| 30 outubro 2010 | 0 Comentários |

Mesmo no fim, tudo são flores... Embora murchas, ainda flores.
O que muda não é o objeto, e sim o estado em que ele se encontra.
E é tudo tão natural, tão corriqueiro, que não deveria surpreender...
Assim como as flores que murcham, o amor também finda... tal qual essência de perfume que evapora do vidro aberto...

Breve definição de mim...

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Um rebuscado de palavras, que no fim, não se encaixam completamente no que sou...

Jogo perigoso. Instintos desacorrentados...

| 15 outubro 2010 | 0 Comentários |
O ar parou de soprar naquele momento deixando a atmosfera tensa. Ambos haviam percebido que havia um desejo reprimido ali, escondido, maquiado pelas conveniências... Levemente, ele roça seus dedos nas costas de Marie, que se entregava languidamente ao seu contato... Seus dedos saboreiam todo o comprimento dos músculos doloridos e sua respiração começa a se alterar. Um toque no pescoço a faz desmanchar-se em tremores... aquele jogo perigoso de mãos sobre músculos estava se tornando excitante. Sentindo um arrepio percorrer sua espinha por completo, ela se inclina para trás, recostando-se nervosa ao peito de Pierre, que intensifica seus movimentos, tornando seu toque antes delicado, um vigoroso movimento sensual, enquanto sentia o perfume de seus cabelos ruivos penetrar-lhe as narinas. O perfume exalado daqueles fios sedosos estava deixando-o louco de desejo, e sentiu algo crescer dentro de suas calças. Seu objeto de prazer, que há dias latejava ante a visão estupenda daquele corpo sinuoso, que o provocava com um ligeiro balançar de quadris, ou com um simples sorriso tímido, já não suportava o calor de suas roupas, e almejava o calor do interior de Marie. Por dias inteiros ele desejou possuir aquele corpo, e neste momento, ele estava ali, totalmente submisso ao controle de suas mãos. E Marie suspirava, seus seios subiam e desciam em resposta à respiração de Pierre em sua nuca. As mãos dele estavam mais ousadas, e a massagem de alto teor inebriante tomou proporções carregadas de tesão. Desceu seus dedos em volta da cintura delgada, apalpando as covinhas daquelas costas suaves e delicadas. Com esse movimento, Marie se contorceu e levou sua mão rumo ao membro palpitante, que se avolumava cada vez mais e já mal cabia dentro da calça apertada. Ela percebeu o tesão que provocava nele. A essa altura, seus seios já estavam sendo esmagados por mãos furiosas e insaciáveis, que a apertavam com força, e sentiu seus bicos recém-libertos da lingerie endurecerem... Vendo o quanto aqueles montículos estavam intumescidos, Pierre os soltou e tentou colocar a mão por dentro da calça dela, e Marie abriu ainda mais as pernas, ansiosa pelo toque dele em seu ponto mais íntimo. Pierre toca em seus lábios intumescidos e molha as pontas de seus dedos naquele mar revolto de prazer, deleitando-se em tamborilar o botão inchado daquela garota sedenta.
Num ímpeto, ele levantou-se e tomou-a nos braços, e a carregou até o lavabo. tirando a roupa, sentiu o toque do frio azulejo em suas costas. E beijou-a, sugou-a pela boca, num beijo rápido e envolvente. Eles não tinham muito tempo, o perigo de serem surpreendidos por alguém permeava a atmosfera carregada de luxúria. Mastubaram-se, compartilhando fluídos. Pierre fecha os olhos e empurra com sofreguidão a cabeça de Marie em direção ao seu membro quente e febril. Pierre quer sentir o poder daqueles lábios sobre si, fechando-se, moldando-se em sua virilidade. E Marie pensa em recuar, mas pára diante daquela visão inebriante. Seus olhos pousam sobre aquele membro róseo, liso, duro, convidativo... e imediatamente, toma-o em seus lábios sedentos. Ela quer mais... E engole a virilidade de Pierre com volúpia, fecha os olhos e se entrega ao prazer de ter aquele pênis descomunal encostando em sua garganta. Em poucos segundos, Pierre afasta-se daquela boca ávida e jorra seu néctar no piso do lavabo. Ainda trêmula, Marie o abraça pelas costas e o mordisca carinhosamente, beijando seus ombros nus...
Entreolham-se, saciados, constrangidos, e após um momento de ligeiro relaxamento, o ar pesa novamente sobre aqueles dois velhos conhecidos...
Pierre dirige-se à porta, rubro, entorpecido... ainda sem crer no que acabava de acontecer... Marie fecha a porta, reflexiva, e deixa-se cair ao chão... ambos não acreditavam...
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E o som de guitarras rasgadas de blues despedaça meu coração...
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Quero sentir o chão sob meus pés novamente... Saturada de voar tão longe... sozinha...
Como humana que sou, busco o inalcansável, mesmo sabendo que não terei o que necessito...
É decadente essa incrível busca pelo devir, sabendo que ele nunca chega...
Correr e ver adiante o intocável...
...minha desesperança...
E eu corro, e eu grito. Abro os braços ao infinito de vozes em minha cabeça, vozes mortas, de memórias felizes que jazem no mais íntimo de meu ser...
E me desespero... fujo de mim mesma,de minhas viagens nostálgicas nas profundezas das minhas lembranças...e quero arrancar de meus ossos as sensações voluptuosas... mas como arrancar-me de mim? Não posso desprender-me de mim mesma... não nessa vida...
é como rasgar a própria pele...

