"Deixai toda esperança, ó vós que entrais!" Inferno. A divina Comédia [Dante Alighieri]

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Uma leve e encantada fantasia... A menina da neve, de Eowyn Ivey

Recentemente fiz a leitura de A menina da neve, da autora Eowyn Ivey, que foi publicado aqui no Brasil recentemente pela Editora Novo Conceito. Fazia tempo que não me aventurava por uma boa estória de fantasia aliada à contos de fadas, e posso dizer que o saldo da leitura foi positivo... A obra me pegou de jeito...

Mabel e Jack são um casal de meia-idade que vive no Alasca e não puderam ter filhos. Apesar de tentar viver com suas próprias posses naquela terra inóspita, ambos passam por dificuldades com a agricultura, os tempos estão difíceis para os moradores da pequena cidade onde eles se fixaram. Mas logo conquistam a amizade de um casal que tem três filhos homens, e o mais novo se põe a ajudar Jack com os afazeres da fazenda...



Nesse ínterim, numa noite de inverno, o casal faz uma boneca de neve e no dia seguinte, surge uma linda menina de cabelos loiros, quase brancos, rondando a floresta. Ninguém sabe seu nome, onde ela vive, e porque está sempre na companhia de uma raposa de pelo vermelho...  E logo essa menina vai mudar de maneira fantástica e surreal a vida de Mabel e Jack...

No decorrer do livro, Jack e Mabel vão tentando se aproximar daquela criança, embora ninguém mais a conheça ou saiba de sua existência... ela seria real? ou algum devaneio da cabeça de ambos, que tanto ansiavam por um filho e não puderam ter? Por vezes, fiquei na dúvida se ela era uma espécie de fada da floresta ou realmente alguma menina perdida, que encontrou na natureza selvagem uma maneira de sobreviver... Mabel recordava da história que ouvia de seu pai quando criança, e que se encaixava exatamente com a aparição da menininha. E se aquele velho livro em russo estivesse correto, o desfecho para todos seria dolorido... 

Achei a construção de personagens bem realizada pela autora, bem como a descrição detalhista da trama; em vários momentos, eu me senti visualizando o território alasquiano, as caçadas pela floresta coberta de neve e o leito do rio congelado e sua vegetação típica... É como se eu sentisse o odor dos chás que Mabel preparava, que a menina exalava, enfim... Meus sentidos foram apurados durante a leitura e a imaginação correu solta...

Apesar de ter me arrastado na leitura ao longo dos dias, não achei uma escrita cansativa... Meu problema foi falta de tempo para concluir logo o livro. Os capítulos curtos contribuíram para uma narrativa fluída beirando o singelo e poético... Com relação à diagramação, a editora está de parabéns pelo trabalho e cuidado... A menina da neve é uma excelente leitura para quem está buscando sair da realidade em que vivemos e deseja embarcar rumo ao mágico... Boa leitura!
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Destaque de leituras em 2015 [Retrospectiva literária]

Meu ritmo de leitura em 2015 não foi rápido mas a questão é que eu mesma me permiti fazer leituras sem muita pressa, a fim de absorver melhor os livros que me passavam em mãos... Alguns foram verdadeiros tesouros, outros foram entediantes - pra não dizer torturantes - mas consegui chegar ao fim de 131 livros lidos ao longo do ano, 80 a menos que o total de 2014...



Entre os autores novos que conheci e me apaixonei, dou destaque a Anne Rice, Chuck Palahniuk, John Russo, Robert Bloch, Washington Irving, Alan Dean Foster, Horacio Quiroga, Jeff Lindsay, Jon Krakauer, Pierre Boule, Arthur C. Clarke, Mark Twain, Patricia Highsmith, Vladimir Nabokov, Pedro Chaga Freitas, Luiz Biajoni, Rodrigo de Oliveira e Christopher Davis.

Foi um bom ano para livros de cortesia com autores, e dou destaque a Mara Vanessa, Camila Tapia e Avenir Passo, Leonardo Nóbrega e Breno Melo. Não poderia deixar de mencionar também Anderson Henrique e Claudio Duffrayer. Todos eles me cederam exemplares que foram lidos e resenhados aqui no blog ao longo do ano. 

Não diria que este ano houve um autor de destaque em minhas leituras, mas editoras e gêneros. Sci-fi foi bem lido por aqui, com quatro títulos representando o gênero, além de vários livros infantis [22] e de poesia [12]... 

Com relação a editoras, a Novo Conceito me rendeu 19 leituras, seguidos pela L&PM Editores, com um total de 12 livros lidos... Li apenas 2 ebooks, mas espero aumentar essa quantidade em 2016, pois agora posso ler pelo celular... 16 revistas, tendo destaque a Mundo Estranho e Mundo Nerd. Com relação aos quadrinhos, foram lidos 110, alguns a mais que o ano anterior... 

