...estorvo...

| 06 dezembro 2011 | 0 Comentários |
Eu não sou uma pessoa perfeita... E é difícil conviver com as minhas imperfeições... Me sinto desencontrada, perdida, deslocada...
Eu não queria que alguém segurasse minha mão e me guiasse... Na verdade, quisera não depender de ninguém, andar com minhas próprias pernas...
Ser auto-suficiente...

Mas as pessoas não me querem. Não me enxergam... Me sinto um desastre.
Um estorvo, feia... fria... e não posso arrancar minha própria pele a fim de que meus ossos se libertem... Como livrar-me de mim? E mais uma vez, preciso que alguém me responda a pergunta, porque nem isso consigo resolver sozinha...
Me recuso a ser esse desastre, imperfeito e caótico...
Não sei bem o que quero, não sei quem eu quero [e se quero alguém], não sei o que serei... não sei...
detesto o que fizeram de mim... detesto o que fiz de mim... Não suporto o que me tornei...
É dor, e apenas dor ter que ser esse eu...
Queria me encontrar, queria ser algo...e que a dor vá embora... e que seu caminho para longe de meu ser seja tão perceptível como é sua presença em mim...
Ninguém me ajuda... nem eu mesma...
Há quase 26 anos, eu chorei a primeira de muitas lágrimas... um berreiro sem fim... eu sabia naquele momento que deveria ter permanecido naquele lugar aconchegante, em que eu só dormia...
Mas eu vivi...

luzes de roda-gigante...

| 06 novembro 2011 | 0 Comentários |


Gosto de rodas-gigantes e suas luzes bucólicas e decadentes, do tique-taque das horas...
do ir e vir das ondas [na sua incerteza de permanecer no mesmo lugar],
do céu e suas nuances [com todas as suas estrelas e nuvens], de girassóis e do murmúrio do vento.
Cores do crepúsculo...

Eu quero apenas o que não posso ter... não mais...

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Eu te quero, mas eu não posso... mesmo que eu corra pra bem longe, que eu desista de seguir e observar teus passos, que eu delete as photos, ande com o celular desligado... essa vontade NÃO VAI passar... essa dor não pára de doer pra que eu siga em frente... e essa vontade desesperada de ir até você... só vai ser pior pra mim, vai me trazer mais dor... melhor sair a esmo agora, enquanto ainda me resta uma gota de orgulho, que lançar-me a teus pés, como um cão indefeso implorando por teu afago... é, esgotar a dor... deixar-me aos prantos... dizem que funciona, mas pra mim, nem um porre resolveria... que se há de fazer quando livros e filmes já não enganam, quando a solidão e a ausência de sono são minha única companhia? meu refúgio é teu abraço, teu edredon... queria bater a cabeça e esquecer, apenas esquecer... queria pular a parte que a gente chora e se despreza, a parte que a gente se comove com cenas melosas de filmes açucarados, a parte em que não importo mais pra você e isso ME incomoda...

ir direto para a superação, 'já deixei pra trás', 'já passou', 'foi bom enquanto durou'... pena não poder atropelar a ordem das coisas... pena...

pra mim... que sobrei... que quis consertar o vaso quebrado antes que minha mãe chegasse das compras e visse o vaso trincado... como se a imperfeição não estivesse exposta na porcelana... e o caminho que vejo à frente é tão tortuoso, tão amedrontador, igual àqueles pesadelos de criança, com portões de ferro enferrujado, terra cinza e morta, árvores retorcidas com rostos espectrais em seus caules, e o vento sussurrando impiedoso, como um uivo de cão solitário, na noite solitária, iluminada pela bola gigante chamada lua... e a trilha desconhecida se erguendo na colina, de onde você enxerga do topo algo até então desconhecido... igual a esses pesadelos, sabe? acho que todo mundo já teve um assim... medo de encontrar no topo dessa colina uma tristeza infinda... e ainda assim, minha vida se projeta nessa direção... e caminho, a passos descompassados, mãos nos bolsos, tentando esquecer o que me vem à lembrança de você, de nós dois... do que fomos nós...

a verdade é que ainda amo você, ainda amo seus defeitos, embora os criticasse tanto, ainda amo as nossas brigas e as nossas lembranças, como ver você roncar ou babar no meu travesseiro nas minhas noites de fim de semana, dos banhos demorados em que eu esfregava suas costas... e eu preciso me desfazer desse souvenir, que soa até macabro pros que dizem que gosto de sofrer...[e acho que eles tem razão]

juntar os cacos do vaso, pôr no lixo, acordar do pesadelo de árvores assombrosas e VIVER... mesmo sem você, mesmo sem nós dois...

eu, vezemquando...

