Resenha do Mês [Fevereiro] - Psicose

| 28 fevereiro 2015 | 6 Comentários |


Ao comprar o box com os livros A noite dos mortos-vivos, Os Goonies e Psicose, eu já esperava ter adquirido obras de qualidade, tanto na parte escrita como pela parte estética. Não me arrependi nem um pouco da aquisição pra minha estante e venho com esta resenha provar o quanto a leitura de Psicose, escrito por Robert Bloch e imortalizada no cinema por Alfred Hitchcock foi de me fazer não pregar os olhos durante a leitura... Considero até o melhor livro lido do mês... 

Não posso deixar de elogiar o incrível trabalho editorial da Editora DarkSide Books, com uma diagramação e capa perfeita e folhas amareladas, que não cansaram minha vista em momento algum... Já conhecia o trabalho da editora por meio do meu primeiro título comprado deles: Os Goonies, edição de colecionador. eu desejava ter Psicose também na edição capa dura, mas me contentei com a minha de capa simples mesmo, não deixa de ser linda de se ter na estante...

A história, mais conhecida por quem já viu o filme de 1960, fala sobre Norman Bates, um homem esquisito que mora com sua mãe numa velha casa e administra um motel numa beira de estrada. O movimento do Bates Motel caiu bastante depois que uma nova rodovia foi construída, tirando-o da rota principal dos turistas e viajantes. Ainda assim, esporadicamente alguém se hospeda por alguma noite e entre esses viajantes incautos, surge Marion Crane

Mary recebeu uma grande quantia em dinheiro - quarenta mil dólares - a serem depositados na conta da empresa onde ela trabalhou boa parte de sua vida, e se vendo tentada a melhorar a sua vida e a de sua irmã, bem como em ir atrás de seu noivo, a fim de se casarem logo, ela acaba fugindo com o dinheiro, e durante a fuga troca de carro e segue rumo ao norte, onde iria mudar de vida e de sobrenome, ao casar-se com seu noivo. Mas no meio do caminho, ela se hospeda no Bates Motel e sela seu destino de outra maneira...


Nornan Bates
Norman Bates é um homem atormentado por sua mãe, extremamente super protetora. Ele não tem jeito para lidar com mulheres e ao se deparar com a bela Mary pedindo um quarto ele sente algo diferente dentro de si, e a convida para jantar com ele na grande casa. Ela aceita, mas sua mãe não iria gostar dessa visita repentina e graves consequências acontecem depois desse convite...

"Você odeia as pessoas. Porque, na verdade, você tem medo delas, não é? Sempre teve medo, desde pequeno. Melhor se enroscar numa cadeira debaixo de um abajur e ler um livro. Você fazia isso há trinta anos e continua fazendo agora: se esconder entre páginas de livros."



Logo surge um detetive no encalço de Mary pelo roubo do dinheiro, e sua irmã vai à procura do cunhado a fim de saber o paradeiro de sua irmã. As buscas depois de uma semana que Mary está desaparecida, levam os três ao Bates Motel... Norman tem gostos peculiares, a todo momento, surgem pensamentos confusos e seus monólogos são verdadeiras batalhas de inconsciente... Ele passa a história toda tentando encobrir os rastros dos crimes cometidos por sua 'mãe'... Em sua mente doentia, é ela que comete assassinatos, e ele precisa protegê-la para que não a enviem para um sanatório, pois ele ficaria sozinho, e ele precisa dela junto a si...

Realmente é bem difícil falar nessa obra sem contar partes importantes do enredo, mesmo considerando que muitas pessoas já conhecem toda a história. Mas ainda assim, não quero ser desagradável a ponto de soltar spoiler, e o que posso dizer é que Norman é um psicótico, ele ouve vozes em sua cabeça, e acredita piamente que sua mãe conversa com ele. A leitura de Psicose faz com que você entre na mente de Norman e você sente como se a loucura dele lhe possuísse também... Durante a leitura, eu visualizei toda a película de Hitchcock, que foi bem fiel ao livro... 


Capa minimalista do filme

Recomendo aos leitores de um bom suspense psicológico, aos fãs de psicopatas e do cinema dos anos 60. Aos que não apreciam ou não conhecem, eu recomendo também, afinal, uma leitura desse porte não pode ser dispensada. É entretenimento garantido e horas de tensão ao longo de suas 240 páginas... 
"nós só cometemos um erro atrás do outro até fazer as coisas certas pelas razões erradas. [...] Nós não somos tão lúcidos quanto fingimos ser."




Top 3 descobertas literárias 2014 [Autores estrangeiros]

| 27 fevereiro 2015 | 2 Comentários |
Como prometido anteriormente, eis o Top 3 de autores que conheci no ano de 2014, que merecem ter destaque por terem me proporcionado momentos de leitura maravilhosos... 

O primeiro deles foi Don Winslow, com o livro Selvagens. Ganhei de uma amiga que estava de passagem aqui em minha cidade, e numa ida a banca de revistas, me interessei pelo livro e ela me presenteou com um exemplar. Se a narrativa de seus outros livros for parecida com a de Selvagens, certamente irei adentrar mais fundo em sua obra. Ele me trouxe referências ao estilo 'Tarantino de viver', então, foi mais do que certo eu ter me apaixonado por esse autor... 


Na seqüência temos uma mulher na lista, Marion Zimmer Bradley, com sua fantástica série As brumas de Avalon. Comprei o box num sebo e li rapidamente 3 dos 4 livros. Pretendo ler o último volume ainda esse ano mas adianto que a história me cativou completamente. Eu sou admiradora da cultura celta, e conhecer a história da bruxa Morgana, do Rei Arthur e da religião pagã pela perspectiva da autora foi deveras agradável. Foi uma heresia de minha parte não ter resenhado os que já li, mas pretendo fazer um post sobre a autora e os livros assim que concluir a série... Foi uma aquisição valiosa, por um preço bacana... 



Fechando este Top 3 apresento Haruki Murakami, que me enfeitiçou com sua  Sumire. Minha querida Sputnik marcou minha estréia com a obra de Murakami, e não poderia ter me deixado mais satisfeita e curiosa em conhecer o resto de sua obra. Pretendo ler sua trilogia 1Q84, mas atualmente estou com o livro Kafka à beira-mar na lista de próximas leituras...  



Houveram outros autores que me impressionaram e passaram a habitar em meu coração mas seria preciso um Top 13 pra citá-los aqui... Entretanto, no momento certo eles serão citados e comentados aqui no blog, com as devidas honrarias... 

