...estorvo...

| 06 dezembro 2011 | |
Eu não sou uma pessoa perfeita... E é difícil conviver com as minhas imperfeições... Me sinto desencontrada, perdida, deslocada...
Eu não queria que alguém segurasse minha mão e me guiasse... Na verdade, quisera não depender de ninguém, andar com minhas próprias pernas...
Ser auto-suficiente...

Mas as pessoas não me querem. Não me enxergam... Me sinto um desastre.
Um estorvo, feia... fria... e não posso arrancar minha própria pele a fim de que meus ossos se libertem... Como livrar-me de mim? E mais uma vez, preciso que alguém me responda a pergunta, porque nem isso consigo resolver sozinha...
Me recuso a ser esse desastre, imperfeito e caótico...
Não sei bem o que quero, não sei quem eu quero [e se quero alguém], não sei o que serei... não sei...
detesto o que fizeram de mim... detesto o que fiz de mim... Não suporto o que me tornei...
É dor, e apenas dor ter que ser esse eu...
Queria me encontrar, queria ser algo...e que a dor vá embora... e que seu caminho para longe de meu ser seja tão perceptível como é sua presença em mim...
Ninguém me ajuda... nem eu mesma...
Há quase 26 anos, eu chorei a primeira de muitas lágrimas... um berreiro sem fim... eu sabia naquele momento que deveria ter permanecido naquele lugar aconchegante, em que eu só dormia...
Mas eu vivi...

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De Bukowski a Dostoievski. Ana Cristina César a Lilian Farias. Deleite-se com a poesia de Florbela Espanca e o erotismo de Anaïs Nin...
Aforismos, devaneios, quotes dispersos e impressões literárias...um baú de antiguidades e pós-modernismo. O obscuro, complexo, distópico, inverso... O horror, o amor, a loucura e o veneno de uma alma em busca de liberdade...

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