| 26 julho 2012 | |
Meus dias tem sido tão dolorosos... tento preencher o espaço da frustração com música, mas volta e meia uma delas sempre me lembra você... sabe aqueles trechos que falam de amores sofridos? Pois é... Então, me proponho a ver um filme... mas em alguma cena, sempre haverá um casal se agarrando e eu lembrarei dos nossos abraços ao ar livre, em tardes de sol... Procuro um livro na estante, mas nas entrelinhas vejo teu nome... O que fazer? Se te evito, choro de saudades. Se vou até você, choro por não ser recebida com o entusiasmo que meu coração idiota planejou. Por culpa dele eu me frustro, por causa desse coração bobo eu me machuco. Quem sabe ele se faz de bobo a fim de me pregar uma peça de mal gosto? "Sofra. Eu preciso bater com mais intensidade, adrenalina é tudo o que eu preciso. Se o resto do corpo não aguentar, paciência." Será meu coração tão infame assim? Vejo/leio coisas que me desagradam. O peito dói. Sonho com cenas que jamais acontecerão, tenho pesadelos por te ver fora de meu alcance. Acordo para não prolongar o sonho ruim, durmo para conter meu desespero da falta de você. O sono alivia, adia... Dar banho no cachorro, cozinhar um prato diferente, malhar, trabalhar, nada adianta. Não existe nada que preencha o vazio que você deixou, a lacuna que minha vida tenta desesperadamente encher até as bordas... Então,escrevo. Não pára a dor, não preenche a lacuna, não me faz te esquecer. Mas me enche de resignação, de uma sensação de aceitar o que me foi estabelecido por você, pela vida, por sua falta de amor... Afinal, que mais me resta a fazer? Aceitar, embora não seja o que eu queira... nós nunca temos tudo o que almejamos, não? Conformismo...

1 Comentários:

Paulo Henrique Says:
17 novembro, 2013

Que legal seu texto, dor de cotovelo não é fácil rs.
Beijos
estantejovem.blogspot.com.br

Postar um comentário

De Bukowski a Dostoievski. Ana Cristina César a Lilian Farias. Deleite-se com a poesia de Florbela Espanca e o erotismo de Anaïs Nin...
Aforismos, devaneios, quotes dispersos e impressões literárias...um baú de antiguidades e pós-modernismo. O obscuro, complexo, distópico, inverso... O horror, o amor, a loucura e o veneno de uma alma em busca de liberdade...

Seja bem-indo-e-vindo[a]!

╬† Literatura no Mundo ╬†

╬† Autores ╬†

agatha christie Alan Dean Foster Alan Moore Álvares de Azevedo Ana Cristina César Anaïs Nin Anna Akhmatova Anne Rice Anne Sexton Antônio Xerxenesky Arthur Rimbaud Bob Dylan Bram Stoker Cacaso Caio f. Abreu Cecília Meireles Charles Baudelaire charles bukowski Charles Dickens chuck palahniuk Clarice Lispector clive barker Cruz e Sousa dalton trevisan David Seltzer Dik Browne Don Winslow edgar allan poe Eduardo Galeano Emily Brontë Ernest Hemingway Eurípedes F. Scott Fitzgerald Ferreira Gullar Florbela Espanca Franz Kafka Garth Ennis George R. R. Martin Gilberto Freyre Guido Crepax H. G. Wells H. P. Lovecraft Haruki Murakami Henry James Herman Hesse Herman Melville Hilda Hilst honoré de balzac Horacio Quiroga Hunter S. Thompson Ignácio de Loyola Brandão isaac asimov Ivan Turgueniev J. R. R. Tolkien Jack Kerouac Jack London Jay Anson João Ubaldo Ribeiro Joe Sacco Jon Krakauer Jorge Luis Borges José Mauro de Vasconcelos Julio Verne Konstantinos Kaváfis L. Frank Baum Laura Esquivel Leon Tolstói Lord Byron Luciana Hidalgo Luiz Ruffato Lygia Fagundes Telles manoel de barros Marcelo Rubens Paiva Mario Benedetti Mark Twain Marquês de Sade Martha Medeiros Mary Shelley Michel Laub Miguel de Cervantes Milo Manara Moacyr Scliar Neil Gaiman Nelson Rodrigues Nicolai Gógol Oscar Wilde Pablo Neruda Patti Smith Paulo Leminski Pedro Juán Gutierrez Rachel de Queiroz Rainer Maria Rilke Ray Bradbury Robert Bloch Robert Kirkman robert louis stevenson Roberto Beltrão Rubem Alves Sándor Márai Sófocles Stephen King Stieg Larsson Susan E. Hinton Sylvia Plath Torquato Neto Victor Hugo Virginia Woolf William S. Burroughs Ziraldo
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
Witches Hat
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...