Caio e alguns de seus Fragmentos...

| 26 fevereiro 2015 | 4 Comentários |
Ontem, 25 de fevereiro, foi mais um aniversário de morte de Caio Fernando Abreu. Há 19 anos esse grande e incrível escritor da nossa literatura contemporânea falecia em decorrência da AIDS. Caio f. era gaúcho, e deixou uma vasta obra de contos e devaneios que parecem se encaixar com maestria em vários momentos de nossas vidas [ao menos da minha]... E hoje eu trago para vocês, numa singela ode, as impressões que tive ao ter contato com seu livro Fragmentos, pela primeira vez que o li...

Fragmentos foi publicado pela L&PM Editores, e traz 8 histórias e um conto. Na verdade, eu considero todos como contos, e em cada um deles eu pude sentir uma identificação... São frases profundas, cheias de melancolia e com um pequeno traço de [des]esperança em cada linha. A maioria fala sobre amores, encontros e [des]encontros, estórias que poderiam acontecer comigo, com você, ou que podem ter acontecido realmente na vida de Caio... Quem sabe... 

Eu sou do tipo de pessoa que prefere acreditar que muito do que Caio escrevia, seja em cartas ou contos, trazia algo dele ali... é que, pode parecer meio louco de minha parte dizer isso, mas acho meio difícil alguém escrever como ele escrevia sem ter vivenciado nada, absolutamente nada daquilo... por vezes me pego conjecturando sobre isso, e creio que ele deve ter tido vários amores doloridos, e que forma bonita de colocar no papel essas dores... 

Os contos reunidos em Fragmentos são: Porta-retrato, Os sapatinhos vermelhos, Sargento García, Uma história de borboletas, Além do ponto, Paris não é uma festa, Para uma avenca partindo, Os sobreviventes, Pela passagem de uma grande dor, Aqueles dois, O inimigo secreto. Eu gostei de todos. Todos. Confesso que meu livro está praticamente todo grifado, pois há trechos que me marcaram profundamente, e me identifiquei com eles. Certamente se eu pudesse escolher alguém morto pra ter uma tarde de bate-papo seria Caio Abreu...

Porta-retrato começa assim: "Tinha secado: esse era talvez o ponto." É algo como uma conversa íntima consigo mesmo. Ele faz um mergulho íntimo e devaneia sozinho, mas traz o leitor pra perto dele, num convite a desvendá-lo... Porta-retrato foi escrito em 1978. Depois, vem Os sapatinhos vermelhos, que é um de meus textos preferidos. 

"Tinha terminado, então. Porque a gente, alguma coisa dentro da gente, sempre sabe exatamente quando termina - ela repetiu olhando-se bem nos olhos em frente ao espelho. Ou quando começa: certos sustos na boca do estômago. Como carrinho de montanha-russa, naquele momento lá no alto, justo antes de despencar em direção. Em direção a quê? Depois de subidas e descidas, em direção àquele insuportável ponto seco de agora."

É sobre uma mulher de mais ou menos quarenta anos que sofreu alguma desilusão amorosa. Ela bebe, fuma, sozinha num feriado de sexta-feira santa, acompanhada apenas dos demônios em seus pensamentos, se questionando sobre a essa altura da vida não ter família, casa própria - em suma - uma vida constituída segundo os moldes 'convencionais'. "Ponto seco, ponto morto." É nesse ponto que sua vida se enquadra. Então em meio a fumaça do cigarro, ela lembra dos sapatinhos vermelhos que ganhou do amante. Desembrulha o papel que envolvia os sapatos, quebrando o silêncio solitário em que se encontrava em seu apartamento. São sapatos vermelhos, e colocando uma trilha ao fundo, ela resolve tomar banho e se arrumar, calça os sapatos e sai na noite, pois o que ela quer é amar... Quando ela consegue o que queria, se despede de quem encontrou na noite fria, dizendo apenas: "- Vai embora. Acabou."

Quando a nova semana começa, ela já está de volta ao emprego habitual, com os pés levemente doloridos, se justifica dizendo que foram sapatos novos que apertaram os pés... Mas o dolorido de dentro, aquele que o sexo no feriado da sexta-feira santa não aplacou, lateja mais que seus pés. Lateja o seu próprio ser...



Sargento García conta a história de um rapaz que vai pro exército e é logo destratado por um sargento [aquele que dá nome ao conto]. Mas, depois de uma simples carona, as coisas parecem se mostrar favoráveis a ambos os personagens... Não há como falar muito sobre este conto sem dar detalhes da trama, e realmente é mais prazeroso descobrir lendo o mesmo do que saber por meio da minha resenha sobre do que se trata o conto...

Para uma avenca partindo é sobre uma despedida num ponto de ônibus. as palavras são quase cuspidas, sem muitos pontos ou vírgulas nos locais 'corretos', numa espécie de fluxo de consciência, em que o personagem se atropela com as palavras, mas solta todos os sentimentos engavetados em seu íntimo para a pessoa a quem está dizendo adeus. 

"eu tenho uma porção de coisas para te dizer, dessas coisas assim que não se dizem costumeiramente, sabe, dessas coisas tão difíceis de serem ditas que geralmente ficam caladas, porque nunca se sabe nem como serão ditas nem como serão ouvidas, compreende? olha, falta muito pouco tempo, e se eu não te disser agora talvez não diga nunca mais, porque tanto eu como você sentiremos uma falta enorme de todas essas coisas, e se elas não chegarem a ser ditas nem eu nem você nos sentiremos satisfeitos com tudo que existimos, porque elas não foram existidas completamente, entende, porque as vivemos apenas naquela dimensão em que é permitido viver, não, não é isso que eu quero dizer, não existe uma dimensão permitida e uma outra proibida, indevassável, não me entenda mal, mas é que a gente tem tanto medo de penetrar naquilo que não se sabe se terá coragem de viver, no mais fundo, eu quero dizer, é isso mesmo, você está acompanhando o meu raciocínio? falava do mais fundo, desse que existe em você, em mim, em todos esses outros com suas malas, suas bolsas, suas maçãs," 


Pela passagem de uma grande dor é uma garota que liga para Lui, pois se sente sozinha, e precisava ouvir a voz dele novamente. Ela tenta engatar uma conversa mas a todo momento o questiona se ela o está atrapalhando ou incomodando. Ele diz que não, que não havia nada para fazer mesmo e deixa a conversa fluir... Os minutos passam e aquela conversa sem sentido algum é envolta numa trilha sonora ao fundo, de um antigo disco que ele pôs pra tocar em seu apartamento.  Ela o chamou para sair, ele não quis. Então ela se despede, não sem um pouco de tristeza...

