eu, vezemquando...

| 06 novembro 2011 | |

Nunca fui do tipo que parasse o trânsito... Nem do tipo popular/linda da escola, daquelas que o corredor inteiro pára pra ver passar. Na hora da dança, sempre era a última a ser convidada a dançar, isso SE alguém se dispusesse a me puxar pro meio do salão... Nos jogos de Queimada, a FRANZINA era trocada por uma vida a mais, enquanto a professora me deixava com uma bola que sobrasse, pra jogar contra uma parede até o final do recreio... [por isso eu passei a correr pra biblioteca...] Minhas pernas são finas, tô longe de ter um corpo de mulherão, meu primeiro beijo foi quase aos 15 e apanhei na escola mais que burro de carga... Me condicionei a viver relegada ao segundo plano. Já fiz muita merda na vida, magoei muita gente e muitos botaram pra foder em mim também. É isso, SER humano. VIVER com os de sua própria espécie. Mas NUNCA fui fresquinha, fútil ou artificial. Vivo de cara feia, sou simpática com quem é comigo, prefiro que ninguém saiba meu aniversário, do que bater palmas falsamente no dia, por simples educação... Sim, uso meias rasgadas, não vivo mendigando atenção dos garotinhos da faculdade, como se fosse uma colegial patricinha. NINGUÉM paga minhas contas, tenho 25 anos na cara e 70 na alma. Me derreto quando vejo um gatinho, o olhar de um cachorrinho ou uma roda-gigante brilhando num terreno baldio... Me irrito intensamente com pessoas falsas, sonsas e dissimuladas. Tenho PAVOR de perder o controle de mim mesma e de perder a minha mãe... Sou impulsiva, gosto de ler, sorvete de morango é o meu preferido e um suco de abacaxi gelado salva meu dia. Acordo de mau-humor, vivo de cara feia, mas quando me interesso por alguém [seja lá que sexo for, e não falo pra fornicar, e sim alguém que me desperte o interesse de querer estar por perto, interagir] a espontaneidade se estampa em meus castanhos olhos. E tagarelo. Tagarelo MUITO. Quer me ver bem? um girassol, um algodão doce ou um pirulito, daqueles bem coloridos, sabe?

Quer me ver mal? Não reconheça a atenção que te dei. Se for alguém por quem me apeguei, lógico. Porque se for alguém que não dou a mínima, afetação alguma me causa. Respiro lirismo, e como Rafa Marinho falou, até pornografia se torna bonita/poética quando estou na conversa.

Uns filmes de faroeste, uma companhia agradável, um sono sossegado, quadrinho de TEX e Fantasma ou um céu lindo sobre minha cabeça, música agradável aos meus ouvidos... e o mar... NADA MAIS ME INTERESSA...



Não sei... só quis escrever...

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De Bukowski a Dostoievski. Ana Cristina César a Lilian Farias. Deleite-se com a poesia de Florbela Espanca e o erotismo de Anaïs Nin...
Aforismos, devaneios, quotes dispersos e impressões literárias...um baú de antiguidades e pós-modernismo. O obscuro, complexo, distópico, inverso... O horror, o amor, a loucura e o veneno de uma alma em busca de liberdade...

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