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Nunca fui do tipo que parasse o trânsito... Nem do tipo popular/linda da escola, daquelas que o corredor inteiro pára pra ver passar. Na hora da dança, sempre era a última a ser convidada a dançar, isso SE alguém se dispusesse a me puxar pro meio do salão... Nos jogos de Queimada, a FRANZINA era trocada por uma vida a mais, enquanto a professora me deixava com uma bola que sobrasse, pra jogar contra uma parede até o final do recreio... [por isso eu passei a correr pra biblioteca...] Minhas pernas são finas, tô longe de ter um corpo de mulherão, meu primeiro beijo foi quase aos 15 e apanhei na escola mais que burro de carga... Me condicionei a viver relegada ao segundo plano. Já fiz muita merda na vida, magoei muita gente e muitos botaram pra foder em mim também. É isso, SER humano. VIVER com os de sua própria espécie. Mas NUNCA fui fresquinha, fútil ou artificial. Vivo de cara feia, sou simpática com quem é comigo, prefiro que ninguém saiba meu aniversário, do que bater palmas falsamente no dia, por simples educação... Sim, uso meias rasgadas, não vivo mendigando atenção dos garotinhos da faculdade, como se fosse uma colegial patricinha. NINGUÉM paga minhas contas, tenho 25 anos na cara e 70 na alma. Me derreto quando vejo um gatinho, o olhar de um cachorrinho ou uma roda-gigante brilhando num terreno baldio... Me irrito intensamente com pessoas falsas, sonsas e dissimuladas. Tenho PAVOR de perder o controle de mim mesma e de perder a minha mãe... Sou impulsiva, gosto de ler, sorvete de morango é o meu preferido e um suco de abacaxi gelado salva meu dia. Acordo de mau-humor, vivo de cara feia, mas quando me interesso por alguém [seja lá que sexo for, e não falo pra fornicar, e sim alguém que me desperte o interesse de querer estar por perto, interagir] a espontaneidade se estampa em meus castanhos olhos. E tagarelo. Tagarelo MUITO. Quer me ver bem? um girassol, um algodão doce ou um pirulito, daqueles bem coloridos, sabe?

Quer me ver mal? Não reconheça a atenção que te dei. Se for alguém por quem me apeguei, lógico. Porque se for alguém que não dou a mínima, afetação alguma me causa. Respiro lirismo, e como Rafa Marinho falou, até pornografia se torna bonita/poética quando estou na conversa.

Uns filmes de faroeste, uma companhia agradável, um sono sossegado, quadrinho de TEX e Fantasma ou um céu lindo sobre minha cabeça, música agradável aos meus ouvidos... e o mar... NADA MAIS ME INTERESSA...



Não sei... só quis escrever...
| 22 julho 2011 | 0 Comentários |

apenas visões distorcidas que me chegam aos olhos em dias melancólicos...
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algo para continuar...
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aconteceu, findou... ou ALGUMA COISA FICOU?
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Seria um elo se quebrando ou um novo formando-se?
| 26 junho 2011 | 0 Comentários |

queria voltar àqueles dias... à maciez de teu abraço, à firmeza de teus ossos perfeitamente moldados...

lágrimas de chuva...

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Chove, chuva... chove sem parar... e derrama sobre a terra tuas lágrimas de descontentamento...

no calor do edredon...

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Quando chove assim, tempestuosamente, bom mesmo é uma companhia agradável, uma cama quente, meias nos pés... e muito afeto sob o edredon...
| 22 junho 2011 | 0 Comentários |

E eles se agarraram, sôfregos, naquele banco traseiro desconfortável do ônibus, num fim de tarde, onde pessoas voltavam do trabalho... beijando-se como se fossem engolir um ao outro, misturando saliva, suor, areia do mar, enquanto suas mãos urgentes trocavam carícias despudoradas, exibicionistas, um buscando no corpo do outro o próprio prazer... e o vento que passava pela janela semi-aberta bagunçava seus cabelos... as pessoas olhavam, alguma sorrindo, outras contrariadas... mas para os dois, não haviam outros, não havia um 'ao redor'... só havia uma aura envolvendo dois corpos sedentos e urgentes de fluídos...
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Quando você já nem chora: eis o ápice do desespero...
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...uma alma desconectada de um ser humano perdido em ilusões...
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Quero fugir... desse tédio, dessa turbulência que é a minha vida... um porre resolveria? um amanhecer na beira do mar... e mente limpa...
| 17 junho 2011 | 0 Comentários |

Tenho toda a liberdade do mundo aprisionada dentro de mim...
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Minha mente gêmea...
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construindo sonhos em esperanças despedaçadas...

