemitério São João Batista,a inumação das quatro desditosas moçoilas misteriosamente imoladas em nossa cidade. Nosso distinto chefe de polícia, doutor Filinto Müller, garante, contudo, que várias pistas foram encontradas e promete, para breve, a captura do desequilibrado que praticou atos tão ignóbeis", declara Rodolpho d' Alencastro, impostando, num registro grave, sua voz multifacetada. "Esta triste notícia é uma cortesia da Matricária Dutra, a melhor para as gengivas do seu bebê. Se o nenezinho chora quando o dentinho aflora, Matricária Dutra alivia na hora."

As personagens variam de prostituas a freiras e temos até um palhaço anão que se apaixona por uma das vítimas. Ou melhor: por duas delas. É pela boca que Caronte atrai suas vítimas, montando cenários grotescos nas cenas dos assassinatos. Junte ainda à narrativa as piadinhas com gordas e algumas notas sobre o nazismo, em virtude da história se passar nos anos 30, quando o partido nazista ganhava força na Europa e temos um 'excelente prato'.

Ainda assim, apesar do personagem Caronte e do que apresentei de 'bacana' na resenha, As esganadas não é um livro que eu deseje manter na estante... Pesando bem as medidas, foi uma leitura regular, e nada mais. Não ter começado de forma positiva com Jô Soares não me fará desistir de ler O xangô. Agora, mais do que nunca, quero que o autor me convença do contrário - que posso vir a me apaixonar pela sua obra literária... Por vezes, não é a primeira impressão a que prevalece...


As esganadas é uma publicação da Editora Companhia das Letras.
5

A jornada de Marjane Satrapi em quadrinhos: Persépolis

 e 
.
Uma das experiência de leitura de quadrinhos mais incríveis que tive nas últimas semanas foi ter lido Persépolis, de Marjane Satrapi, publicado pela Ed. Companhia das Letras. Trata-se de uma autobiografia de uma garota que cresceu num país devastado pela guerra, uma das tantas que ocorrem no Oriente médio...

A linguagem do quadrinho é fluída, traz certa 'comédia' ao drama vivido por Satrapi desde a infância. Filha de pais modernos, sofreu bastante pela condição de ser mulher num país em que usar o véu de forma indevida ou pintar de esmalte as unhas do pé podem lhe render castigos...


Além do relato sobre sua infância no Irã, Satrapi nos conta como foi sua estadia na Áustria, por longos quatro anos, longe de sua família, de seus amigos, cultura - cultura esta que ela vai se distanciando cada vez mais a medida que toma decisões que chocam com sua integridade, e com seus preceitos orientais. Ela presencia a morte de perto, vendo pessoas com as quais conviveu sendo presas e mortas porque se opuseram ao regime do Irã, e por isso mesmo é mandada para a Áustria pelos próprios pais, que temem pela sua segurança, devido à forte personalidade que traz consigo...

Um dos pontos mais interessantes na biografia desenhada, é que Marjane Satrapi sempre foi uma garotinha que sonhava em ser revolucionária, almejava um futuro próspero e de paz em seu país e conversava com Deus. Mas a medida em que se tornava uma adolescente, os gostos ocidentais faziam seus pais se arriscarem para comprar um pôster de banda de rock ou algum botton de Michael Jackson pra ela - esses ideais iam se metamorfoseando. Quando ela viveu na Áustria, teve dificuldades com o idioma alemão, se envolveu com pessoas que - se vivessem no Irã, teriam sido mortas por suas peculiaridades. Ela teve o cotidiano invadido pela 'moda ocidental' e por muitas vezes teve sua fé questionada por si mesma, bem como os hábitos de sua religião...



Marjane sofreu algumas decepções amorosas, chegou a se casar, e antes disso, nem podia andar de mãos dadas com seu namorado, sob pena de ser xingada na rua, presa ou coisa pior... O bom de se ler Persépolis, é que a autora sabe tratar de tema tão denso com uma carga de humor na medida certa, sem exageros ou piadas sem sentido. Ela mescla o cotidiano com a situação do Irã de forma a fazer o leitor se encantar e ao mesmo tempo se penalizar pelo tratamento dado à população iraniana, em especial as mulheres durante o regime fundamentalista.

Existe uma adaptação cinematográfica do quadrinho, dirigida por Vincent Paronnaud e pela própria Satrapi, contando a história dela até os seus 21 ou 22 anos, ambientada entre os anos de 1969 e 1990. Você podem assistir o filme abaixo...




Em suma, é uma obra para ser apreciada, sem dúvida, e que levanta diversos questionamentos, bem como causar certo desgosto pela humanidade ser ainda tão pobre de paz...