Dou destaque as hq's de The Walking Dead [20 volumes], Yuyu Hakusho [14 edições] e Hellsing [6 edições]. Li algumas edições de Tex, Conan, Hulk, Recruta zero, Hagar, clássicos da literatura em quadrinhos, Hellblazer, Codename Sailor V, Love in the Hell, Homem - aranha, Disney, Batman, Turma da Mônica, A saga do monstro do pântano, e os infrutíferos Kill la Kill e Steins Gate. All you need is kill e uma biografia de Ghandi foram belas surpresas, e pude ler ao menos um título do meu querido Milo Manara. Ah, já ia esquecendo Persépolis, que foi uma das relíquias do ano. Além desses, li outros títulos de menor importância no momento... 

Claro que não iria deixar de citar os livros infrutíferos que tive o [des]prazer de ler, entre eles O álbum, Primeiro e único, A salamandra e O reino das vozes que não se calam

Lista de livros marcantes de 2015:

Livro das perguntas - Pablo Neruda
Filadelfia - Christopher Davis
Elevador 16 - Rodrigo de Oliveira
Serial Killers - anatomia do mal - Harold Schechter


Participei de alguns desafios literários esse ano...

CulturAção - livros para ler no inverno [só li 2 dos 4 títulos]

Faço por último uma menção honrosa aos títulos disponibilizados pelo projeto Itaú Leia para uma criança: Tatu-balão e Dorme, menino, dorme. Gostei de ambos, e foram melhores que os dos anos anteriores que eu recebi...

Bom, espero que tenham gostado de minha retrospectiva literária. E espero que no ano que vem, a qualidade de leituras se mantenha ou se eleve... Pretendo conhecer alguns novos autores, mas sobre isso falarei em outro post... Até a próxima, pessoal... ^.~
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"Lembrem, lembrem, o cinco de novembro..." Resenha - V de Vingança, de Alan Moore e David Lloyd...




Resolvi trazer para vocês, leitores do blog, minhas impressões sobre a releitura da HQ V de Vingança, de Alan Moore e David Lloyd, publicada pela Panini Comics. Já tinha lido em 2012 e reli novamente estes dias, depois de [re]ver o filme pela enésima vez... Trata-se de um ambiente pós-apocalíptico, em que um revolucionário de nome desconhecido, nomeado apenas de V, luta contra o totalitarismo do Estado, através de ações diretas e consideradas anarquistas. 

A trama é ambientada em 1997 no Reino Unido. V usa uma máscara caricaturada de Guy Fawkes. Depois de uma guerra nuclear, o Estado totalitário ascende ao poder, onde existem campos de concentração para minorias étnicas e sexuais. A mídia é controlada pelo governo e a polícia secreta age de forma brutal sobre a população. 



V de Vingança faz uma verdadeira alusão ao regime fascista e possui referências à obras importantes que abordam o tema, tais como 1984, de Aldous Huxley [a mídia controlada e o povo vigiado o tempo inteiro por monitoramento], e Origens do totalitarismo, de Hanna Arendt, escrito no início da década de 1950 e que trata sobre os abusos dos governos totalitaristas. Importante frisar também a época em que a HQ foi escrita: o socialismo soviético entrava num período de derrocada e no Reino Unido, implementava-se o modelo econômico neoliberal, liderado por Margareth Tatcher. 


V possui recursos suficientes para confrontar o governo, e Evey surge em seu caminho. Quando ele a resgata de um grupo de homens que planejava estuprá-la, ela acaba morando por um tempo com o anarquista misterioso, e a segunda parte do quadrinho foca mais na história dessa personagem... É nesse segundo tomo que outros personagens coadjuvantes são melhor apresentados ao leitor... 



O início da história foca mais em estabelecer o personagem ao universo da HQ, e a parte final é sobre as ideologias de V convergindo para um final catastrófico e apoteótico... Evey perdeu seus pais durante a guerra e vira uma espécie de aprendiz de V, e a relação que tem com ele é bastante íntima [não do ponto de vista sexual], e com ele a garota aprende sobre uma cultura há muito perdida, devido à degradação da sociedade e o ambiente de guerra e caos... 
Com relação à parte gráfica da HQ, David Lloyd produziu uma obra artística à parte. Seu traço forma um par perfeito com o roteiro de Moore, e presenteia o leitor que admira uma obra requintada e cheia de alusões à situação política do planeta. O contraste de luz e sombra de suas ilustrações ajudam a compor um ambiente opressivo e sujo para a sociedade distópica de um futuro não-tão-distante. A máscara de V possui grande expressividade...


A história inspirou um filme de mesmo nome, trazendo Natalie Portman como Evey Hammond e Hugo Weaving dando vida à V. Interessante notar que o herói em questão poderia ser visto como um terrorista que explode prédios importantes ao governo, mas ele desnuda princípios conservadores em prol da liberdade do indivíduo. Apesar das diferenças entre película e filme, a essência do que Moore e Lloyd passaram no quadrinho está exposta como uma ferida aberta ao espectador. 
Em suma, V de Vingança é um verdadeiro tesouro a ser colocado em lugar de destaque na estante.

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O Torpor Niilista te deseja um Feliz Natal



Olá, amigos leitores! Animados com as festividades de fim de ano? Bem, serei breve. Estou postando para desejar um Natal repleto de Paz, harmonia, e luz a vocês e todos os seus amigos e parentes queridos... Que 2016 venha com muito brilho, discernimento e conquistas para todos nós... 