Distante de mim...

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E a cada dia que passa, sinto você distanciar-se de mim... aos poucos... como um cancerígeno deixando a própria vida...

encontro de lábios e cheiros...

| 11 maio 2011 | 0 Comentários |

Após três luas de encontros furtivos as mãos se entrelaçaram, selando uma união mágica e infinda... até que os passos decisivos rumo à despedida culminassem num encontro sufocado de corpos e roupas, fluídos e cheiros... Vozes estremecidas e lábios conectados... e dispersassem promessas ao vento da noite, entre lágrimas de pesar e dor de saudades...
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Chafurdando em lembranças imundas...

Na estação de trem...

| 29 abril 2011 | 0 Comentários |

Contando os minutos ela sentou ansiosa no banco da plataforma... àquela hora a estação não tinha tantas pessoas esperando pelo trem... Ela olhava para os lados, consultava seu relógio de bolso, um desses antigos que se acham hoje em dia apenas em antiquários... Ela ganhara do padrinho, falecido a muitos anos, a quem estimava...
Maria Eva não conseguia conter-se e de meio em meio minuto, olhava novamente o relógio... Passou a vista no relógio da estação, levantou e foi até o bilheteiro, na esperança de quem alguém tivesse deixado ao menos um bilhete pra ela, justificando essa demora... Mas o bilheteiro não parecia se importar ou fingia não vê-la... Não podia ser verdade, mais de três horas nessa espera infinda... Ele não a deixaria esperando... não a abandonaria...

Pessoas vão e vem na estação, a plataforma aos poucos se enche de burburinhos intermináveis, conversas sem sentido e desconexas para Maria Eva... e Fabrício não aparece... Mais uma vez o velho relógio é consultado, um último olhar à plataforma é lançado... Lentamente, ela pega sua única mala e embarca no trem, que apita sua saída...
Já em movimento, observa seu reflexo na janela e mal enxerga o próprio rosto, embargado de lágrimas... Lágrimas estas que lhe turvavam a vista...
Fabrício não veio...
A plataforma se distancia ainda mais de sua linha de visão... A chuva cai...
Pôs a mão no bolso, o relógio havia parado... o trem continuava em movimento... suas lágrimas cessaram... No ar pesava apenas aquele vazio...
e um eco de angústia...

engoliu em seco...

Um devaneio perdido...

| 14 abril 2011 | 0 Comentários |

Penso sempre em você... principalmente nas noites frias, tempestuosas e cheias de solidão... pensas em mim igualmente, ou sou apenas um devaneio perdido em suas memórias?
já não sei o que pensar... e me aflijo com teu silêncio... é como se eu te ligasse e apenas ouvisse o som de tua respiração entrecortada pela distância... e nenhuma palavra dita... apenas o teu respirar... gritando tua ausência em meu ouvido...
e me dilacero de saudades...

Vôo de liberdade eternizado num momento...

| 13 abril 2011 | 1 Comentários |

Aquela estrada vazia, mal iluminada pelo luar, parecia um sonho transformado em realidade. Ela abriu os braços, fechou os olhos, sentiu o vento gelado daquela madrugada primaveril soprar em seu rosto... E correu.
Seus sentidos vibraram ao sentir o toque gelado do vento contra seu corpo em movimento... Instante eterno de felicidade...
Corria sem rumo certo... rumo ao êxtase do infinito... em direção ao despertar de seus sentidos mais reprimidos... Ouvia atrás de si o farfalhar de folhas das árvores ao seu redor.. e sorria... sorria aliviada, extasiada, como um pássaro em seu primeiro vôo...
Então suas pernas tremeram, suas asas voltaram a ser braços, lentamente... respirou fundo... O vento parou de soprar, o frio enregelou seus músculos já doloridos...
Estava dolorida e real novamente...
Retornou seu caminho, subindo pela estrada que antes fôra seu penhasco rumo à queda livre... subindo a estrada, a leves passos... em busca de outras montanhas para saltar...

