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"Deixai toda esperança, ó vós que entrais!" Inferno. A divina Comédia [Dante Alighieri]

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Meus dias tem sido tão dolorosos... tento preencher o espaço da frustração com música, mas volta e meia uma delas sempre me lembra você... sabe aqueles trechos que falam de amores sofridos? Pois é... Então, me proponho a ver um filme... mas em alguma cena, sempre haverá um casal se agarrando e eu lembrarei dos nossos abraços ao ar livre, em tardes de sol... Procuro um livro na estante, mas nas entrelinhas vejo teu nome... O que fazer? Se te evito, choro de saudades. Se vou até você, choro por não ser recebida com o entusiasmo que meu coração idiota planejou. Por culpa dele eu me frustro, por causa desse coração bobo eu me machuco. Quem sabe ele se faz de bobo a fim de me pregar uma peça de mal gosto? "Sofra. Eu preciso bater com mais intensidade, adrenalina é tudo o que eu preciso. Se o resto do corpo não aguentar, paciência." Será meu coração tão infame assim? Vejo/leio coisas que me desagradam. O peito dói. Sonho com cenas que jamais acontecerão, tenho pesadelos por te ver fora de meu alcance. Acordo para não prolongar o sonho ruim, durmo para conter meu desespero da falta de você. O sono alivia, adia... Dar banho no cachorro, cozinhar um prato diferente, malhar, trabalhar, nada adianta. Não existe nada que preencha o vazio que você deixou, a lacuna que minha vida tenta desesperadamente encher até as bordas... Então,escrevo. Não pára a dor, não preenche a lacuna, não me faz te esquecer. Mas me enche de resignação, de uma sensação de aceitar o que me foi estabelecido por você, pela vida, por sua falta de amor... Afinal, que mais me resta a fazer? Aceitar, embora não seja o que eu queira... nós nunca temos tudo o que almejamos, não? Conformismo...

1 Comentários:

Paulo Henrique

Que legal seu texto, dor de cotovelo não é fácil rs.
Beijos
estantejovem.blogspot.com.br

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De Bukowski a Dostoievski. Ana Cristina César a Lilian Farias. Deleite-se com a poesia de Florbela Espanca e o erotismo de Anaïs Nin...
Aforismos, devaneios, quotes dispersos e impressões literárias...um baú de antiguidades e pós-modernismo. O obscuro, complexo, distópico, inverso... O horror, o amor, a loucura e o veneno de uma alma em busca de liberdade...

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