"Ele fez um movimento em direção a telefone. Chegou a avançar um pouco, como se fosse voltar. Mas não se moveu. Imóvel assim no meio da casa, o som desligado e nenhum outro ruído, era possível ouvir o vento soprando solto pelos telhados." 

Aqueles dois conta a história de dois homens [Saul e Raul] que se conhecem num ambiente de trabalho e logo que se tornam amigos acabam dando o que falar na repartição... A meu ver, é uma crítica sutil à visão preconceituosa das pessoas que não aceitam um amor entre pessoas do mesmo gênero. Caio era homossexual e imagino que ele já deve ter passado por algumas situações desse tipo em sua vida... 

Bem, não falei de todos os contos, apenas daqueles que mais gostei e foi difícil escolher, pois gostei de todos... Mas recomendo a leitura desse livro por pensar que em algum desses fragmentos o leitor irá se encontrar, ou ao menos lembrar de algo que já lhe ocorreu, e que está ali, naquelas páginas. Como eu disse no início do texto, Caio tinha essa maestria de escrever para todos e para ninguém em específico, ou para ele mesmo... O que é certo é que em algum momento, ao ler sua obra, você vai 'conversar' com Caio e se identificar com ele ou com seus textos...


Selo Liebster Award

| 25 fevereiro 2015 | 7 Comentários |
Fui indicada pela linda da Ana, do Mademoiselle Love Books a responder essa tag/selinho. Muito obrigada pela indicação, flor. Trata-se da Tag Liebster Award, em que eu preciso falar 11 coisas sobre mim, indicar 11 blogs para responderem a tag, responder as perguntas que a pessoa que me indicou fez e formular 11 perguntas para os blogs que eu indicar. Não esquecer de linkar quem me indicou e postar o selo da Tag no post.


11 coisas sobre mim:


  1. Não consigo andar tranquila do lado direito de alguém. Eu preciso estar sempre do lado esquerdo ou não me concentro na rua, na conversa e afins...
  2. Quando lavo pratos, tenho mania de começar primeiro pelos copos, depois lavo todos os talheres e por último, pratos e panelas...
  3. Adoro colecionar artigos colecionáveis, de álbuns de figurinhas a papéis de carta e estatuetas.
  4. Quando era mais nova, costumava colar páginas policiais de jornal com cadáveres nas paredes do meu quarto...
  5. Nunca falta Radiohead em minha playlist do celular.
  6. Sou apaixonada por ecobags, ainda mais literárias.
  7. Gosto de combinar quotes de livros que já li e me marcaram com photos minhas.
  8. Gosto de chás, incenso, e sabonetes e velas aromáticas.
  9. Apesar de nunca ter experimentado drogas, sou fascinada por livros de temática 'junkie' e bandas/artistas que tinham o 'ácido' como companheiros para suas composições...
  10. Meu sonho é conhecer o Egito...
  11. Pretendo fazer mais 20 tatuagens ao longo dos próximos 5 anos...

As 11 perguntas que Ana me fez:

  • Se sua vida fosse um filme, qual seria? Ou qual você gostaria que fosse?
Não sei dizer, mas com certeza, seria algum bem trágico...
  • Música mais tocada da sua playlist:
Ultimamente é a música One More Fucking Time, do Motorhead.
  • Palavra que você mais fala:
é palavrão *risos* caralho.
  • Se fosse escolher outro nome para o seu blog, qual seria?
Small Fragments [Pequenos Fragmentos] ou Diário de uma futura morta.
  • Cite uma mania estranha sua:
Não sei se é estranho, mas sempre começo a passar hidratante no corpo começando pelas pernas...
  • Livro que mais deseja ultimamente:
A versão comentada de Peter Pan, da Zahar Editora.
  • Blog que tem o layout que mais gosta:
  • Gosta de vlogs? Se sim, qual seu favorito?
Sim, curto muito o Incriativos e Claire Scorzi
  • Nome de personagem mais esquisito dos livros que leu:
Pode ser de quadrinhos? Rorschach, de Watchmen. Até hoje não sei pronunciar esse nome...
  • Nome de um autor que você simplesmente não sabe ou não consegue pronunciar:
Thrity Umrigar
  • Livro que, na sua opinião, precisa ser publicado no Brasil:
Não sei se já tem publicação dele aqui no Brasil, mas gostaria de ver A mulher do meio-dia, de Julia Franck.


Minhas perguntas:

Fruta preferida:
Se você tivesse um carro, que modelo gostaria de ter?
Tem coragem de pular de pára-quedas?
Último filme ruim que assistiu:
Quadrinho preferido?
Se você tivesse que se suicidar, de que forma se mataria?
Qual personagem literário você mais se identifica?
Perfume preferido?
Quantos livros você possui em sua estante?
Costuma ler revistas? Quais?
Gosta de animes?


Blogs indicados para responder o selo



Indiquei apenas quatro, mas quem quiser fazer, sinta-se à vontade. Depois me manda o link pra que eu veja suas respostas... Por hoje é só, pessoal... 

Minhas primeiras impressões sobre A Mais Pura Verdade

| 24 fevereiro 2015 | 4 Comentários |

Há uns dias recebi da Editora Novo Conceito um livreto contendo os primeiros capítulos do livro A mais pura verdade, que será um lançamento de março. Infelizmente, não consegui parceria com a editora mas gostaria de agradecer pelo carinho e consideração com os blogs inscritos para a seleção de parceiros, em ter enviado essa prova do livro para todos os que se inscreveram. E venho através deste post dar as impressões que a leitura dessas páginas iniciais da obra de Dan Gemeinhart me trouxeram...


A mais pura verdade conta a história de Mark, um garotinho de 12 anos que descobre ter uma grave doença e ele percebe que seu tempo de vida está acabando... Apesar de ser um garoto normal, daqueles que possuem um cachorro no quintal e tem vários amigos, ele gosta também de fotografia e tem um desejo estranho: escalar uma montanha. Mas agora, com essa doença, como o pequeno Mark vai poder realizar o seu sonho? Ele decide fugir de casa levando apenas um caderninho de anotações, sua máquina fotográfica e Beau, - seu cachorro. Mark também tem um plano. Que plano seria esse? Bem, só lendo o desfecho da história para descobrir...