Sou péssima com mensagens de felicitações, mas saibam que meus votos são sinceros... E que o próximo ano nos presentei com muitas leituras maravilhosas, de arrebatar quem as fizer...


Boas Festas!


p.s: o blog continua com sua [caótica] programação normal... 
Até a próxima postagem. E se quiserem, me sigam no Instagram...

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As singelas listas de Dez coisas que aprendi sobre o amor



Daniel e Alice nunca se encontraram antes, mas a vida de ambos possui uma ligação muito forte... Tendo como cenário de fundo a bela cidade londrina, Daniel não tem porto seguro, ele é um sem-teto, e lista algumas coisas em uma folha de papel; coisas que ele diria à sua filha, que nunca conheceu...

Alice está voltando para casa, pois os seu pai se encontra prestes a morrer. Suas irmãs, com quem não tem um relacionamento muito profundo, a aguardam em casa com a notícia... Apesar de seu pai estar morrendo, o momento não foi propício para uma despedida adequada, e Alice se sente perdida. Pensa na mãe, na relação difícil que sempre teve com o pai após a morte da mãe, em Kal, com quem teve um relacionamento por 3 anos e não deu certo. E ela lista várias coisas: o que gostaria de dizer pra alguém, o que não deveria ter feito, o que deveria ter feito...

Ela tem 30 anos e passa mais tempo longe de casa, mas agora que está morando na casa que em breve será vendida, ela revisita sua infância, seu passado distante e as memórias do acidente que vitimou a sua mãe. Alice não se encaixa na família que lhe restou, e só voltou para dar um último adeus a seu pai... 

O que Alice e Daniel tem em comum? E como eles se encontram? A paixão pelo céu estrelado, o hábito de listar coisas que os deixam felizes, infelizes ou reflexivos, que transbordem lembranças longínquas e melancólicas... 


Daniel consegue revelar sentimentos apenas com objetos que pega no lixo, transformando-os em enigmáticas mensagens. Depois de ver um amigo de rua tentar entrar em contato com sua filha, que está na Polônia, ele repensa sobre a decisão de abrir a história de sua vida, ou se esse fato pode desencadear mais tristeza e desalento às pessoas envolvidas... "Às vezes, é melhor deixar as coisas como estão..."

Alice é uma mulher madura, apesar de se mostrar insegura em vários momentos, e senti alguma identificação com as coisas que ela listava e na maneira como ela se sentia com relação ao mundo è as pessoas ao seu redor... A premissa do livro me fez escolher um bloquinho para fazer minhas pequenas listas, e logo outras mais serão acrescentadas ao que já escrevi... 

Publicado recentemente pela Editora Novo Conceito, Dez coisas que aprendi sobre o amor é sobre onde podemos encontrar o amor, nas minúcias, nos [des]encontros, no admirar de estrelas sob uma ponte... É sobre tentar compreender os 'acidentes' da vida, os trilhos que percorremos para chegar ao desconhecido... Sarah Butler possui uma escrita que remete ao nostálgico e poético, e apesar de ter demorado um pouco para me conectar à trama, devido à narrativa, que se mesclava ora em Daniel, ora em Alice, terminei a leitura absorta em seus entremeios... 

O desfecho não amarra as coisas num final feliz e previsível, tampouco traz o clichê de tragédia... fica em aberto, e as possibilidades, só o leitor poderá conjecturar a respeito... Eis uma boa pedida... 
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Chaves - A história oficial ilustrada



Publicado pela Editora Universo dos Livros, Chaves - a história oficial ilustrada é um guia para todas as pessoas que tiveram sua infância animada pelos personagens de Roberto Bolaños e seus amigos. É impossível alguém dizer que nunca ouviu falar em Chaves, Quico, Chapolin Colorado ou Seu Madruga. Chaves encantou gerações e creio que para as futuras, ele ainda será um mito...

O livro é dividido em três partes, e na primeira delas conhecemos um pouco da infância de Roberto, quem eram as pessoas de suas família, e as dificuldades econômicas que sua mãe passou ao perder o marido de maneira precoce. Tendo que criar três filhos, ela se sacrificou muitas vezes a fim de oferecer o melhor à sua família. Claro que esse fator influiria de alguma forma na personalidade do menino Roberto, que - apesar da fama que conquistou ao longo das décadas - nunca perdeu sua humildade.

O leitor toma conhecimento de algumas curiosidades da vida do ator/poeta/escritor/roteirista/produtor, como sua facilidade com os números [ele era bom em matemática] e o boxe, que era outra de suas paixões. Após a perda do pai, vítima de um derrame cerebral em 1935, a vida ficou mais difícil...

Podemos pensar que não, mas Bolaños era namorador, e só depois que conheceu Florinda Meza é que se dedicou o resto da vida a ela... mas o relacionamento não aconteceu da noite para o dia. Foram 10 anos convivendo juntos devido ao trabalho, que fizeram com que o casal se apaixonasse. Mas ele já tinha sido casado e era pai de seis filhos... 

"Mas admirei , sobretudo, o fato de ele me cortejar, sem me assediar. Era nobre, respeitoso e extremamente conquistador. Seria muito difícil amar alguém por muito tempo sem admirá-lo. Todos os seres humanos têm algo admirável e devemos ter a sensibilidade para encontrar e saber que isso e essa pessoa são sua outra metade."