Todas essas coisas me fazem lembrar...

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O clima de cafés e cabarés parisienses da Era Moderna, a nostalgia, vanguarda e as histórias de ambientes bordeaux...
os amores ardidos de lady Chatterley... a decadência, o surrealismo, as luzes de postes nas noites urbanas regadas a fumaça de cigarros dos poetas malditos... e tudo o que preciso, é ESQUECER...
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Recordo-me de uma atmosfera "ardente, animal, elétrica"...
uma solidão mútua... em que me rendi, em que me perdi... a mim mesma, a mim mesma...
Porém, entonteci...
embriaguei-me num lirismo único, cru, visceral... surreal...
e no íntimo, infelizmente eu sabia que seria minha última dança de prazer...
até nunca mais. Nunca mais é tempo demais, e não sei mais em que pensar, no que dizer..
queria voltar àquelas horas, àquele quarto, àquele prazer...

Só quisera você...

Sensações...

| 10 outubro 2010 | 0 Comentários |


eu sinto você... em todos os meus poros... quando respiro... quando fecho os olhos e sinto a brisa da noite invadindo minha janela... quando leio versos, trechos de amores impossíveis, de histórias sublimes sem finais felizes...
sinto tua presença no tilintar dos copos alheios, no cheiro das páginas de meus velhos livros empoeirados... no embaçado do espelho, quando sopro languidamente sobre ele...

Rotina de fim de noite...

| 06 outubro 2010 | 1 Comentários |
Saio da sala, olho as pessoas saindo apressadas, com medo de perder seus respectivos ônibus. Penso em me 'enturmar' no meio deles, mas logo depois o desânimo bate e me faz apressar o passo. Pelo caminho, conversas demais, risos sem sentido, 'pops' tentando chamar a atenção numa fileira de iguais desocupados. Passo por esse tipo de gente dando graças aos céus não ser estúpida como eles.
Olho para o lado e vejo um casal se agarrando na pracinha. Nossa, ela parece tão quieta na frente dos mais velhos, e por trás, é essa pouca vergonha, não sei nem se o cara é namorado ou só mais um desconhecido que ela encontrou na primeira esquina. Pensando bem, isso nem é da minha conta. ando me incomodando até com os suspiros alheios. Mau de gente ranzinza mesmo.
Ajeito meu mp4 no bolso (ganhei, de certa forma) e volto pra música Creep, do Radiohead. Pronto! Agora, eu que me sinto o verme cantado no refrão. Na verdade, eu fiquei com certa inveja do casal da pracinha, porque não tenho ninguém por perto pra fazer o mesmo comigo. E esses dias não dei uma sequer, tava menstruada. E o namorado sem tempo, eu idem. Vou ter que me virar na mão, se não quiser ver minha calcinha molhada, como na hora que saí da sala tossindo feito tuberculosa e tive que parar minha crise de tosse no banheiro. Lá eu me deparo com gozo na calcinha. Que situação, meu Deus. tsc tsc Preciso parar de tomar tanto açaí, dizem que é afrodisíaco...
Chegando no ônibus, não sinto vontade de entrar. Sento numa calçada, mas não passo muito tempo. Ao redor, sinto fedor de cocô de cachorro. Isso me queima as narinas, que horror.
Procuro uma caneta na bolsa, preciso escrever alguma coisa. Não acho nenhuma, só um grafite com ponta gasta. É, vou ter que ir pro ônibus. Pedir favor a alguém. ODEIO.
É, encontrei alguém com quem me relaciono bem, de certa forma. Ao menos, ele não me cheira a desagradável. NÃO AINDA. Peço a caneta, o ônibus no escuro. Chacoalha a mochila, pra lá e pra cá, procura em outro bolso. Tô quase desistindo quando ele acha uma caneta. Eu, com a desculpa de que esqueci a minha caneta. Mentira! Não sei onde está, provavelmente esqueci no trabalho. Mania de só ter uma caneta na bolsa. Ele, a desculpa é que comprou seis, mas não achava nenhuma no momento.
Enfim, aparece a caneta. Vai me servir. Mesmo sendo azul. ODEIO escrever com caneta azul. Prefiro preto, até pra isso. Preciso ser menos paranóica com cores, com números...
Escrevo para não esquecer de mim... Porra, o ônibus liga, ODEIO escrever em ônibus em movimento. Mas se não fizer agora, o fluxo vai embora. Mal de escritor amador, acho, que nunca tem memória boa o suficiente pras coisas que pretende pôr no papel. E de certa forma, eu PRECISO registrar isso, embora pareça ridículo. E É ridículo. Mas deu vontade, sei lá.
Pow, eu não consigo ouvir as demais músicas do mp4, sempre repito as mesmas, de Radiohead. Tá impossível escrever ainda. A letra tá terrível. Tá, parei.