A primeira vista, o livro é uma leitura agradável, que flui leve ao longo de seus capítulos e deixa um gostinho de quero mais a cada página virada. Confesso que fiquei muito curiosa em saber o que vai acontecer durante essa aventura do pequeno Mark. A única coisa que me incomodou um pouco ao longo da leitura foi a repetição do título em algumas passagens, e imagino que isso será frequente no restante do livro, mas esse fato é mais uma questão pessoal, em que nada atrapalha a compreensão da história...

Somos apresentados também à família de Mark e à sua amiga Jess, que estão apavorados com o desaparecimento do garoto. Ele tentou não deixar rastros de sua jornada mas Jess parece saber algo que os pais de seu amigo nem desconfiam... Talvez seja ela que pode salvar o garoto de um perigo maior, mas se esse é o último desejo dele, se ela abrir a boca, pode interromper o processo... Jess parece estar num dilema...



Em suma, ao ler a primeira parte do livro, foram essas as impressões que pude extrair dele. Espero ansiosa pela oportunidade de ler o conteúdo na íntegra e satisfazer minha curiosidade quanto ao fim da história. Não sou muito habituada com esse estilo de livro, mas achei uma perspectiva interessante... E vocês, estão ansiosos pelo lançamento? Aguardem que logo ele estará espalhados nas livrarias, à sua [à nossa] disposição... ;)


Experimentos Literários 2015

| 23 fevereiro 2015 | 4 Comentários |
Ano passado resolvi encarar alguns experimentos literários, me aventurando com autores que nunca tinha lido nada até então, e que eu teria o prazo de um ano para conseguir qualquer título dos escolhidos para ler... Bem, eu falhei, mas nem foi por falta de tempo ou por não ter lido o que me veio em mãos, mas porque alguns autores escolhidos simplesmente não chegaram à minha estante... Mas, posso dizer que conclui mais da metade do desafio, pois de uma lista de vinte autores, apenas sete não foram lidos. Então, resolvi continuar com vinte autores, acrescentando aos sete que ainda pretendo ler e não consegui, mais treze. A lista ficou assim:


  • Vladimir Nabokov
  • Anne Rice
  • Nick Hornby
  • José Saramago
  • Hermann Hesse
  • Dan Brown
  • Carlos Ruiz Zafón
  • William Faulkner
  • Mark Twain
  • Diderot
  • Henry Miller
  • Patricia Highsmith
  • Hunter S. Thompson
  • Juan Rulfo
  • Jon Krakauer
  • Ira Levin
  • William Hjortsberg
  • Robert Bloch
  • Tennessee Williams
  • Walt Whitman
  • Cormac McCarthy [autor bônus]
Eles não serão lidos exatamente na ordem em que aparecem neste post, e a medida que eu for lendo, vou riscando/deletando da lista que ficará linkada na parte inferior do blog... Tenho quase todos da lista já em minha estante, e creio que dessa vez será mais fácil concluir o desafio... Vejam que acrescentei um novo autor, em virtude de já ter lido um dos autores do Experimento antes do post ser publicado... 

Os títulos que consegui ler da lista do ano passado foram:

A confissão da leoa - Mia Couto
Trainspotting - Irvine Welsh
A ponte das estrelas - Márcia Denser
Antologia poética - Anna Akhmatova
O corno de si mesmo - Marquês de Sade
Poemas - Lord Byron
Esboço para uma teoria das emoções - Sartre
Ciranda de Pedra - Lygia Fagundes Telles
Contos D' escárnio/Textos grotescos - Hilda Hilst

Espero cumprir essa meta daqui a um ano... Já leram alguns desses autores? Me contem nos comentários... 


Uma Biblioteca dentro de uma maçã Parte #9

| 22 fevereiro 2015 | 3 Comentários |
Continuando a sequencia desse desafio literário, de desencalhar um livro da estante todo mês, o sorteado de Fevereiro foi Angústia, de Graciliano Ramos. Esse exemplar foi presente da mãe de uma amiga da minha irmã, é bem velhinho e está na minha estante desde 2011. Pois é, quatro anos se passaram e graças ao desafio, ele será lido. Espero gostar da história. Já tive contato com Graciliano em duas ocasiões [Vidas secas e São Bernardo] e gostei de ambas. Que não seja diferente com Angústia. Gostei do título do livro, é bem forte, mas sobre a história, estou às cegas, pois nem li a sinopse...



Peço perdão pela demora em postar esse mês, mas andei bem atrasada com as leituras e acabei lendo o livro anterior me arrastando, aos trancos e barrancos. Mas consegui concluí-lo... O Desafio tá chegando ao fim, já estou em mais da metade do caminho... 

Até o próximo post, pessoal... 

Resenha Dupla - A noite dos mortos vivos & A volta dos mortos vivos, de John Russo

| 21 fevereiro 2015 | 11 Comentários |


Olá, pessoas queridas. Venho através deste post recomendar uma leitura maravilhosa para vocês, principalmente se vocês gostarem de um bom livro de terror e zumbis. Publicado pela Editora DarkSide Books, A noite dos mortos vivos e A volta dos mortos vivos, de John Russo, é considerada a obra-prima que deu origem a toda leva de histórias sobre zumbis no cinema e na literatura. Publicado na época em que a guerra fria assolava o mundo, a ideia de uma ameaça desconhecida que poria fim a humanidade por meio de um ataque em massa de mortos voltando a vida em busca de carne humana vendeu bem, e fez muito sucesso no cinema da década de 1970. 

O livro é composto de duas histórias [dois livros em um, digamos assim...]. No primeiro nos deparamos com Barbara e seu irmão mais velho Johnny, que foram visitar o túmulo do pai, a pedido de sua mãe, para colocarem uma coroa de flores. Contrariado de ter viajado por horas rumo aquele lugar afastado na zona rural de uma pequena cidade, Johnny discute com sua irmã e logo faz troça de seu gesto, enquanto ela tenta localizar o túmulo. O sol já está se pondo, e surge próximo a eles uma figura desconhecida, que aparentemente pode ser o zelador ou algum transeunte que veio visitar algum familiar morto, assim como eles. De repente, a estranha figura se aproxima de ambos e os ataca. 



"De repente, o homem agarrou Bárbara pelo pescoço e começou a sufocá-la e rasgar suas roupas. A garota tentou gritar e se desvencilhar do agressor, mas os dedos apertavam seu pescoço, prendendo sua respiração, e o ataque era tão repentino e feroz que ela estava quase paralisada de terror. Johnny veio correndo e precipitou-se contra o agressor, agarrando-o. Os três caíram no chão."