Sim, essa Florinda é a Dona Florinda do seriado Chaves, ou Chavo del Ocho, que é o nome original do programa. Florinda certamente foi o grande amor da vida de Roberto, até sua morte. 

No capítulo destinado a Chaves, conhecemos as fichas dos personagens que compunham a série, com suas principais características. Um dado curioso, por exemplo, sobre a personagem Chiquinha, é que ela se chama Chilindrina, nome de um pão tipicamente mexicano, salpicado com sementes de gergelim, fazendo alusão às sardas da 'garotinha', que ganhou vida graças à atriz Maria Antonieta de las Nieves.

Na terceira parte do livro conhecemos inúmeros outros trabalhos realizados por Bolaños ao longo de sua carreira. O guia dá ênfase à amizade que ele tinha com os atores que faziam Chaves e que participaram em vários outras obras dirigidas/roteirizadas por Roberto. Engraçado que o que nos chega aqui no Brasil não é de longe o único trabalho do artista, e tomamos nota de vários filmes e programas realizados por ele ao longo dos anos. 

Ele aprendeu música sozinho, foi poeta, compositor, produziu inclusive uma comédia musical, intitulada Títere. Já no fim do livro, temos um compilado de entrevistas feitas durante sua carreira e um trecho que fala da versão animada de Chaves. Dentre outras curiosidades, há uma fundação para crianças que passam necessidade. E para finalizar a obra, o guia traz trechos de depoimentos de várias pessoas que conviveram com Roberto e falam um pouco sobre sua vida. 

As páginas finais do livro estão recheadas de imagens, desde sua infância, passando pelos palcos até imagens com amigos, e com sua esposa Florinda. É improvável você ler o guia sem se emocionar com os depoimentos, sua trajetória e não relembrar com nostalgia as cenas e frases mais emblemáticas que fizeram a alegria de muitas crianças por praticamente todos os países da América Latina. É com muito gosto que eu me enquadro na categoria de pessoas que 'cresceram' na companhia de Chavinho e sua turma... 

Uma biografia encantadora e mágica... 

'Não contavam com sua astúcia', Roberto. E você conquistou milhares de corações...



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O pequeno Príncipe - a história do filme [em formato livro]

Passando pela banca de revistas vi um livro que me chamou a atenção; trata-se da adaptação literária do roteiro do filme O pequeno príncipe, que foi lançado esse ano. Como fui ver o filme no cinema, e sai com olhos marejados da sessão, além de ser alvo de risos do meu marido trolador, fiquei curiosa com a obra, que apesar de fininha, estava por um preço meio que salgado. Mas pensei - foda-se - e trouxe o livro pra casa. Acabei de ler em menos de uma hora e resolvi trazer minhas impressões sobre ele para vocês que sempre visitam por aqui... Pois bem...

Narrado em primeira pessoa, a história fala de uma garotinha que está para fazer um teste de admissão numa grande escola, a desejo de sua mãe, que regra a vida da filha impondo horários e afazeres a fim de que ela se torne uma adulta essencial... Depois de apresentar toda a vida da menina num quadro cinzento na nova casa [a mudança foi necessária para que ela ingressasse na Academia Werth], ela vai para o trabalho deixando a menina entregue à solidão de sua rotina programada-super-sem-graça. 

Mas ela possui um velhinho bem peculiar como vizinho, com roupa de aviador, e depois de algumas situações inusitadas eles se tornam amigos. E é através dele que a menina vem a conhecer a história do pequeno príncipe, e aquele velhinho era o aviador que o encontrou no deserto, uns anos atrás. Mas o desfecho da história, contada ao longo dos dias, não agradou a menininha... Mas então, o seu amigo acaba hospitalizado e ela precisa tomar uma importante decisão - de ir atrás do pequeno príncipe - a fim de ajudar seu amigo antes que seja tarde...



Apesar de ter apenas 80 páginas e cheio de ilustrações do filme, o livro conta de forma breve tudo o que se passa na película. Se você ainda não assistiu - e pretende - passe longe da leitura até assistir, a não ser que você não se importe com spoilers. Caso já tenha visto o filme, o livro não traz nada de novo. Mas se você for do tipo de leitor super fã - como eu - que gosta de ter qualquer coisa que leve o nome do loirinho do deserto, então a compra é uma boa pedida...

Publicado pela Editora HarperCollins, O pequeno Príncipe - a história do filme serve mais como item de colecionador ou para presentear alguém querido nessa época de natal... Mas apesar de não trazer novidades com relação ao filme, é uma leitura válida, breve e que vai trazer boas lembranças a quem viu na grande tela um filme encantador e emocionante... Um 'mais do mesmo' que vale ter na estante...




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Tag - Literatura Nacional

Vi no blog da Gleyse Vieira essa tag super bacana e resolvi responder por aqui também...


1 - Qual seu escritor(a) nacional preferido(a)?

Caio Fernando Abreu.


2 - Qual livro nacional você gostaria de ler, mas ainda não teve oportunidade?

