Vôo de liberdade eternizado num momento...


Aquela estrada vazia, mal iluminada pelo luar, parecia um sonho transformado em realidade. Ela abriu os braços, fechou os olhos, sentiu o vento gelado daquela madrugada primaveril soprar em seu rosto... E correu.
Seus sentidos vibraram ao sentir o toque gelado do vento contra seu corpo em movimento... Instante eterno de felicidade...
Corria sem rumo certo... rumo ao êxtase do infinito... em direção ao despertar de seus sentidos mais reprimidos... Ouvia atrás de si o farfalhar de folhas das árvores ao seu redor.. e sorria... sorria aliviada, extasiada, como um pássaro em seu primeiro vôo...
Então suas pernas tremeram, suas asas voltaram a ser braços, lentamente... respirou fundo... O vento parou de soprar, o frio enregelou seus músculos já doloridos...
Estava dolorida e real novamente...
Retornou seu caminho, subindo pela estrada que antes fôra seu penhasco rumo à queda livre... subindo a estrada, a leves passos... em busca de outras montanhas para saltar...

Um comentário:

  1. Oiii xará querida!
    Lindo seu blog!
    Seguindo desde já \o
    Sorte sempre!
    :*

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De Bukowski a Dostoievski. Ana Cristina César a Lilian Farias. Deleite-se com a poesia de Florbela Espanca e o erotismo de Anaïs Nin...
Aforismos, devaneios, quotes dispersos e impressões literárias...um baú de antiguidades e pós-modernismo. O obscuro, complexo, distópico, inverso... O horror, o amor, a loucura e o veneno de uma alma em busca de liberdade...

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