Infelizmente Johnny não leva a melhor nessa luta corporal mas Bárbara consegue fugir e corre tentando buscar um refúgio onde a criatura estranha não possa lhe fazer mal. Ela consegue chegar numa casa e lá se depara com um cadáver. Posteriormente aparece um homem chamado Ben, que também estava fugindo e começa a fortificar a casa prendendo todas as portas e janelas com tábuas. Bárbara está em estado de choque e não fala nada ao homem que está lhe ajudando. Sem poder fazer algo a mais por ela, Ben continua tapando as entradas para evitar uma invasão daqueles mortos, porque sim, logo surgem mais homens como aquele que atacou Johnny, e eles estão famintos por carne humana. Eles não fazem ideia de onde surgiram essas pessoas, e nem o motivo de estarem atacando os vivos. Logo que conseguem sintonizar num canal de notícias, descobrem que esses mortos estão espalhados por vários lugares e as pessoas devem atirar em suas cabeças ou decapitá-las, tocando fogo em seus corpos. E caso sejam arranhados ou mordidos por elas, as chances de você vir a se tornar um deles se faz presente... 

simpático nosso amiguinho... 

Logo Ben e Bárbara descobrem outras pessoas no porão da casa e Ben fica muito irritado delas não terem aparecido antes, a fim de lhe ajudar com as portas e janelas. A filha de um casal está ferida e eles temem que ela desperte como uma morta-viva. O número de mortos vivos no lado de fora da casa aumenta, e logo eles precisam criar um plano de fuga antes que sejam pegos... Nesse impasse, mais mortes acontecem, mas aí não vou revelar porque vocês precisam descobrir lendo. hehe

A leitura se dá de forma intensa, o leitor devora os capítulos como se não houvesse amanhã. O livro tem ótimas descrições detalhadas e um ritmo alucinante. Sem contar a parte de diagramação, simplesmente perfeita. Quem conhece o trabalho da editora sabe que eles tem um cuidado incrível com seus livros. Algumas imagens dos filmes aparecem na metade do livro, dividindo a obra em duas. Alguns capítulos são bem curtinhos, outros um pouco maiores, mas não quebram a narrativa em momento algum. 



A parte dois do livro, A volta dos mortos vivos, serve como uma espécie de epílogo após os acontecimentos da primeira história. 10 anos depois que os mortos andaram sobre a terra devorando a carne dos vivos, as pessoas da zona rural das cidades tem o costume de fincar um prego ou algo do tipo na cabeça de uma pessoa assim que ela morre, para evitar que ela retorne na condição de morto vivo. Acontece um acidente com um ônibus e todos os ocupantes morreram. Alguns dos moradores de um vilarejo seguem até o local do acidente e perfuram o crânio de 13 vítimas. Não concluem o trabalho a tempo, antes das autoridades chegarem ao local... Não preciso dizer o que acontece com os corpos que não tiveram o crânio perfurado e que foram levados ao necrotério, não é?

Alguns corpos começam a levantar e matar as pessoas. O pânico se instala na cidade e as pessoas precisam se refugiar novamente até que os militares e a polícia contenham essa nova horda de devoradores de carne. O jornal comunica de hora em hora os últimos acontecimentos e dá instruções aos habitantes que se protejam. O mesmo pesadelo de uma década atrás. E há um agravante: dessa vez, as pessoas precisam lidar com a maldade de outros vivos, que aproveitam o caos instaurado para saquear, estuprar e matar. É o que acontece com a família de Sue Ellen. Ela e suas irmãs [uma delas grávida] precisam lidar com uma gangue que invadiu sua casa e as tomou como reféns. O pai morreu atacado por zumbis e elas estão sozinhas contra aqueles homens sádicos e cruéis. 

perdão pela qualidade das photos, não tenho câmera e uso o celular... 
A história é igualmente intensa como a primeira, mas percebi que em algumas passagens eles simplesmente repetiam alguma coisa da primeira história, principalmente os noticiários. Haviam capítulos que já tinham sido lidos em A noite dos mortos vivos, e isso me desagradou um pouco. Tirando esse detalhe, a obra é excepcional... Não vou contar o desfecho pois seria de extremo mau gosto de minha parte dar spoiler. Mas adianto que as 318 páginas serão devoradas com a mesma avidez com que os mortos devoram a carne dos vivos... O livro é um prato cheio aos fãs de zumbis, e você não vai querer ficar fora desse 'banquete'...


9ª Roda de Leitura Paudalho - PE

| 19 fevereiro 2015 | 3 Comentários |
A 9ª edição da Roda de Leitura foi de longe a mais divertida realizada até agora. A temática do mês foi o primeiro livro da distopia Jogos Vorazes. E posso dizer que tivemos até arena com os competidores 'se matando' pelo prêmio... 


Essa roda marcou a volta de uma participante das edições anteriores, Glenda, que estava em intercâmbio no Canadá. Ela trouxe seu irmão para participar também [meu aluno], e algumas pessoas novatas também apareceram, bem como os antigos participantes, que sempre marcam presença em nossos encontros mensais. 

os premiados da edição Jogos Vorazes


A interação foi bem dinâmica, e ao invés de dividirmos as pessoas em duas equipes, fizemos a divisão em distritos. Isso mesmo, eram duplas que iriam disputar o grande prêmio, uma edição de Game of Thrones era o grande prêmio do dia... 

Como de praxe, tivemos o Quiz, perguntas sobre o filme e o primeiro livro de Jogos Vorazes. Quem não acertava pagava mico, e isso nos rendia altas risadas. Depois tivemos uma dinâmica em grupo para finalizar o encontro, e antes disso, alguns sorteios aleatórios, provas valendo pontos e um debate sobre como a sociedade nos priva de nossa liberdade, nos condicionando a agir da forma mais conveniente a ela... 
Fiquei muito feliz por essa edição ter dado certo. A próxima será no dia 22/02. E sim, Fevereiro com duas Rodas, pois a de Jogos Vorazes foi um especial de Fim de Férias, realizada no dia 04/02. A temática da roda do dia 22 será A hora da estrela, de Clarice Lispector. Se você for de Paudalho e regiões próximas, está aberto o convite. Compareça e leve seus amigos... Não precisa levar nada além de sua presença e vontade de falar sobe nossa paixão: livros.


selfie




Desafio Failed...

| 18 fevereiro 2015 | 2 Comentários |
Bem, eu tinha feito o Desafio de Férias 2015 mas acabei não dando conta do recado... Infelizmente 2015 não começou bem pra mim, e por uma série de problemas, que eu pensei que as leituras me salvariam, acabei não lendo nenhum dos livros que tinha escolhido pra por na lista... Pra compensar, resolvi incluir uma meta literária em meu Skoob, com 50 títulos... Dentre eles, coloquei os livros que havia escolhido para este desafio, e pretendo lê-los no decorrer do ano... Espero conseguir, ainda mais agora que meu ritmo de leituras está melhorando um pouco, não tanto quanto eu gostaria, mas o suficiente para prosseguir com os livros...