Gozo fabuloso, de Paulo Leminski; Zero, de Ignácio de Loyola Brandão e Diana Caçadora e Tango fantasma, de Márcia Denser. 



3 - Qual o gênero literário nacional você mais gosta?

Amo crônicas, contos e poesia...

4 - Qual personagem da literatura nacional você se identifica ou gostaria de ser?


Hum, no momento não lembro de algum que eu tenha alguma identificação, mas que eu gostaria de ser... Bem, creio que algum personagem anônimo dos contos de Caio, com suas tristezas profundas e luxúria melancólica...

5 - Qual o livro nacional que você tem na estante possui a capa mais bonita?

A capa de Inéditos e dispersos, de Ana C. César. Além dele poderia citar Memórias de um gigolô, de Marcos Rey e Morangos Mofados, de Caio f. Bem, na verdade vou roubar na resposta e colocar também A ladeira da saudade e Oito minutos dentro de uma fotografia [Ganymedes José] e Crimes de paixão, de Dalton Trevisan... 




6 - Qual o título de livro nacional mais te chamou atenção até hoje?

Acho que a leitura de O quinze, de Rachel de Queirós e Éramos seis, de Maria José Dupré... Foram livros viscerais...



7 - Você possui alguma trilogia, saga ou coleção completa de alguma obra nacional? Qual?

Algumas coleções de Clássicos da Literatura Nacional...

8 - Em sua opinião, qual o melhor clássico da literatura nacional?


Capitães da Areia, de Jorge Amado e Noites na taverna, de Álvares de Azevedo...



9 - Indique um livro que você acredita ser leitura obrigatória dentre os nacionais.

Vidas secas, de Graciliano Ramos.


10 - Cite uma frase inesquecível de um livro nacional:

É uma phrase de Caio Abreu, tenho até parte dela tatuada nas costas:
"Tudo já passou e minha vida não passa de um ontem não resolvido..."


Bem, espero que tenham gostado das minhas respostas... A Tag foi criada pela própria Gleyse e vocês podem conferir a postagem dela clicando no link no início do post... Até a próxima, pessoal... ^.~
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Lançamentos Autêntica [Dezembro 2015]

E vamos aos lançamentos do Grupo Editorial Autêntica de dezembro.


Confesso que fiquei bem interessada em A literatura e o mal, de Georges Bataille e O formigueiro, de Ferreira Gullar... Espero poder ler algum deles em breve...

Autêntica
O formigueiro
O formigueiroDe: Ferreira Gullar
R$ 54,00
120 Páginas
Se Parmênides
Se ParmênidesDe: Barbara Cassin
Traduzido por: Cláudio Oliveira

R$ 42,00
216 Páginas
A literatura e o mal
A literatura e o malDe: Georges Bataille
Traduzido por: Fernando Scheibe

R$ 43,00
200 Páginas
Andersen Viana
Andersen VianaDe: Marcelo de Magalhães Cunha
R$ 39,90
168 Páginas



Espero que tenham curtido. Qual desses te despertou interesse? Me conta nos comentários ;)

Beijos...
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Maratona de Férias Alcas

Está rolando pelo Instagram a Maratona de Férias Alcas, organizada por:


@amorentrelivros
@apaixonadaemlivros2 
@cantinho_da_leitura
@leitoremfoco
@serenataliteraria 





As regras são básicas:

1- seguir os igs organizadores:
2- Residir no Brasil;
3- Usar a TAG #ALCASdeferias nas postagens da maratona de férias;
4- Postar a foto da sua TBR oficial com a TAG.
Data de inicio 12 de dezembro.
Data do término 13 de janeiro.

E a TBR? É essa aqui:

1- Comece ou termine uma série/trilogia;

Escolhi A guerra dos tronos - As crônicas de gelo e Fogo Livro 1. Já deveria ter lido e fico só protelando, então vou dar início com ele...

2- Um livro BRANCO se a sua data preferida for o ano novo, OU capa VERMELHA se sua data preferida for o natal;

Escolhi o livro Chaves - a história oficial ilustrada.

3- Um livro que tenha como tema férias ou viagem;

Dessa vez, vou escolher uma [re]leitura... Cenas de Nova York e outras viagens, de Jack Kerouac...

4- Um livro que tinha sido meta para 2015 e ainda não foi lido;

Vou roubar e pra esse item o primeiro da lista se encaixa aqui também...

5- Um livro sobre amizade ou família;


A menina da neve, de Eowyn Ivey...

6- Escolha um livro para você finalizar em um dia;

De repente, acidentes - Carl Solomon

7- Um livro em que o protagonista tenha seu nome OU a letra inicial do seu nome;

com meu nome eu não consegui encontrar algum em minha estante, então resolvi escolher V de vingança [HQ] pois pretendia reler para resenhá-lo no blog, então, acho que tá valendo...

8- Peça à um amigo para escolher um livro da sua estante para você ler.

Pedi ao meu marido pra ver algum da estante e ele escolheu o livro Histórias de robôs 3, de Isaac Asimov. Será minha estreia com o grande autor de sci-fi...

