Meu negro girassol na Primavera...

| 26 maio 2009 | 0 Comentários |

Tão rápida surgiu em minha frente,
numa casualidade, em um dia qualquer.
No primeiro contato, senti algo diferente, como há muito tempo não sentia. Um laço, ali, começava a se apertar.

Ela segurou minhas mãos quando tive medo da dor.
Cantando o refrão que "não gostava de ninguém", por mim se afeiçoou. Me chamou de mãe. E ela tem quase a minha idade; Meu espelho, meu reflexo, minha dor.
Sinto falta do seu bico, do seu mau-humor. E quando me olho no espelho, a vejo.
Por falhar, a perdi.

Falhei. Errei. Feio.

Agora, penso em quão rápido surgiu, tão rápido evaporou.
Deixando os garotos de lado, porque isso é coisa de garotas. Naqueles abraços, na mistura de lágrimas... - Ambas - não havia espaço pra rudeza masculina.
E nos entendíamos tão bem...
Mas, agora...

É tudo minha culpa. Somente MINHA.
E me pergunto: Era pra ser? Ainda dá tempo?

Te vi de relance, outro dia, tão perto, mas tão distante do alcance de meus dedos. A vontade que deu foi de correr em tua porta e perguntar: "como foi seu dia?"
E você soube que te vi. Se decepcionou, não foi?
Vou te responder a pergunta que fez:
Você estava linda.

De que adianta isso agora?
Por mim, não; mas por você...


Não dá mais tempo...

Aquela tarde primaveril de Setembro findou...
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