Falhei miseravelmente em outro desafio que tinha me proposto ano passado, de [reler] alguns clássicos, inclusive alguns de literatura brasileira. Pra não dizer que foi um completo fiasco, reli Último Tango em Paris, que estava numa lista de 5 títulos... Na segunda parte do Desafio, eu deveria ler clássicos que comprei na Bienal de 2011. Dos seis listados, li apenas A carne, de Júlio Ribeiro.




Para solucionar esse segundo desafio [e como sou teimosa pacas também...], resolvi fazer novamente ambos, apenas riscando os que consegui ler... Então a lista ficaria assim:

Parte I 

Quincas Borba - Machado de Assis
A moreninha - Manuel Joaquim de Macedo
Iracema - José de Alencar
On The Road - Jack Kerouac 



Parte II

Memorial de Aires - Machado de Assis
Angústia - Graciliano Ramos
O ateneu - Raul Pompéia
A Escrava Isaura - Bernardo Guimarães
Casa de Pensão - Aluísio Azevedo



Espero me dar melhor nos desafios esse ano... Até o próximo post, pessoal... 

O terror de Jay Anson - Horror em Amityville...

| 17 fevereiro 2015 | 4 Comentários |
minha edição da Ed. Círculo do Livro


Horror em Amityville, de Jay Anson foi um dos livros que li durante a minha adolescência e me marcou bastante por se tratar de uma temática que muito me intriga: locais mal-assombrados... Segundo dizem, ele foi baseado em fatos reais, que aconteceram na década de 1970, com a família Lutz. Os Lutz se mudaram em 18 de dezembro de 1975 para a casa colonial situada na Ocean Avenue, 112, em Long Island, EUA. Trata-se de uma grande casa colonial, que já havia sido palco de uma tragédia um ano antes, quando Ronald DeFeo assassinou a tiros toda a família, os pais e 4 irmãos, dizendo que vozes que ouvia na casa tinham ordenado a matança. Ronald estava preso quando a família Lutz, George e Kathleen e 3 filhos pequenos, compraram o imóvel, achando que era o local ideal para viverem. 

Ronald DeFeo assassinou a família a tiros em 1974
                                           
Os Lutz passaram apenas 28 dias em Amityville, e nesse curto espaço de tempo sofreram todo tipo de ataques sobrenaturais, incluindo um padre que - em visita a casa - acabou se tornando uma vítima do mal que habitava na casa, mesmo quando tentava se distanciar dos Lutz. Recordo que uma das passagens mais assustadoras foi quando o padre Mancuso foi benzer a casa e ouviu uma voz atrás de si dizer: saia. A partir daí, várias coisas aconteceram com ele, suas mãos criaram pústulas de sangue, o convento onde ele habitava sofreu com odores de excremento, e toda vez que ele tentava avisar a família sobre o que rondava a casa, ele sofria represálias sobrenaturais. 

As [poucas] pessoas que visitaram a casa nos 28 dias que os Lutz permaneceram ali não voltavam a visitá-los. Sentiam-se desconfortáveis, como se uma presença [ou várias delas] invisível os deixasse com a sensação de estarem sendo observados. Aos poucos, George foi mudando o comportamento, passou vários dias sem fazer a barba, ir ao trabalho ou tomar banho. Passava horas em frente a lareira se queixando do frio, apesar do termostato da casa estar em condições normais. Kath ficou mais impaciente com os filhos. O comportamento deles ficou mais agressivo. E falando nos filhos...

A pequena Missy, de então 5 anos foi a responsável por várias passagens de me arrepiar ao longo da leitura... Ela conversava com Jodie, um 'porquinho' que dizia que ela deveria ficar ali para sempre para brincar com um menininho que tinha morado lá antes. Esse 'porquinho', ao ser visto por George numa madrugada, media uns 3 metros de altura e tinha olhos vermelhos. Danny e Chris não tem foco tão grande na história quanto a irmã caçula, mas eles também presenciaram fenômenos assustadores de causar pavor no leitor... 


Ao longo das semanas, George vai percebendo que tem algo errado com a casa, descobre nos antigos alicerces um poço lacrado. Uma médium chega a visitar a casa e fala nesse poço, sendo que ninguém até então sabia da existência dele, apenas George. Segundo a própria dizia, havia um casal de velhos assombrando a cozinha, e Kath teve contato com eles. Odor de excremento, praga de insetos, cerâmica do banheiro ficando sujas com gosmas que surgiam sem explicação, objetos que sumiam da casa sem ninguém ter estado lá, uma figura encapuzada que aparecia nas chamas da lareira, barulho de banda marcial marchando na sala durante a madrugada, portas arrancadas, o cachorro da família que vivia dormindo sem parar, e pesadelos com matança de cães e porcos, afora os problemas psicológicos nos habitantes da 112 da Ocean Avenue são alguns dos acontecimentos que o leitor encontra no livro...


Anos depois, saiu na imprensa que tudo não passava de uma farsa do casal, mas a verdade é que depois que eles abandonaram o local, várias equipes de demonologistas, psicólogos, médiuns e caçadores do sobrenatural visitaram a casa, e até os anos atuais ninguém se atreveu a comprar a propriedade. Existem também os curiosos de plantão que visitam a casa para tentar se deparar com alguma atividade psiquica ou demoníaca, mas creio que sem sucesso...



Ao longo dos anos, o cinema levou às telas a história da casa assombrada de Amityville. Uma das versões mais recentes é de 2005, e achei a adaptação bem fiel, tirando algumas mudanças significativas com relação ao livro... Recomendo a leitura de Horror em Amityville àqueles que adoram uma boa história de fantasmas, aparições e mistérios em locais assombrados. Se a história foi verídica ou não, não posso afirmar com certeza, mas prefiro acreditar que houve/há algo de paranormal na 112 da Ocean Avenue... 

