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"Deixai toda esperança, ó vós que entrais!" Inferno. A divina Comédia [Dante Alighieri]

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Frio, cinza e vazio...





Sinto um vazio no peito. O frio da madrugada enregela meus sentidos. Minhas faces enrubecem com o vento que sopra na janela aberta. Olho para a rua deserta; apenas a noite, com suas estrelas brilhantes e longíquas banhadas pelo brilho da lua, e os prédios cinzentos são testemunhas da lacuna que você deixou em meu peito. E o pior disso, é que minha inconseqüência fez brotar esse vazio.
Meus atos impensados, minha língua ferina e inquieta culminaram meu ser à ruína. Como poderei reconstruir os tijolos e alicerces de uma existência desabada, de uma consciência destroçada, de uma tristeza saturada?


E o remorso! O remorso que consome meu pensamento.
Pensamento este, que me corrói por dentro, que espera agir o tempo,
mas sempre volta ao mesmo lugar?



E essa secura de vida, vida não-vivida, esse desejo de morte, que vai e vem à própria vontade, acompanhado de medo, de dor e tristeza, que se reúne em meus olhos e desaba em minhas faces, rumo ao peito, num movimento cíclico, que nunca se interrompe?



E você, um dia, tentou secar essas lágrimas. e eu retribuí com mais e mais lágrimas, estas, por sua vez, suas, de raiva, decepção e rancor. Me falta coragem para encarar as janelas de tua alma, falar-te com a voz de meu peito, que não quer calar, mas não sabe como se expressar, e que anseia ainda assim, encontrar você e dizer todas as palavras que ecoam agora, neste momento, noite e madrugada afora, neste momento tão meu, frio, cinza e vazio.






Frio sem você! Cinza de tristeza e vazio de mim mesma...
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Memórias que ficam para sempre, como feridas sem cura.


As únicas luzes que iluminam meus olhos que choram, são as luzes artificiais da cidade que dorme. E apenas uma pobre alma de pé nestas altas horas, que lastima a perda de você. Nem um ruído atravessa meus ouvidos, apenas o funesto silêncio que ecoa na noite nebulosa. Esse ar pesado, saturado, traz à mente recordações vividas, lembranças nostálgicas, ilusões perdidas...
E nada mais disso voltará.
O passado vive apenas para confirmar que não são apenas devaneios de minha cabeça, são realmente memórias, que ficam para sempre, como ferida sem cura; de algo distante, que há muito ficou lá atrás, e que servem de consolo para esta criatura que escreve ao pé de uma janela qualquer; memórias que guardarei até a hora em que a pesada tampa de madeira cobrir meu corpo, já frio, rígido, pálido como a luz da lua... Sem vida.

Nem tão diferente do que já é, neste momento. A diferença é que o corpo ainda se move...
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How do you feel?


Como você se sente
vendo meu coração quebrado?
Como você se sente
vendo meu coração sangrar?
Você não se importa em ver-me assim?
Você nem ao menos parou pra pensar que tudo que vivemos poderia não ter sido em vão?



Eu parei. Eu pensei.
Mas foi tarde demais...
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Realidade bate à porta



Que fazer da ilusão



Se a realidade bate à porta?











Lembro e não quero lembrar...
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- Lacuna -



Sinto que falta algo aqui, um pedaço de mim que se foi com seu sorriso.
Vazio infeliz, cinzento, sem movimento, que só deixa para trás a sensação de que sempre falta alguma coisa.


Sempre falta...
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O que sobrou de mim...


Meus pensamentos se perdem. Imersas no vazio, minhas memórias.
Memórias que latejam, corroem, provocam mal-estar. Mas, o que provoca mais dor: a memória vivida, ou saber que aquilo tudo não volta mais?
Olho para meus dedos dos pés, descalços, enquanto o relógio bate as horas, que conto minuto a minuto, na vã esperança que passem mais rápido. Mas o relógio anda tão devagar... Que eternidade sem você. Por que o relógio não pára de uma vez e me faz esquecer? Apenas esquecer...

E o que sobrou de mim em você? Saudade, amargura, rancor? Nem ao menos um lampejo de memória?
E o que sobrou de ambas? Sonhos sem final feliz, dias que não surgiram, conversas que não aconteceram, cartas não trocadas, fotos não tiradas, sorrisos desfeitos, palavras esfaceladas, tristeza amargurada...

O que sobrou de você em mim...
Saudade! Muita saudade. Tardia, triste, saturada...
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Tempo...



Se eu pudesse voltar no tempo
perduraria aqueles momentos felizes.
Apagaria lembranças ruins, evitaria tragédias...

Faria você me encontrar em sua vida, bem antes do que estava previsto.
Faria você sorrir com mais intensidade e evitaria cada lágrima sua de cair.
E pensar que fui responsável por, ao menos, uma parte delas.
Eu também apagaria isso. Eu apagaria...

Mas o que nos resta depois de uma longa trilha, é um punhado de areia depositada em nossos sapatos. E ninguém pela estrada. Ninguém...
Contudo, você está lá. Em cada passo, em cada lembrança que o tempo não apagou da minha mente. E, mesmo não voltando atrás no tempo, sinto que adiante, você estará lá. Só não sei se sorrindo pra mim.

E hoje, quando o tempo marca o agora, eu choro por você.
Quando ontem eu estive sorrindo, e quando amanhã vou lamentar o tempo desperdiçado que teríamos vivido.
Só sei que hoje...


o tempo me faz sentir muito.
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