Ainda tem carga no mp4 pra ouvir Radiohead até chegar em casa. Eu disse que ia parar de escrever porque a letra está péssima? Tá! Parei agora. Parei MESMO.



E ainda por cima manchei minha perna nua com tinta de caneta...

Fumaça de incenso

| 05 outubro 2010 | 0 Comentários |
Me sinto tão vazia... Estou rodeada de vozes familiares, vozes desconhecidas, burburinhos intermináveis. Nesta sala de aula, só almejo o silêncio, a quietude daquelas tardes...
Minha mente me transporta ao frescor daqueles dias...
O som da tua respiração, teu leve ressonar. Ao teu lado fui mais feliz, penso eu. Feliz com tão pouco, felicidade plena.
Senti ao teu lado o prazer saboroso de tuas idéias, enquanto a fumaça de incenso formava desenhos surreais diante de meus olhos, exalando cheiros e impregnando o ambiente com suas notas suavemente amadeiradas... Seu olhar me revelava coisas que os lábios não precisavam proferir... O suor que escorria pelo teu peito misturava-se aos líquidos de minha boca e de meu corpo... A luz que penetrava no cômodo por uma fresta na porta possibilitava a ambos admirarem a dança dos nossos corpos e suas sombras projetadas na parede, em movimentos cadenciados e arredios, quase selvagens ...Tive prazer com isto. Fui feliz com isto...
Me vêm à lembrança os teus cachos rebeldes,de uma cor de ébano, escuros tal qual a noite misteriosa que nos observava lá fora, que cascateavam teus ombros bem delineados, de uma beleza sublime... em contraste com teus olhos cor de avelãs e tua tez empalidecida como a face da lua cheia num céu pontilhado de estrelas longínquas.
Como és belo, meu souvenir...
Meus olhos presenciaram a personificação da beleza rebelde diante deles: você.
E a única canção que embalava meu torpor eram tuas cordas vocais, proferindo sons agradáveis e ininteligíveis, mas que eu compreendia perfeitamente, tal a doçura de sua entonação...
Meus lábios entreabriram-se, como que suplicando um beijo inefável. E tu prontamente viestes a meu socorro. Suas mãos macias percorriam meus caminhos sinuosos de pele e ossos... Senti minhas entranhas vibrarem ante teu toque mais íntimo... E o enlevo suave foi se intensificando, nossos olhos contemplavam as sombras na parede , que em perfeita sincronia rumo ao êxtase, explodiam juntas num gozo frenético e alucinante.
Estremeci...


E no aconchego dos teus braços, desfaleci o meu corpo...
Horas depois, os raios de sol que penetravam nas grandes janelas entreabertas contemplaram nossas tépidas faces em sua aurora brilhante e renovadora...
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E quem compreenderá minha loucura? As vozes dentro da minha cabeça...
Elas pedem que eu pule...
As vozes dentro de minha cabeça...
Elas pedem que eu voe...

Num instante de lucidez olho ao meu redor.
E minha loucura retorna, e eu salto para o eterno...
Vôo em busca da plenitude infinita. Me desprendo de tudo.


Transcendo...
| 04 outubro 2010 | 0 Comentários |

As lágrimas de saudade caem incessantes, principalmente nas noites mais frias...
abro a janela e deixo o vento soprar tua lembrança em meu rosto...

Tortura e lamento.

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Dor aguda que me faz arder o peito...
E suspiro, na ilusão de que alivia o tormento.
Ausência de sentidos, de sussurros e gemidos, retorcem-me por dentro...

Apenas tua lembrança vive comigo, habita meu paraíso de pensamentos...
Doce tortura, triste lamento...
E choro...


e choro...
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Lembrando a sensação de ter areias sob as solas dos pés...
e o vento sopra sua voz até mim...
| 03 outubro 2010 | 0 Comentários |


A sensação de pôr os pés na areia e sentir as águas tocando sua pele é única,o fluxo é tão rápido e ainda assim, obtenho prazer neste pequeno gesto... Como amo o mar...
Nua e crua, quero rolar nos grãos de areia, acima da minha cabeça, um manto de estrelas... e a brisa da noite me embalando o enlevo...

e em meu surreal paraíso, respiro vida...

devir...

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Até quando viverei na memória dos outros, enquanto existir?
E o devir?

Viajar...

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Eu quero um trailler, pra viajar o mundo inteiro, acompanhada do vento batendo no meu rosto e na bagagem, sonhos e devaneios...
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