Flerte pelo retrovisor...

| 11 abril 2011 | 0 Comentários |
Era uma garota que gostava de flertar... Flertava com um transeunte na rua, com o atendente da loja, com os funcionários de sua repartição... Flertar era sentir-se viva, embora não almejasse ir pra cama com todos aqueles estranhos que passavam tão comumente por sua vida... Flertava por simples prazer, por capricho de alguém recém-saído da adolescência... O ato consistia em chama que fazia arder seu corpo, um apelo sensual de seu cérebro, mais que um orgasmo corporal...
Todos os dias, no caminho do trabalho para casa, sentia os olhos do motorista pousarem sobre ela... Instigava-o, fazendo gestos provocativos, enquanto ele a admirava, ávido, pelo espelho retrovisor... Cruzava as pernas, e não mostrava nada, apenas pela satisfação de sentir o olhar lascivo daquele homem rude, grosseiro e sem modos sobre si... Ele, que até então a achava fria, esquiva, e não se misturava com os demais companheiros de serviço, notou certo charme naquela criatura tão arredia... Eis um ponto em comum: ele também mal suportava aquela gente fedida e previsível, de brincadeiras sem graça e conversas desprovidas de conteúdo inteligente. Ele não era lá inteligente, mas admirava pessoas assim, queria aprender com elas. E aquela garota misteriosa... Sua inteligência e arrogância o excitavam... Seu pensamento era "como ela gemia na cama?". Pensava com seus botões, em meio ao volante, marchas e pára-brisas... Taciturna, atrevida em seus mínimos gestos, essa garota excitava-o... Batia punheta todos os dias, após seu itinerário...
Ele queria mais do que ela sequer imaginava, queria partir para a investida... Mas ela sempre cortava, embora delicadamente, disfarçadamente... Para ela, não havia necessidade de contato físico. O flerte bastava. O flerte alimentava mais e mais o seu ego... O motorista?
Punheta era o que lhe restava... era uma migalha de amor, o máximo que daquela garota poderia receber... Todos os dias, depois do expediente, era o que fazia, enquanto ela, já em sua casa, com um leve sorriso nos lábios, exausta caía na cama... e adormecia...

infância [in]feliz...

| 10 abril 2011 | 0 Comentários |

Agora me pergunto.. fui uma criança feliz?
Sempre me vejo séria nas photos... até minha mãe comentou sobre isso outro dia... Quando era pequerrucha, tinha sempre um sorriso no rosto... Quando 'dei por gente', parei de sorrir, fiquei séria de repente... só minha irmã caçula sorria nas photos antigas do álbum de família... A criança que havia em mim amadurecia dia após dia, deixou o sorriso de lado e abraçou o amargo de viver... E cresci...
Cedo demais... antes da hora... prematura...
Vim ao mundo com nove meses incompletos...
E continuo me questionando... fui uma criança feliz? Pergunta que não cala...
Posso até ter sido, mas quando 'acordei' para o mundo, percebi que sorrisos amigáveis não seriam suficientes para conter tanto mal ao meu redor... Sorriso de criança não aplaca a maldade dos adultos... E aprendi a ser como um deles. E hoje machuco, piso, faço chorar, magôo, embora do mesmo mal também sofra...
Por isso detesto tudo o que me tornei (não falo da casca e das idéias, e sim da própria essência humana), embora ainda ache que tenho jeito...
só não sei como, nem quando, nem por qual motivo... mas IREI. De alguma forma, irei...

still...

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Um pedaço vital de mim ainda transpira você...

Simulacro...

| 03 março 2011 | 1 Comentários |


Tépida e peculiar... Um simulacro de ausências, delírios e desesperanças. Vazios desencontrados, lacunas prolongadas do que fui, do que sou, do que sinto...
Eis o que me tornei... um simulacro, um simulacro...

Meu copo vazio...

| 21 janeiro 2011 | 1 Comentários |

Eu queria agora alguém que desmentisse minhas opiniões pessimistas, derrubasse meus conceitos danosos acerca de mim, alguém que me fizesse sentir mais segura, e tirasse essa amargura que insiste em queimar o meu peito...


Mas os segundos do relógio vão passando e não surge nada que aplaque meu pensamento, não há ninguém que encha de vida meu copo meio vazio...