1

Especial Fim de Semana - Dia das Mães Parte III - Mães guerreiras da literatura...

Então, encerrando a homenagem para o Dia das Mães cá estou fazendo mais um post sobre mães e literatura... Resolvi fazer um top 3 com mães guerreiras da literatura, ou seja, personagens que são mães e marcantes em livros que já li e adorei... Vamos conhecer a pequena lista?


Leonor, de Éramos Seis [Maria José Dupré]

Eu sou apaixonada pela história desse livro, já o li umas 3 vezes durante minha adolescência e teve também uma novela do SBT contando a história de Leonor e seu marido Júlio, com seus quatro filhos: Carlos, Isabel, Júlio e Alfredo. Uma história contada do ponto de vista da mãe, em que ela foca o tempo inteiro em se sacrificar pelo bem-estar de sua família. É uma obra que merece ser lida, apreciada e que vai marcar o coração de quem ler... A personagem Leonor é decerto, uma das mães mais guerreiras da literatura, por todas as dificuldades passadas e pelo seu desfecho triste, que nos deixa com um nó na garganta...




A segunda colocada nesse top 3 é a personagem que dá nome ao livro de Judith Rossner, Emmeline. Uma garotinha, que aos 13 anos precisa deixar sua família para ir trabalhar numa fábrica de tecelagem e acaba seduzida pelo dono da fábrica, engravidando dele e tendo que abandonar seu filho/a pequeno/a para voltar ao seio da família, sem que eles nunca descobrissem que ela engravidou... A questão é que a história é ambientada no século IXI, então imaginem a situação da pobre Emmeline, e que na segunda parte do livro vai sofrer um golpe ainda mais aterrador do destino... Apesar da pouca idade, ela foi guerreira em passar por tantos sofrimentos até a sua morte, já bem velhinha... A [re]leitura dele também será feita para que eu poste uma resenha aqui no blog... Aguardem... 



A terceira mãe guerreira que escolhi para findar este post é Anya, do livro Jardim de Inverno, de Kristin Hannah. Sem dúvida, uma das histórias mais arrebatadoras que já tive o prazer de ler e que conta a história de uma mulher que não é apegada às suas filhas, Meredith e Nina. Após a morte do pai, elas precisam cumprir a promessa que fizeram pra ele de fazer a mãe contar até o final uma história que ela contava para as filhas quando elas eram crianças. No desenrolar da trama, percebe-se que esse 'conto  de fadas' é o passado da mãe durante a segunda guerra mundial, e elas precisam descobrir o que houve com Anya para ela ter se tornado tão fria com ambas... Anya foi vítima de uma guerra que levou a parte mais importante de sua vida... leiam para descobrir... Já resenhei o livro aqui, acredito que vão gostar da história...



Em suma, espero que tenham curtido o post, a homenagem singela que fiz para esse dia e aproveito para encerrar o post desejando um Feliz dia das Mães para todas essas mulheres que são guerreiras por si só, pra minha mãe, minha irmã, minha sogra, minhas amigas mamães, às mamães blogueiras, aquelas que não podem ter filhos mas adotaram e são tão mães quanto qualquer outra. A todas aquelas que perderam seus filhos, àquelas que partiram, às vovós que são mãe em dobro e tudo o mais... Vocês deveriam estar neste post, pois são guerreiras, e reais...

Um feliz dia Das Mães a todas vocês... 

2

Além de escritoras, mães... - Especial Dia das Mães

E hoje eu trago para o blog um Top 3 com algumas escritoras e seus filhos, em comemoração ao fim de semana Especial Dia das Mães. Sim, porque eu não poderia deixar de homenagear mulheres tão maravilhosas na literatura que também tiveram a oportunidade de serem mães...  Infelizmente não pude ir à cata de muitas imagens, mas as que consegui foram essas. Espero que gostem...

Agatha Christie, e sua filha Rosalind... Era filha unica e faleceu em 2004... Curioso dizer que ela morreu na mesma idade que Agatha, aos 85 anos... 




Clarice Lispector e seus filhos Paulo e Pedro... Pedro foi diagnosticado ainda na adolescência com esquizofrenia e já é falecido. Segundo o que andei pesquisando no Google, seu filho Paulo ainda vive...



Sylvia Plath e seus filhos Frieda e Nicholas. Frieda, um ano mais velha que seu irmão, ainda vive. Nicholas, teve o mesmo fim que sua mãe, se suicidou em 2009, aos 47 anos... 



E então, conheciam algumas dessas curiosidades sobre essas três autoras? Já leram obras delas? Me contem nos comentários... Até o próximo post... ^.~

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...