Sentimentos

| 14 novembro 2007 | |

Ah, como falar de alegria se a tristeza em mim fez lar?
Como falar de sonhos se pesa em meu íntimo a cruel e pesada realidade?
Como sentir liberdade se tenho grilhões prendendo-me os pés, machucando minha pele e ossos?
Na memória, palavras que ferem, pensamentos que doem, indecisões perfurando meu peito e me enchendo de angústia...

Eu vivo ou existo?
Viver... sentir a vibração palpitante de um sorriso, ser leve como uma folha que se solta da árvore no outono, sem destino certo, sem pensar no amanhã.
Existir...deixar os dias passarem, sendo apenas uma existência vazia e solitária, que só lamenta seus dias piores...


Creio eu, que existo...

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De Bukowski a Dostoievski. Ana Cristina César a Lilian Farias. Deleite-se com a poesia de Florbela Espanca e o erotismo de Anaïs Nin...
Aforismos, devaneios, quotes dispersos e impressões literárias...um baú de antiguidades e pós-modernismo. O obscuro, complexo, distópico, inverso... O horror, o amor, a loucura e o veneno de uma alma em busca de liberdade...

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