E só afundo, seco, entristeço, esvazio ainda mais o copo...

Pensamentos que nunca me abandonam...

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Creio não estar preparada o suficiente para cuspir no papel as palavras que ecoam em meus pensamentos...

Nada que escrever sobre esses pensamentos não resolva isso...
Eles nunca vão embora mesmo...

e então, escrevo...

Silence

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Tudo o que preciso é silêncio. Silêncio que não se pronuncie. Silêncio tranqüilo.

Chega de silêncio que angustia, perturbador...

Fim do amor...

| 12 janeiro 2011 | 0 Comentários |


É triste a sensação de se ver encarada por quatro paredes. O vazio da noite se junta com o silêncio das horas para torturar quem já está morto por dentro, e respira apenas por conveniência do corpo, pois a vontade de viver já se foi há muito tempo...

É justamente nessas horas que o pensamento visualiza lentamente as fotografias das lembranças, e isso também é parte do castigo. Estar sozinha, sem bebida por perto, com chuva caindo lá fora não são presságios de memórias felizes. Ou melhor dizendo, são memórias felizes, sim. Mas a idéia de não mais revivê-las, apenas na mente, é que as torna insuportáveis.

Ao fundo, aquela antiga canção de Air Supply, que fala em você estar sozinha com a cabeça no telefone, esperando por uma ligação que não vai acontecer, enche o peito de angústia, machuca a alma e faz doer os ossos, enquanto o corpo treme, aos prantos, remoendo tantas sensações diferentes e desconexas.
O que fazer nessas horas? deitar-se embaixo do chuveiro e querer passar a madrugada toda estirada no piso do banheiro não é uma boa idéia se você sofre com o frio. Mas quem se importa se você mesma não se importa? Quando acorda com o corpo molhado, sem noção das horas e os ruídos de tempestade lá fora te assustam, o melhor é voltar pra cama, pro colchão, mesmo encharcada de água e de lágrimas...

A mesma canção, repetidas vezes, não se cansa de fazer você chorar. Seria mais simples desligar o botão azul, mas você não quer que sua dor não tenha trilha sonora, embora de uma música apenas.
As paredes ouvem com demasiada paciência seus soluços altos e frenéticos, mas ninguém está do outro lado da porta, ouvindo você. Ele não veio lhe ver, simplesmente não se importa. Você se importou com ele antes para querer cobrar cuidados agora?

Não... Sirva-se agora de remorso...

Dói, não é? Dói estar despedaçada por despedaçar o coração alheio? Dói lembrar e nunca mais ter. Dói não ter uma segunda chance, de não saber o que ele pensa de você nesse exato momento. Mas, espera: será que ao modo dele, ele também não se contorce na sua imensa cama, sozinho, enlaçando as próprias pernas, ouvindo no telhado o barulho da mesma chuva que embarga o telhado acima de você? E você conjectura, pára de soluçar, aos pouquinhos as lágrimas cessam e você respira um pouco mais aliviada... e de repente, a desesperança dá o ar de sua graça, cortando o barato de seus pensamentos mais positivos, pois ele está dormindo tranquilamente, devidamente alimentado e nem pensa mais em você, e você afunda novamente a cabeça entre as mãos e faz a única coisa que te resta nestes últimos tempos: chorar.

Chore. Esgote toda sua dor. Esgote seus pensamentos, não olhe para as fotos, desligue até seu computador...

Amanhã é outro dia, e você precisa se recompor. Nem que seja pra chorar novamente, e sofrer o que sofreu na noite anterior...
Além de chorar e sofrer, o que te resta agora? um porta-retrato vazio, sobre o criado-mudo, mal-iluminado pela luz do abajur...

Abrace seu corpo, porque os braços dele não te enlaçam mais...
Como ele mesmo disse: "é tarde demais para isso."

Ele não vai mais voltar...

Lírica...

| 06 janeiro 2011 | 0 Comentários |

Sinto-me enlevada de um lirismo inefável...

Eterno vazio...

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Às vezes, sinto que meu peito explodir, emanando um rio borbulhante de ausência...
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Esperando por uma aurora brilhante distante...

ilusion...

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pareceu-me tão perto, ao alcance dos dedos...

alone...

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o amor habita nos vales gelados da desilusão...

Sinônimos de uma mesma sensação...

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A dor é tão somente a dor. E o amor, é a mesma dor, só que com outro nome...
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