8ª Roda de Leitura Paudalho - PE

| 15 fevereiro 2015 | 2 Comentários |
É, acabei esquecendo de comentar sobre a 8ª edição da Roda de Leitura, que foi realizada em janeiro, dia 18. A temática foi histórias em quadrinhos, e posso dizer que foi um sucesso. Todos participaram dos debates, fizemos um Amigo Secreto para trocar gibis de todos os tipos e houveram muitas brincadeiras, em que as equipes que dividimos os participantes puderam interagir e disputar os prêmios [livros e quadrinhos que consegui com doações para o sorteio...]

organizadores
Alumas equipes tiveram que pagar micos quando não conseguiam acertar as perguntas. Fizemos um Quiz com perguntas sobre quadrinhos mais conhecidos, como Turma da Mônica, Disney e Marvel. Lógico que os micos nos renderam muitas risadas. Teve gente que passou a roda inteira melado com batom... *risos*

premiados dessa edição...
Minha felicidade foi ainda maior por ver alguns participantes de primeira viagem, que nunca tinham vindo nas edições anteriores e acabaram se empolgando nessa roda, a ponto de virem na seguinte [esses dias solto o post com a 9ª edição.] Entre eles, um ex-aluno meu que não tinha o hábito de leitura, e me dava certo trabalho em sala pela sua inércia. Ele nunca fazia as atividades, não lia nada, faltava às avaliações e afins... Me senti orgulhosa de vê-lo mudando graças à Roda de Leitura. Posso não ter conseguido em sala de aula, mas sinto que ele deu um grande passo, inclusive ao ler o livro que ganhou no sorteio da roda... 

A clássica 'selfie'
Essa edição foi marcada principalmente por várias caras novas. E espero poder vê-las nas edições futuras... Alguns mais antigos marcaram presença, claro, mas o ideal é que se juntem aos antigos participantes cada vez mais pessoas novas... Quanto mais o projeto crescer, mais feliz eu ficarei em ver que as pessoas estão aderindo ao hábito de leitura... Não posso esquecer de comentar sobre o debate que fizemos com X-men e a diversidade, utilizando os mutantes como exemplo de marginalizados. Quem são os excluídos em nossa sociedade? Muitos participantes opinaram sobre como eles mesmos se sente à margem por conta de diversos fatores, como religiosos, comportamentais, de estilo, orientação sexual e afins... Foi incrível.



Bem, posso dizer que foi uma tarde muito divertida e proveitosa, em todos os sentidos... Até a próxima, pessoal... 

Coraline

| 13 fevereiro 2015 | 6 Comentários |

 Hoje trago para vocês a resenha de Coraline, escrita por Neil Gaiman, publicada pela Editora Rocco. Coraline é uma garotinha que se sente entediada, ao mudar para uma casa com estranhos vizinhos. Seus pais nunca tem tempo para a garotinha, e por mais que ela queira chamar a atenção deles para brincarem com ela, eles se mostram irredutíveis em seus trabalhos... 

Sem muito o que fazer, Coraline começa a explorar a nova casa, bem como seus arredores. Se depara com alguns personagens bem peculiares, como o senhor louco que vive na parte do sótão, e duas atrizes de teatro aposentadas, que moram na parte inferior da grande casa. A mansão foi dividida pelo proprietário para ser alugada a várias pessoas, por isso existem essas dependências sendo alugadas... Durante suas explorações, Coraline encontra uma porta trancada, e ao insistir com sua mãe para que abra aquela pequena porta, ela se depara apenas com uma parede de tijolos. Mas à noite, quando a garota vai dormir, algo acontece por trás daquela porta...

"Quando você tem medo e faz mesmo assim, isso é coragem."
Quando algo a leva para o que tem por trás da porta, Coraline descobre uma versão melhorada de sua própria casa e família. A diferença é que os habitantes dessa versão 'melhorada' tem estranhos olhos de botões... Coraline é bem tratada e coberta de atenções por esses 'pais' com olhos de botões, mas será que aquele universo é realmente a melhor saída? Será que essa versão melhorada de sua vida é realmente a melhor escolha a ser feita, ou tem algo errado ali? Cabe a você, leitor, descobrir...



O livro traz ilustrações feitas por Dave McKean, que já trabalhou com Neil Gaiman em outras obras, como em Dias da meia-noite.Existe uma versão cinematográfica da história, que, apesar de umas poucas diferenças, pode ser apreciado sem prejudicar a visão do livro. Ah, não poderia esquecer um personagem bem peculiar da história, que é um gato preto. Ele ajuda Coraline em vários momentos, inclusive ao tomar as decisões mais acertadas... 


"Gatos não têm nomes. - disse.' -Não? - perguntou Coraline.- Não - respondeu o gato. - Agora, vocês pessoas têm nomes. Isso é porque vocês não sabem quem vocês são. Nós sabemos quem somos, portanto não precisamos de nomes."



Apesar de ser um livro infanto-juvenil, qualquer adulto que goste de uma boa história de fantasia, recheada de elementos sombrios vai gostar dela... É possível tirar uma importante lição do que nos é contado, de que às vezes, por melhor aparência que as coisas possam ter, nem sempre elas são o melhor caminho a se tomar... Desconfie quanto tudo estiver bem demais, perfeito demais, sempre pode haver algo oculto/subliminar, que pode nos prejudicar mais a frente... Bem, essa foi a minha interpretação, e claro que cada um pode ver o livro por outra perspectiva... Me contem nos comentários, já assistiram o filme? Já leram a obra ou tem vontade de ler? 

Até o próximo post... 


TAG - Estante Perfeita

| 12 fevereiro 2015 | 9 Comentários |
Bem, fui indicada por Kris, do blog Conversas de Alcova para responder a Tag Estante Perfeita. Irei indicar cinco blogs ao fim da postagem para fazerem também... essa tag foi criada pela blogueira Beatriz, do Escrevendo Mundos e consiste em responder algumas perguntas, indicar blogs e postar photo da sua estante, prateleira, enfim, cantinho que utiliza para guardar seus babys [livros *risos*]. Vamos lá:


  • Diga três livros que você ama e que possui na estante. E o motivo de gostar tanto deles:
Trainspotting, de Irvine Welsh. Foi um presente de meu querido amigo Alberon, e sou apaixonada pela história... O cemitério, de Stephen King, porque foi a primeira obra que li dele, sou apaixonada pelo filme e a primeira vez que li foi em pdf, por isso não exitei em comprar quando vi num sebo por apenas três reais... E O morro dos ventos uivantes, de Emily Brontë, presente de minha irmã. Outro que li em pdf e tempos depois pude ler minha própria edição... É uma das histórias clássicas que mais amo...


  • Escolha livros que você escolheu retirar de sua estante e o porquê.