Durante a maratona terão vários desafios valendo brindes, livros e marcadores. Você não quer ficar de fora dessa. Vem participar da #ALCASDEFERIAS




Estou fazendo a postagem pelo blog porque não tenho como acessar meu Instagram pelo computador pra postar as photos [sim, sou pobre e 'arrego' o login no aparelho de outros xD]. Mas assim que der, posto por lá... Quem quiser, pode participar por lá também, e não esqueçam de usar a hashtag #AlcasDeFerias 

Me sigam no instagram --> Niilírica.
Até a próxima, e me desejem boas leituras... ;)

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Retrospectiva 2015

E hoje mais um ciclo se fecha pra mim, abrindo um completamente desconhecido e cheio de desafios... 



Cheguei enfim à idade de três décadas... Embora assustada - sim, porque entrar na fase dos trinta anos assusta - sinto que vão ocorrer mudanças em minha vida, algumas melhores que outras, mas dessa vez, sinto de maneira mais agradável e não tão niilista...

Ocorreram muitas coisas ao longo do ano... Meu relacionamento está tranquilo, depois de várias tormentas em anos anteriores... meu círculo de amizades sempre se renovando, pessoas novas adentrando meu universo, outras mais antigas permanecendo e mais fortes, outros que não gostaria de dar adeus tiveram que ir embora [mas ao menos fiz minha parte em tentar resgatá-las], e outras que deveriam ter sido descartadas foram embora pra nunca mais voltar, assim espero...

Meu trabalho continua no mesmo ritmo, e talvez seja isso que me incomodou, não creio ter alcançado minhas expectativas nele, com relação ao ano passado, e preciso mudar esse fato... Almejo galgar outro degrau acadêmico e espero conseguir isso...

Minhas promessas de poupar mais e comprar menos livros foram por água abaixo, mas não vou renová-las em 2016... Deixarei em aberto dessa vez, quem sabe assim me controle mais...

Acontecimentos relevantes:


Logo no início do ano, fiz outra tatuagem, uma ode a Edgar Allan Poe. Em breve falarei mais sobre ela aqui... Em março, fiz mais duas: uma frase de Bukowski e o nome História em grego... Em setembro, fiz a última do ano, meu Edward Mãos de tesoura... Não coloquei piercings novos, apesar de ter planejado dois... 

tatuagens de 2015


Fui para 4 eventos literários, além da Bienal: Turnê Intrínseca, Encontro de leitores New Adult [e percebi que realmente detesto o gênero rs], Mochilão da Record e o Encontro Intergaláctico Aleph. Sobre a bienal? Clique aqui. 

Intrínseca, Record, New Adult e Aleph

2 dias de Bienal...


Quanto às viagens na escola, visitei o Espaço Ciência em Olinda, logo após fomos ao Sítio Histórico da cidade. Uns dias depois, visitei pela primeira vez o Projeto Peixe-Boi em Itamaracá e o sítio Histórico de Igarassu, foram excursões muito agradáveis... Por último, mas não menos importante, houve uma visita ao Observatório Astronômico de Olinda, com a turma do 9º ano...

Eventos da escola onde trabalho...



Quanto a passeios, tive a viagem ao Veneza Water Park e o Mirabilândia com a escola... Mais uma vez conferi a Feira Japonesa do Recife, em novembro, que se provou ainda mais fraca com relação à anterior... Ir à Feira hoje, pra mim, se tornou sinônimo de 'encontrar mangás mais baratos', infelizmente... Além da Feira, aproveitei para visitar pela primeira vez o Parque de esculturas Brennand, e fui à Exposição que estava rolando na Caixa Cultural do Recife Antigo, sobre a história do esporte/olimpíadas. 

praia, parque aquático e parque de diversões...

Paço Alfândega, orla do Marco Zero e Caixa Cultura Recife

Não poderia deixar de mencionar a visita ao Museu Egípcio Itinerante. Fui 3 vezes. Para mais detalhes, acesse aqui...

Exposição ao Museu Egípcio e Rodas de Leitura

Quanto à Roda de Leitura que organizo mensalmente com alguns amigos, aqui na minha cidade, algumas coisas andam me decepcionando/preocupando, e creio ser a hora de [re]ver o estilo do evento e repaginá-lo, de alguma forma... Estaremos comemorando esse mês a 20ª edição... e a temática será A trilogia de O Senhor dos anéis.

Conheci Renato Furtado pessoalmente, depois de anos de amizade via internet. Ele é húngaro e o conheci por meio de uma amiga em comum. Foram dias maravilhosos na companhia dele e definitivamente, húngaro é muito difícil, mas ainda aprendi algumas coisas... 

Renato e Carol ♥

Quanto aos blogs que sou colaboradora, esse ano fui mais ativa no Poesia na Alma. Mas ainda escrevo regularmente para o Dose Literária e para o Leitor Cabuloso...

Podei novamente para as lentes de Tainá Maivys, e posso dizer que a sessão foi mais 'ousada' que a anterior. Mas, como sempre - Tai arrasou no profissionalismo e na forma como me deixou a vontade para as photos. Vocês podem ver algumas das photos em meu tumblr. 

