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† Clássicos de Horror na Darkside †

Uma das grandes apostas da Editora Darkside Books para 2017 foi lançar obras clássicas com a marca da caveirinha. E dois grandes títulos já estão à venda, Frankenstein, de Mary Shelley e Edgar Allan Poe - Medo Clássico. 


Publicado no século XIX, Frankenstein ganha uma linda edição pela DarkSide Books. A obra foi escrita por Mary Shelley e conta a história de um cientista que desafia a ética e a ciência ao dar vida a um cadáver inanimado, costurando pedaços de vários mortos para compor o corpo... A Criatura ganha vida e logo é abandonada, e logo sai em busca de seu Criador, sem conhecer nada desta Terra, e descobrindo da pior maneira como é a Humanidade...

A obra possui capa dura e um visual gráfico que deixa os leitores encantados... 



O segundo título dessa coleção Clássica é Edgar Allan Poe, primeiro de uma série de três livros, que reúnem contos do autor, divididos em categorias, que vão de casos no gênero policial à narradores homicidas e a Morte. Essa primeira edição conta ainda como conto O corvo, em inglês e em duas traduções: por Machado de Assis e Fernando Pessoa, além de uma introdução de Charles Baudelaire e várias ilustrações que só dão mais encanto ao livro...

A Darkside ainda pretende lançar os dois volumes seguintes da coleção Edgar Allan Poe e H.P. Lovecraft é mais um nome confirmado para garantir seu nome no catálogo da editora... Confesso estar bastante ansiosa e empolgada... E logo pretendo ter exemplares para chamar de meus...

E então, já ansiosos para adquirir os seus exemplares? Quem ainda  não comprou pode garantir o seu por aqui:

AMAZON 



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Maratona "Segura O Livro"



Aproveitando o feriado de carnaval resolvi participar de [mais] uma Maratona literária organizada pelos canais Despindo Estórias, Tem que Ler e Sociedade A. V. 

A Maratona Segura o Livro terá inicio em 25 de fevereiro e vai até a quarta-feira de cinzas, dia 01 de março. Para mais informações é só assistir aos vídeos de apresentação das organizadoras e entrar no evento do Facebook para não perder as novidades e interações...


- Despindo Estórias: https://youtu.be/-YGOLUzPAV8
- Sociedade dos Autores Vivos: https://youtu.be/Fmauw_EammQ



Seguindo os desafios propostos pela organização, eis minha TBR:

Uma História em Quadrinhos:

Drifters 01, Kouta Hirano.

Um livro premiado:

Mongólia, de Bernardo Carvalho [Vencedor do Prêmio Jabuti 2004].

Uma não-ficção:

Trabalho Urbano e Conflito Social, Boris Fausto.

Um título de autor português:

O mandarim, Eça de Queiroz.


Aproveitando que estarei participando de duas maratonas diferentes, só acrescentei mais dois livros na TBR da Carnatona, contemplando também este evento... O lance mesmo é a interação que farei com os dois grupos durante o feriado...

Espero concluir com sucesso.Alguém aí vai participar também? Planejaram a TBR?
Beijos e até a próxima...


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Crítica e Tradução, um dos legados importantes deixados por Ana Cristina Cesar...

Ana Cristina César, homenageada ano passado na Feira de Paraty, marcou toda uma geração na poesia brasileira. Era formada em Letras (Português-Literatura) pela PUC do Rio de Janeiro. Desde criança teve contato com as letras, recitando poesias para a mãe, antes mesmo de saber ler ou escrever...

Além da poesia, Ana contribuiu para a literatura através de ensaios, traduções e artigos acadêmicos na área. Seu material foi reunido na obra Crítica e Tradução, publicada ano passado pela Editora Companhia das Letras... 

Com mais de 500 páginas, a obra divide-se em Escritos no Rio, escritos de seu período morando na Inglaterra, cartas e algumas poesias traduzidas por ela... Ana escreveu sobre o cinema brasileiro, o movimento musical político-social dos anos 1960 no Brasil, discorreu sobre o processo de tradução de autores/poetas consagrados e que fazem parte do cânone da literatura mundial. 

"Em Literatura não é documento, resultado do curso de mestrado em Comunicação na UFRJ, concluído em 1979, Ana analisa filmes documentários produzidos no Brasil sobre escritores.Vai desde os projetos político-culturais patrocinados pelo governo do Estado Novo, passando pelos anos de militância da esquerda na década de 1960, até chegar ao governo Geisel. A proposta é encontrar padrões que se repetem e estabelecem, nas palavras dela, uma "determinada visão de literatura."."

