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"Deixai toda esperança, ó vós que entrais!" Inferno. A divina Comédia [Dante Alighieri]

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luzes de roda-gigante...



Gosto de rodas-gigantes e suas luzes bucólicas e decadentes, do tique-taque das horas...
do ir e vir das ondas [na sua incerteza de permanecer no mesmo lugar],
do céu e suas nuances [com todas as suas estrelas e nuvens], de girassóis e do murmúrio do vento.
Cores do crepúsculo...
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Eu quero apenas o que não posso ter... não mais...


Eu te quero, mas eu não posso... mesmo que eu corra pra bem longe, que eu desista de seguir e observar teus passos, que eu delete as photos, ande com o celular desligado... essa vontade NÃO VAI passar... essa dor não pára de doer pra que eu siga em frente... e essa vontade desesperada de ir até você... só vai ser pior pra mim, vai me trazer mais dor... melhor sair a esmo agora, enquanto ainda me resta uma gota de orgulho, que lançar-me a teus pés, como um cão indefeso implorando por teu afago... é, esgotar a dor... deixar-me aos prantos... dizem que funciona, mas pra mim, nem um porre resolveria... que se há de fazer quando livros e filmes já não enganam, quando a solidão e a ausência de sono são minha única companhia? meu refúgio é teu abraço, teu edredon... queria bater a cabeça e esquecer, apenas esquecer... queria pular a parte que a gente chora e se despreza, a parte que a gente se comove com cenas melosas de filmes açucarados, a parte em que não importo mais pra você e isso ME incomoda...

ir direto para a superação, 'já deixei pra trás', 'já passou', 'foi bom enquanto durou'... pena não poder atropelar a ordem das coisas... pena...

pra mim... que sobrei... que quis consertar o vaso quebrado antes que minha mãe chegasse das compras e visse o vaso trincado... como se a imperfeição não estivesse exposta na porcelana... e o caminho que vejo à frente é tão tortuoso, tão amedrontador, igual àqueles pesadelos de criança, com portões de ferro enferrujado, terra cinza e morta, árvores retorcidas com rostos espectrais em seus caules, e o vento sussurrando impiedoso, como um uivo de cão solitário, na noite solitária, iluminada pela bola gigante chamada lua... e a trilha desconhecida se erguendo na colina, de onde você enxerga do topo algo até então desconhecido... igual a esses pesadelos, sabe? acho que todo mundo já teve um assim... medo de encontrar no topo dessa colina uma tristeza infinda... e ainda assim, minha vida se projeta nessa direção... e caminho, a passos descompassados, mãos nos bolsos, tentando esquecer o que me vem à lembrança de você, de nós dois... do que fomos nós...

a verdade é que ainda amo você, ainda amo seus defeitos, embora os criticasse tanto, ainda amo as nossas brigas e as nossas lembranças, como ver você roncar ou babar no meu travesseiro nas minhas noites de fim de semana, dos banhos demorados em que eu esfregava suas costas... e eu preciso me desfazer desse souvenir, que soa até macabro pros que dizem que gosto de sofrer...[e acho que eles tem razão]

juntar os cacos do vaso, pôr no lixo, acordar do pesadelo de árvores assombrosas e VIVER... mesmo sem você, mesmo sem nós dois...
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eu, vezemquando...


Nunca fui do tipo que parasse o trânsito... Nem do tipo popular/linda da escola, daquelas que o corredor inteiro pára pra ver passar. Na hora da dança, sempre era a última a ser convidada a dançar, isso SE alguém se dispusesse a me puxar pro meio do salão... Nos jogos de Queimada, a FRANZINA era trocada por uma vida a mais, enquanto a professora me deixava com uma bola que sobrasse, pra jogar contra uma parede até o final do recreio... [por isso eu passei a correr pra biblioteca...] Minhas pernas são finas, tô longe de ter um corpo de mulherão, meu primeiro beijo foi quase aos 15 e apanhei na escola mais que burro de carga... Me condicionei a viver relegada ao segundo plano. Já fiz muita merda na vida, magoei muita gente e muitos botaram pra foder em mim também. É isso, SER humano. VIVER com os de sua própria espécie. Mas NUNCA fui fresquinha, fútil ou artificial. Vivo de cara feia, sou simpática com quem é comigo, prefiro que ninguém saiba meu aniversário, do que bater palmas falsamente no dia, por simples educação... Sim, uso meias rasgadas, não vivo mendigando atenção dos garotinhos da faculdade, como se fosse uma colegial patricinha. NINGUÉM paga minhas contas, tenho 25 anos na cara e 70 na alma. Me derreto quando vejo um gatinho, o olhar de um cachorrinho ou uma roda-gigante brilhando num terreno baldio... Me irrito intensamente com pessoas falsas, sonsas e dissimuladas. Tenho PAVOR de perder o controle de mim mesma e de perder a minha mãe... Sou impulsiva, gosto de ler, sorvete de morango é o meu preferido e um suco de abacaxi gelado salva meu dia. Acordo de mau-humor, vivo de cara feia, mas quando me interesso por alguém [seja lá que sexo for, e não falo pra fornicar, e sim alguém que me desperte o interesse de querer estar por perto, interagir] a espontaneidade se estampa em meus castanhos olhos. E tagarelo. Tagarelo MUITO. Quer me ver bem? um girassol, um algodão doce ou um pirulito, daqueles bem coloridos, sabe?

Quer me ver mal? Não reconheça a atenção que te dei. Se for alguém por quem me apeguei, lógico. Porque se for alguém que não dou a mínima, afetação alguma me causa. Respiro lirismo, e como Rafa Marinho falou, até pornografia se torna bonita/poética quando estou na conversa.

Uns filmes de faroeste, uma companhia agradável, um sono sossegado, quadrinho de TEX e Fantasma ou um céu lindo sobre minha cabeça, música agradável aos meus ouvidos... e o mar... NADA MAIS ME INTERESSA...



Não sei... só quis escrever...
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