'Projeto Ela se lê'

Participei da Maratona Literária de Férias 2015, e consegui alavancar várias leituras que estavam paradas. Foi um grande progresso em minha aba de 'lidos' em 2015...
Minha meta no Skoob está quase finalizada, mas em breve farei um post sobre a retrospectiva de leituras do ano, aguardem...



Comecei a andar de Skate mas por motivos de saúde, tive que parar. Espero retornar em 2016, além de voltar a me exercitar, pois pelo mesmo motivo do Skate, dei uma pausa...



Fui ao cinema apenas 3 vezes: uma para assistir Vingadores e Velozes e furiosos [no mesmo dia] e mais uma vez para assistir O pequeno Príncipe... E hoje fui assistir Victor Frankenstein, comemorando meu aniversário... Eis uma das coisas que pretendo fazer mais vezes em 2016... Minho me levou também à confraternização do trabalho dele, no começo desse mês... Foi divertido, e conheci pessoas legais...



Pra fechar o ciclo, preciso citar a confraternização da turma do 9º ano, fomos passar a noite num sítio com piscina, e foi muito legal, ainda melhor que com a turma do ano passado... Senti laços de amizade se fortalecendo ainda mais...



Em suma, resumi da melhor forma que pude meu ano de 2015... O que pretendo para 2016: sossego, trabalho mais diversificado, leituras ainda melhores, prosperidade pra Roda de Leitura, mais idas ao cinema, mais amor, mais luz, uma pós-graduação, mais tatuagens, mais piercings, mais viagens, mais abraços e afeto escancarado, mais dinheiro, menos preocupação e rugas, e mais pessoas acompanhando meu trabalho aqui no blog... é pedir demais? Acho que não... hehe ;)


Bem, espero que tenham curtido o post e se você me acompanha regularmente por aqui, certamente pôde ver alguns detalhes do que rolou comigo ao longo do ano... Até a próxima Retrô, em 2016... ;)



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Resenha - O retrato [Charlie Lovett]



Recebi o livro O retrato, do autor Charlie Lovett, publicado pela Editora Novo Conceito e confesso que foi uma escolha às escuras. Não sabia ao certo o que iria encontrar na trama e até que achei uma leitura razoável... Mas... oras, o livro não é bom? É sim, mas não chego a classificá-lo como um dos melhores livros que li na vida, mas para leitores que buscam romance com uma pitada de mistério e idas e vindas em épocas diferentes, é um livro que vai satisfazer quem se adentrar em sua história... Vamos lá...

Peter Byerly é um amante de livros que perdeu sua esposa recentemente, Amanda. É um homem inseguro, que só conseguia se envolver e interagir socialmente quando a mulher estava por perto, ela era seu porto seguro, e depois de sua morte, ele resolveu se isolar completamente e apenas em seus livros conseguia anestesiar sua dor... Até que de repente, ele se depara com uma antiga fotografia antiga, dentro de um livro raro, e a mulher da foto parecia Amanda. Em busca de respostas, Peter acaba se envolvendo numa trama que envolve até mesmo um assassinato, a fim de descobrir quem era a mulher no retrato, e o que ele descobre em suas investigações é algo que pode mudar completamente a história da literatura inglesa, envolvendo o nome do famoso autor William Shakespeare...

Séculos antes, um também livreiro chamado Barth Harbottle tramou para que um livro intitulado Pandosto se tornasse uma obra única e de valor incalculável. O livro vai transportar o leitor para centenas de anos atrás e mescla a ficção com a realidade da história da arte e da literatura...

A narrativa é em terceira pessoa, e os capítulos são alternados em três épocas diferentes: de quando Peter conheceu Amanda e eles se apaixonaram, quando Peter perde sua esposa e sua busca desenfreada para descobrir o que há de Amanda naquele retrato e em épocas mais antigas, numa espécie de cronologia sobre o Pandosto, e quem eram as pessoas que tinham sido donas dele até que ele chegasse às mãos de Peter. 

Confesso que o início demorou um pouco para me fisgar, mas depois fui pegando o ritmo da leitura e cada capítulo deixava um ensejo para o que iria ocorrer nas páginas seguintes, me levando a uma leitura desenfreada para descobrir seu desfecho... Quanto ao final, achei satisfatório, pois preencheu as pontas soltas ao longo da história...

Em suma, é um livro para ser apreciado atentamente, e certamente vai envolver o leitor em sua trama... 
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Eu fico Loko 2 + Nota de repúdio para a 1ª edição

Tenho o 'carma' de vez ou outra entrar numa leitura que não tenha absolutamente nada a ver comigo, e no fim das contas acabar gostando dela. Foi o que aconteceu ao receber Eu fico loko 2, do vloguer Christian Figueiredo para resenhar, publicado recentemente pela Editora Novo Conceito.

Para ser franca com vocês, não sou de me prender a canais do youtube, quando muito vejo um Porta dos fundos, um vídeo de Kéfera e só. Nunca tinha ouvido falar desse garoto de 20 [?] anos até ver o livro entre os publicados da editora... Confesso que li sem ter procurado o canal antes, vi um vídeo e achei 'ok'. Preferi ele no livro, mas enfim...