A edição ainda conta em seu fim com uma cronologia sobre a vida de Ana C., abreviada tristemente por ela mesma no ano de 1983...

Katherine Mansfield foi inspiração na obra de Ana C., e ela chegou a traduzir seu poema Bliss. Crítica e Tradução trata-se de uma leitura densa, que sorvi aos poucos ao longo de algumas semanas, a fim de compreender a escrita de Ana. Muito de sua obra pessoal é fruto de um espelhamento nas obras que estudou e analisou por anos...

Fez críticas sobre a literatura feminina, trouxe um estudo minucioso do processo de tradução, que vai desde a utilização de palavras para compor os versos respeitando as entonações e musicalidade dos textos à pesquisas realizadas durante seu mestrado na UFRJ. Há também alguns trabalhos póstumos inseridos no livro, como ensaios que foram publicados pela imprensa ente a década de 1970 e 1980. 

A tradução do conto Bliss, de Mansfield, lhe rendeu o título de Master of Arts, na Universidade de Essex, na Inglaterra. Sylvia Plath, Emily Dickinson e Walt Whitman são citados e referenciados ao longo do livro, além de outros autores não menos importantes...

Crítica e Tradução é mais voltado para o público admirador de Cinema, literatura e tradução no Brasil, mas também pode ser apreciado pelo leitor que deseja conhecer mais da figura poética de Ana Cristina Cesar...

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O erotismo expurgado de Anaïs Nin...










 "Era a amante seduzida pelo obstáculo e o sonho."










Há 114 anos,  em 21 de Fevereiro de 1903, nascia a escritora francesa Anaïs Nin. Ainda na infância se instalou em Nova York com a família. Passou o resto da vida entre a América e o Velho Mundo. Escreveu ensaios, críticas, traduções. Deixou obras de ficção e diários, nos quais relatou seus amores,  estudos, devaneios e anseios...

Seus diários só foram publicados em 1966. Seu amante Henry Miller - também escritor - notou a riqueza de tais documentos e estimulou Nin a torná-los públicos. Tais documentos permitiram compor um retrato de Paris no período em que foram escritos, principalmente no entre-guerras e da Nova York pós-segunda guerra mundial.

Nin foi precursora de ideias libertárias sobre a mulher e o sexo. Foi amiga de escritores como D. H. Lawrence, Antonin Artaud e Jean Cocteau. Henry e June foi sobre seu romance com Miller. Em 1977, aos 73 anos, falece em Nova York, onde viveu os últimos anos de sua vida...

Certamente uma das autoras que influenciam minha existência, Anaïs Nin foi um tesouro encontrado na primavera de alguns anos atrás... e de lá para cá, venho grifando seus textos, me identificando em seus trechos, me deleitando em sua escrita... Como hoje seria seu aniversário, resolvi falar um pouco [mais] sobre ela...

Separei abaixo algumas quotes da sua rica obra... E espero sinceramente que eu consiga 'tocar' alguém com elas... 


"Angústia era uma mulher sem voz gritando num pesadelo." 

"Ela se sentia prisioneira dos imensos maxilares de seu desejo, sentia-se dissolver, arrancada. Sentia que se entregava à sua fome sombria, com os sentimentos ardendo,subindo de dentro como fumaça de uma massa negra." 

"Lilian era como um mar espumante,encrespando o naufrágio, os destroços de suas dúvidas e medos." 

Trechos do livro Fome de Amor, publicado no Brasil em 1981...



"Naquele lugar, o viver era gradual, orgânico, sem descidas ou subidas vertiginosas."
"Não observou que a quietude dela já era em si uma forma de ausência." 
"O que sobrava era apenas um traje; estava empilhado no chão do quarto dele, vazio dela."
"Era terrivelmente doce ficar nu na presença dela."
Trechos de Uma espiã na casa do Amor, publicado em 1959.



"Ela sabia que ele estava olhando para o sexo dela, sob o pelo muito preto e cerrado, e finalmente abriram os olhos e sorriram um para o outro. Ele estava entrando no estado de êxtase, mas teve tempo de reparar que ela estava em estado de prazer também. Pôde ver a umidade cintilante aparecer na boca do sexo dela." A Fugitiva.

"Ele é extravagante, viril, animal, opulento. É um homem a quem a vida embriaga, pensei. É como eu." Henry e June.

"Às vezes ela podia ouvir os próprios ossos estalando ao erguer as pernas acima dos ombros, podia ouvir a sucção dos beijos, o som de gotas de chuva nos lábios e línguas, a umidade espalhando-se no calor da boca como se estivessem comendo uma fruta que se desmanchava e dissolvia." Delta de Vênus




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