Memórias que ficam para sempre, como feridas sem cura.

| 26 junho 2009 | |

As únicas luzes que iluminam meus olhos que choram, são as luzes artificiais da cidade que dorme. E apenas uma pobre alma de pé nestas altas horas, que lastima a perda de você. Nem um ruído atravessa meus ouvidos, apenas o funesto silêncio que ecoa na noite nebulosa. Esse ar pesado, saturado, traz à mente recordações vividas, lembranças nostálgicas, ilusões perdidas...
E nada mais disso voltará.
O passado vive apenas para confirmar que não são apenas devaneios de minha cabeça, são realmente memórias, que ficam para sempre, como ferida sem cura; de algo distante, que há muito ficou lá atrás, e que servem de consolo para esta criatura que escreve ao pé de uma janela qualquer; memórias que guardarei até a hora em que a pesada tampa de madeira cobrir meu corpo, já frio, rígido, pálido como a luz da lua... Sem vida.

Nem tão diferente do que já é, neste momento. A diferença é que o corpo ainda se move...

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De Bukowski a Dostoievski. Ana Cristina César a Lilian Farias. Deleite-se com a poesia de Florbela Espanca e o erotismo de Anaïs Nin...
Aforismos, devaneios, quotes dispersos e impressões literárias...um baú de antiguidades e pós-modernismo. O obscuro, complexo, distópico, inverso... O horror, o amor, a loucura e o veneno de uma alma em busca de liberdade...

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