Eu fico loko 2 é uma extensão das histórias que ele abordou no primeiro livro [que eu não li]. Não é preciso fazer a leitura na ordem, basta apenas se sentar num sofá com o livro na mão e conhecer um pouco da história de Christian, que conta alguns acontecimentos engraçados de sua adolescência, numa linguagem super fluída e por vezes, engraçada, sem forçar demais para parecer 'cool'. 

Até me identifiquei com alguns aspectos de sua personalidade, principalmente quando li sobre a viagem que ele e uns amigos fariam à Riviera e se meteram numa fria ao dar carona pra uma garota estranha. como Christian, eu sou dessas que falaria o 'Eu Avisei!'.



Ri muito na história em que ele fala da dor de barriga que seu amigo teve numa casa com gente estranha, num jogo da copa do mundo. Ri logo no início do livro quando ele conta sobre um formulário que preencheu na escola e rendeu uma boa preocupação para a mãe dele... [não vou soltar detalhes para não dar spoiler]...

Sobre a diagramação, apesar de não ter gostado muito da capa, que é bem 'teen' pro meu gosto [eu esperava o que, afinal?], o livro traz várias imagens da vida de Christian, alguns desenhos ilustrando os capítulos e fotos atuais do vloguer. Apesar da linguagem [intencional] cheia de gírias, a leitura não se tornou chata, e em poucas horas eu conclui as 160 páginas que o compõem...



Em suma, para os fãs dele, o livro deve ser genial. Para quem não conhece seu trabalho [o que é o meu caso], não se trata de perda de tempo fazer a leitura... Tira o stress, alivia, e serve de gatilho pra uma história mais profunda... Mas não deixa de ser envolvente...



P.s: Através desse parágrafo, venho apresentar minha nota de repúdio ao conteúdo publicado no primeiro volume de Eu fico loko, onde Christian Figueiredo narra uma de suas lembranças fazendo apologia ao estupro. Confesso que fiquei extremamente decepcionada, pois havia gostado da leitura que fiz descrita nessa resenha. Se eu tivesse tido conhecimento do conteúdo do livro anterior, jamais teria solicitado esse para resenha. Fica registrado aqui meu descontentamento com o autor e com a Editora Novo Conceito, que concordou em publicar esse tipo de material. Segue a imagem abaixo com o trecho que me deu náuseas...



É incrível como uma pessoa influente ao meio adolescente, formador de opinião, me sai com uma dessas. Lamentável... Apesar de sua retratação em sua conta do Facebook, sinto que ele só o fez devido à má repercussão que houve nas redes sociais, então, a meu ver, não foi um pedido de desculpas legítimo... 
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08 de dezembro: uma data memorável



Bem, através desse post curto venho fazer uma singela homenagem a três personalidades que admiro bastante: uma poeta portuguesa e dois vocalistas de bandas que significam muito pra mim. Falo de Florbela Espanca, Jim Morrison [The Doors] e John Lennon [The Beatles]...


O porquê de falar desses três nomes de peso nessa data é que em 08 de dezembro de 1894 Florbela nascia. E justo em seu aniversário de 36 anos, em 1930, ela veio a falecer, depois de tentar se suicidar três vezes... na terceira tentativa, ela conseguiu seu intento... Para mais detalhes sobre Florbela, clique aqui...


Nessa mesma data, no ano de 1943, nascia James Douglas Morrison, que ficou mais conhecido por seu apelido Jim, e foi na década de 1960 um dos maiores expoentes do rock americano. Jim teve uma breve vida, cheia de sucesso, fama e turbulências regadas à poesia e rock n' roll, e veio a falecer em Paris, em 1971, aos 27 anos... Já falei sobre ele aqui no blog, e para saber mais sobre sua vida conturbada, clique aqui...


Por último, mas não menos importante, John Lennon emprestou sua voz ao front de uma banda inglesa que estreou no mercado musical da Inglaterra, direto de Liverpool, em meados da década de 1960: The Beatles. Ao lado de Ringo Starr, George Harrison e Paul McCartney, os Beatles explodiram numa carreira que perdurou por mais de uma geração. Apesar da morte de 2 de seus membros, a todo momento surgem novos fãs dessa banda clássica que deu um grande impulso ao gênero do Rock... E o motivo de Lennon estar nessa lista? Sua morte precoce, aos 40 anos, vitimado por disparos de arma de fogo, quando saia do Hotel Dakota em Nova York, no ano de 1980. John Lennon deixava o mundo pelas mãos de um homem que se dizia fã da banda...

Deixo abaixo uma pequena amostra do poder assombroso desses ícones do Rock e finalizando o post, um belo poema de Florbela Espanca...








Os versos que te fiz
Florbela Espanca

Deixa dizer-te os lindos versos raros 
Que a minha boca tem pra te dizer !
São talhados em mármore de Paros
Cinzelados por mim pra te oferecer.


Têm dolência de veludos caros,
São como sedas pálidas a arder ...
Deixa dizer-te os lindos versos raros
Que foram feitos pra te endoidecer !


Mas, meu Amor, eu não tos digo ainda ...
Que a boca da mulher é sempre linda
Se dentro guarda um verso que não diz !


Amo-te tanto ! E nunca te beijei ...
E nesse beijo, Amor, que eu te não dei
Guardo os versos mais lindos que te fiz!



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