Quadrinhos - Fantasma

| 08 fevereiro 2013 | |
Um dos quadrinhos que mais gosto e sempre compro quando encontro em sebos é o quadrinho Fantasma, do escritor Lee Falk. Meu primeiro contato com esse gibi se deu há muitos anos, quando eu trabalhava como voluntária numa biblioteca de creche, próxima à minha casa... Eu tinha uns 13 anos na época e certa vez, uma das funcionárias de lá apareceu com uma caixa cheia de gibis pra guardar na Biblioteca... Pedi para ler e ela concordou... e acabei me encantando com as histórias simples, em preto e branco, de um herói mascarado que vivia nas selvas de Bengala, venerado e respeitado por tribos selvagens indígenas, e em companhia de seu lobo Capeto e seu cavalo Herói. 


A história do Fantasma, ou Espírito que anda é o seguinte: 
Há 400 anos, um navio foi atacado por piratas e apenas um homem sobreviveu à chacina. Foi encontrado por pigmeus numa praia e depois de recuperado, jurou vingar-se dos assassinos de seu pai. Diante da caveira do assassino dele, ele fez o juramento de combater a pirataria e toda forma de crueldade humana. 


Com a morte do primeiro Fantasma, o filho sucede o lugar do pai. Mas com tantas gerações, e por seu rosto ser desconhecido, as pessoas acreditam que ele é o mesmo Fantasma, e que tem 400 anos. 


Ao lado de seu fiel lobo Capeto, e seu lindo cavalo branco Herói, o Fantasma percorre as selvas lutando contra selvagens, ladrões, sequestradores, assassinos e toda corja de bandidos possível. Ele sempre usa um anel de caveira no dedo e seus socos costumam deixar a marca do anel nos mal-feitores.

 Além das tribos que ele protege com sabedoria na selva, ele possui uma noiva, Diana Palmer, e futuramente casa-se com ela e têm dois filhos [gêmeos] [Falo do Fantasma atual, o mais abordado nas histórias de Falk.] 


Existe uma versão [infeliz] cinematográfica, com Billy Zane no papel de Kit Walker [outro nome conhecido do Espírito-que-anda]. O filme é terrível. Infelizmente, até agora ninguém mais ousou fazer um filme que realmente passasse a essência do herói mascarado. 


Lee Falk criou o personagem em 1936, onde as tirinhas com as histórias começaram a surgir. No Brasil, as histórias do Fantasma foram publicadas por décadas, mas hoje em dia, é raro encontrar material nas bancas. Geralmente são encontrados em sebos, ou com colecionadores. Talvez os quadrinhos de Lee Falk não despertem tanta atenção do público infantil de nossos tempos, talvez por uma falta de foco encima do personagem. Mas a mim, ele encantou. Eu me debrucei sobre os gibis da caixa na Biblioteca e não parei mais. Um tempo depois, a mesma funcionária pegou a caixa dizendo que ia deixar os gibis com a 'turminha do jardim' pra que as crianças RECORTASSEM. Fiquei muito indignada e perguntei com a maior calma possível, se poderia comprar. Ela simplesmente me disse: não precisa comprar, pegue o que quiser. Eis o que consegui salvar [Além de um gibi de X-men. ¬¬]:



 Depois disso, consegui comprar outros títulos em sebos pelo Recife. Infelizmente, não encontro muitos e minha coleção se resume a essas duas imagens. Mas quando acho algum, não penso duas vezes pra comprar. 


É um quadrinho saudoso e que me proporciona belos momentos de aventura, me leva a um tempo em que as coisas mais simples deixavam as crianças mais felizes... 








1 Comentários:

Carolli Márol Says:
12 fevereiro, 2013

Nossa ficou tão sua cara esse novo lay,amei a cadeira no bg e todo detalhe dele *.*
Já vi esse quadrinho mas não sabia que ele era tão bom,vou vê se encontro em alguma sebo ^^

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