Retirei o box de A Revolta de Atlas, de Ayn Rand, porque a pessoa que me deu o box é do tipo que não quero ter nada que tenha vindo dela em minha vida, nem livros. Não cheguei a ler, posso até ler mais a frente, eu mesma comprando... Mas toda a energia negativa que essa pessoa asquerosa possui não ficaria em minha estante... Uma pessoa que te xinga por opiniões políticas diferentes é no mínimo estúpida e infantil... Entre vários outros fatores que me levaram a querer distância dela...


  • Quais os livros autografados da sua estante que você mais gosta?

Não possuo muitos, mas gosto demais de Teorema de Mabel, de Matheus Ferraz, 4 semanas de prazer, de Julianna Costa e Fugitivos, de Carlos H. Barros, parceiros queridos aqui do blog [exceto Julianna]. Ah, também tenho três edições autografadas dos livros d'O Recife Assombrado e Na escuridão das brenhas, de Roberto Beltrão.


  • Para sua estante ser perfeita, quais livros ela ainda precisa ter?

Seriam vários ainda, mas como só posso escolher três, vamos lá... Não é livro, é um quadrinho, mas preciso ter Maus, de Art Spielgman, O estranho mundo de Tim Burton, de Paul A. Woods, e Só garotos, de Patti Smith.


  • Quais as capas mais bonitas de sua estante?

Tenho várias capas lindas. Vejamos... Inéditos e dispersos, de Ana Cristina César; Dracula, de Bram Stocker; As Aventuras de Huckleberry Finn, de Mark Twain; Cenas de Nova York e outras viagens, Jack Kerouac;  Morangos Mofados, Caio f. Abreu; Mate-me por favor volume I, Legs McNeil; Estranhos mistérios d' O Recife Assombrado, Roberto Beltrão. Foi difícil escolher, mas são estas...



  • Mostre uma photo do seu cantinho para guardar livros.



Blogs indicados:




Top 3 - Descobertas literárias de 2014 [Autores brasileiros]

| 11 fevereiro 2015 | 8 Comentários |
Bem, no decorrer do ano de 2014 me deparei com alguns autores que até então não conhecia, ou que já tinha ouvido falar mas ainda não tinha tido a oportunidade de ler... Separei alguns que se destacaram de maneira positiva ao longo do ano, e resenhei as obras deles aqui... A literatura brasileira tem nomes de peso, e afora os clássicos, há muitos nomes que deveriam ser conhecidos e não são, inclusive na literatura contemporânea... Conheça alguns deles...


Michel Laub - Nunca tinha ouvido falar dele até ganhar de presente uma edição de A maçã envenenada. Posso dizer que me encantei com a escrita desse autor gaúcho, e ele me deixou com gosto de 'quero mais', e pretendo ler toda sua obra escrita até então... Ele não publicou tantos livros, então creio que não será difícil bater essa 'meta'... Os títulos dele já publicados são: Música anterior, Diário da queda, O gato diz adeus e O segundo tempo.



Marcelo Rubens Paiva - Achei a relíquia do livro Feliz Ano Velho num sebo, e resolvi trazer pra casa porque já tinha ouvido falar do autor no blog Dose Literária, em um post mais antigo... Logo no início da leitura eu percebi que aquele autor já tinha conquistado meu coração, contando sua trágica história a partir de um acidente infeliz numa piscina, e sobre como começou a superar a dificuldade em sua 'nova vida'... O livro tá longe de ser auto-ajuda, e possui uma narrativa surpreendente... Escreveu também Blecaute, As fêmeas, Bala na agulha, entre outros...


Outro gaúcho que conquistou meu coração foi Antônio Xerxenesky, com seu livro F. Um amigo me emprestou o livro dizendo que eu haveria de gostar da história. E acertou em cheio. Foi uma leitura rápida, cheia de referências interessantes e com direito a Joy Division na trilha sonora... Ficou mais que óbvio que também pretendo me aventurar em outros de seus títulos, entre eles A noite descosturada, Entre dentes e A página assombrada por fantasmas. 




Em breve farei um post sobre os autores estrangeiros que descobri ano passado... Aguardem mais uma listinha com autores de primeira linha...

O gato por Dentro - Willliam Burroughs

| 10 fevereiro 2015 | 4 Comentários |


E hoje venho falar de uma obra encantadora, escrita por William Burroughs e publicada pela L&PM Editores. Já tinha falado sobre o autor e uma de suas obras neste post, e eu costumo dizer que O gato por dentro foi uma singela ode aos gatos que o nosso 'Old Bull Lee' escreveu. Bem, uma das peculiaridades do escritor é que ele fã incondicional dos pequenos felinos. O livro fala da relação entre o homem e o gato, pela perspectiva do próprio autor.

"Nos últimos anos, tornei-me um dedicado amante de gatos, e agora reconheço a criatura claramente como um espírito felino, um Familiar."

Burroughs fala sobre seus gatos como se fossem parte de sua família. Ele chorou quando eles morriam ou desapareciam, ele dava de comer, ninava, sentindo-se um verdadeiro Guardião desses animais. Ele frequentemente sonhava com os felinos em variadas situações. Dentre todos os gatos que passaram em sua vida, Ruski era o mais citado no livro, provavelmente foi o que mais marou a vida de Burroughs... Em alguns trechos do livro, ele critica os humanos que fazem maldade com os gatos, que sentem prazer em machucar seres tão indefesos...

"Quem poderia ferir uma criatura como essa? Treinar seu cão para matá-lo! O ódio pelos gatos reflete um espírito feio, estúpido, grosseiro e intolerante."
Burroughs faz uma comparação dos gatos como sendo elos para ligá-lo ao ser humano, embora ele mesmo seja um. É como se sua ligação com os felinos o mantivesse perto da humanidade. E chama os humanos de espécie moribunda. Os gatos seriam então, o refúgio desse mundo louco? A escrita de Burroughs é leve, parece mais uma conversa informal sobre o apreço por gatos e por isso mesmo torna a leitura agradável e deliciosa. Eu arriscaria dizer que é uma conversa à moda beat sobre gatos...

O Gato por Dentro foi escrito já na fase madura de Burroughs, em meados da década de 1980. Ele traz memórias dos gatos que teve durante sua vida, como eles o ajudaram a recuperar o equilíbrio em diversas fases difíceis de sua jornada e deixa em aberta a questão de 'o quanto um gato pode parecer com seu dono'. Aos apaixonados por gatos, esse livro é uma boa pedida. E se você for fã dos escritores beat, é mais que recomendado ter esta obra na estante...


William Burroughs ♥


╬† Literatura no Mundo ╬†

╬† Autores ╬†

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